terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sergio Cavalcante, o Dublador do Harry Osborn

Um dos desenhos que eu mais gostei de acompanhar na minha vida foi o Homem Aranha Anos 90 (Spider Man Animated). Essa adaptação não era a primeira estrelada pelo herói, mas tinha um enredo eletrizante, uma animação com efeitos 3D marcante, e uma narrativa atípica. Apaixonei-me assim que vi pela primeira vez na Globo, mais ou menos em 1997, uma vez que a estréia do seriado foi no canal fechado da FOX, no segundo semestre de 1996.

Mas o que mais me chamava atenção era o fato de que o Peter Parker/ Homem Aranha tinha a voz de outro personagem que idolatro até hoje: Jiraiya. Pra falar a verdade, nessa época eu não estava mais acompanhando as séries que estavam sendo veiculadas na Manchete (Winspector, Patrine, Solbrain e RX), e estava órfão dos heróis de minha infância. Quando me deparei com o Homem Aranha e seu excepcional dublador, foi um achado e tanto!

Mauro Eduardo Lima dublava o protagonista, e juntando os dois elementos que me agradavam (roteiro e dublagem), virei fã de carteirinha do Cabeça de Teia. Comecei a comprar os HQ’s, coisa que jamais tinha feito até então. Nunca liguei muito para os Heróis do Universo Marvel/ DC, mas foi só começar que peguei o gosto, que durou até o final dos anos 90. Mas já estou desvirtuando o assunto...

Eu e um colega começamos a comprar uma coleção de revistas que vinha com as fitas (contendo 2 episódios) do desenho do Aranha. Tinha a primeira temporada completa e se não me engano, parte da segunda. Pra variar, a Globo só exibia os 13 capítulos da primeira etapa, e vira e mexe tirava o seriado do ar – e depois voltava. Sedento de assistir os capítulos inéditos, consegui fazer com que meu pai comprasse a SKY no final de 1998, que exibia uma porção de séries legais, como o Fantástico Mundo de Bobby, Power Rangers Zeo e Turbo, Mortal Kombat e muito mais. Mas para o meu azar, não tínhamos dinheiro para pagar a mensalidade do pacote Advanced, que na época custava R$ 65,00, e só ele dava direito à Fox Kids. Fizemos das “tripas coração”, como diz o dito popular e conseguimos ficar com o pacote por 2 meses, o suficiente para eu ver a série do Aranha inteira.

Muitas das vozes clássicas da época do Tokusatsu dublavam o seriado, coincidentemente na mesma Álamo que outrora brilhou com as séries japonesas: Francisco Brêtas, Elcio Sodré, Eduardo Camarão, Muíbo Cury, Eudes Carvalho, Ricardo Nóvoa, Valter Breda, dentre outros. E muitos profissionais mais novos, que eu conhecia pelos Animes também marcavam presença na produção: Jonas Mello, Paulo Celestino, Fabio Moura, Fátima Noya, Fabio Tomasini, Daoiz Cabezudo, Paulo Porto, Bruno Rocha, Marli Bortoletto, Silvio Giraldi, e por aí vai. Com isso, o seriado me cativou de vez. É válido deixar registrado que a série teve alguns problemas com a dublagem no aspecto técnico, embora o artístico fosse esplêndido, mas isso é assunto para uma postagem futura que já estou desenvolvendo.


No entanto, algumas vozes que eu ouvia ainda eram desconhecidas. Recentemente descobri a participação do Paulo Wolf no seriado, mas tinha um personagem fixo, o Harry Osborn, que tinha uma voz que eu nunca tinha ouvido. E esse mistério estendeu-se até hoje. Nesse fim de semana, escolhi um capítulo que esse personagem tivesse várias falas e editei, como de costume, um trecho de áudio para pesquisar. Novamente minhas fontes foram a excelente dupla de profissionais Angélica Santos e Márcia Regina. As duas participaram da série, o que não quer dizer nada, já que na época provavelmente já se gravava separado, mas não custava tentar. Com um palpite certeiro da Márcia, eis que o dublador do Harry Osborn é o Sergio Cavalcante.

Atualmente ele dubla pouco, e está trabalhando no ramo de comerciais. Pesquisando na internet, achei essa foto dele, e um vídeo no Youtube, com um pot-pourri de seus trabalhos. E o que é mais engraçado, essa timbre de voz eu tenho memorizado há anos, e já vi várias vezes alguns desses comerciais, mas jamais liguei a voz ao personagem. Em seguida achei seu e-mail, e mandei-lhe uma mensagem, que foi prontamente respondida pelo ator.

Começou na Álamo mesmo, e o Harry foi um dos primeiros personagens que ele fez. Na época, estagiava com a já conhecida Nair Silva. Depois dublou o Mickey em A Hora do Recreio, na Sigma, e chegou a lendária Gota Mágica na época dos Super Campeões, em meados de 1997, onde dublava o Ishizaki. Ele me disse que ainda dubla esporadicamente, quando convidado, mas não é o principal ramo de seu trabalho, embora goste muito de exercitar sua voz. Também está gravando uma série chamada Bipolar, que vai estrear no Canal Brasil no dia 02 de setembro.

Segue o comercial mais atual gravado por ele para o Burger King:


E assim mais um nome que nós fãs não conhecíamos veio a tona. Agradeço à Angélica e a Márcia mais uma vez, e aproveito para parabenizá-lo pelos trabalhos, Cavalcante!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Oscar da Dublagem 2010

Já no outro palco, Nelson Machado estava sendo homenageado com seu documentário Você Nos conhece. Corri para a escada lateral e lá fiquei na espreita de tentar conhecer pessoalmente alguns de meus ídolos e amigos de internet. A coisa foi um tanto rápida, mas consegui finalmente, depois de mais de 5 anos conhecer o Nelson. Fiquei muito feliz e surpreso por ter sido ovacionado por ele. “Não acredito, finalmente o Grande Shar Ivan pessoalmente! Vem cá pra eu te dar um abraçasso!” Confesso que fiquei muito lisonjeado com esse respaldo todo. Já pedi um autógrafo e uma foto, e aproveitei para bater um rápido papo com ele. O barulho estava extremo, e a quantidade de fãs idem, então não deu pra conversar mais. Mas ele tratava todo mundo extremamente bem, fazendo brincadeiras, imitando o Kiko etc. Teve uma hora que soltou um "Ai cale-se, cale-se, cale-se que você me deixa loooouco!" do meu lado. É muito engraçado e gratificante ouvir ao vivo um bordão que você cresceu escutando.



Em seguida vi o Silvio Giraldi e fui em direção à ele. Me atendeu gentilmente e falamos sobre o seu início de carreira. Segundo minhas pesquisas, ele havia começado em 1993, na Álamo, com a Nair Silva. Acertei em cheio. Disse que foi cerca de 3 meses após o Marcelo Campos. Falamos sobre outros trabalhos também, inclusive Cavaleiros do Zodíaco e Shurato.



Depois, saindo do palco abordei a Luciana Baroli, a Bella da trilogia Crepúsculo/ Lua Nova/ Eclipse. Estava com seu filhinho e também foi extremamente gentil. No final da premiação, a Zodja Pereira saia do palco e pude falar rapidinho com ela. Por último, e muito assediado pelos fãs vinha o Hermes Baroli. Pude me apresentar, mas não deu pra falar quase nada além de pedir um autógrafo e mais uma foto para meu acervo. O Vitinho que estava por ali tinha visto o Cassius Romero, um dublador que eu precisava muito encontrar. Uma pena. Ele estava muito diferente, de cavanhaque e cabelo meio grisalho, o que dificultou a localização e identificação. Na foto que tirei do Yuri com a Zodja, vi ele ao fundo.



Confesso que achei que encontraria mais gente de SP no evento, e até o Nelson Machado disse o mesmo. Pelo menos a Lucia Helena (Yellow Flash), Wellington Lima (Hajime Saito) Wendel Bezerra (Goku) e Angélica Santos (Cebolinha) eu achei que estariam lá, já que concorriam em algumas categorias.

Então fui conversar um pouco com o pessoal do Rio. Numa rodinha ao meu lado estava o Christiano Torreão (Riei [Yu Yu Hakusho]) tentando lembrar um dos bordões do Adam dos Power Rangers, e eu completei: “Mastodonte Leão Poder Thunderzord”. Ele abriu um sorrizão e ficou todo contente, repetindo a fala. Com o pessoal da dublagem do Rio de Janeiro eu não tenho contato direto, mas conheço seus trabalhos. Consegui foto e autógrafo dos seguintes profissionais:





Selma Lopes (1ª voz da Marggie [Simpsons]/ 2ª voz da Genkai [Yu Yu Hakusho]); Ricardo Juarez (Johnny Bravo/ 2ª voz do John Doggett [Arquivo X]); Jorge Vasconcellos (Macaco Louco [Meninas Super Poderosas]), Zé Leonardo - a foto saiu sofrível, mas ele é gente fina demais - (Andros [Power Rangers no Espaço]/ Perninha [Tiny Toons]) e o grande amigo do Yuri e um dos organizadores do Oscar, Flavio Back. Já na correria de fim de festa, acabei perdendo de conhecer a Mirian Ficher (Pandora [Saint Seiya]), Ricardo Schnetzer (Capitão Planeta) e o Ettore Zuim (Steve [Barrados no Baile]). Outro que "escapou" do meu click foi o Luis Manuel, a primeira voz do Freedie no desenho do Scooby Doo. Um dublador das antigas, que o meu amigo Gerson conseguiu abordar:


Uma pena. Fica pra próxima. Consegui também clicar o Yuri com suas amigas Mariângela Cantú e Selma Lopes, além do Schnetzer. Que coisa, o ator na minha frente pra eu fotografar e ele teve que sair correndo pra ir embora.



Yuri foi para uma confraternização com os dubladores e Vitinho e eu saímos correndo pra pegar o último ônibus da Yamato sentido Metrô. De lá paramos numa lanchonete pra comer algo e fomos descansar. Ainda ficamos papeando até 01:30 hs da madrugada, falando sobre tokusatsu e dublagem. Gente boa demais!

No domingo, mais ou menos 09:00 hs, após o café da manhã, voltamos para a sacada do Hotel Blue Three, pra tentar encontrar com outros dubladores e os cantores, mas eu tinha compromisso e precisei vir embora. Por volta das 10:10 hs me despedi do pessoal (a Camila tinha ficado descansando no Formule 1) e segui rumo a fazer o meu itinerário de volta: metrô, terminal e ônibus de volta.


Mais um fim de semana inesquecível. Agradeço aos amigos que me proporcionaram essa diversão. Ano que vem, se Deus quiser tem mais!

domingo, 1 de agosto de 2010

Anime Friends 2010

Depois de mais de vinte dias, cá estou eu relatando sobre a minha ida pela segunda vez ao maior evento da cultura pop japonesa em São Paulo, o Anime Friends. Sempre fui fã desse tipo de produção, mas com exceção de fóruns de discussão e comunidades do Orkut, jamais havia participado de um evento do tipo.

Tudo começou a partir de 2001, quando tive a oportunidade de comprar meu primeiro computador. Quando acessei a internet pela primeira vez de casa (eu já conhecia a rede mundial desde 1.999), uma das primeiras coisas que fui procurar foram páginas sobre tokusatsu. Já estava órfão deste tipo de produção desde a primeira metade dos anos 90, e morria de saudade de rever algo a respeito dos grandes heróis japoneses da minha infância/ adolescência. Como não poderia ser diferente, cheguei até o Tokusatsu Tyosenshu, site que só quem teve a oportunidade de acompanhar sabe da importância dele no cenário da chamada “tokunet”. Praticamente foi o pontapé inicial de todo um movimento, resultando em muitas coisas que temos hoje com qualidade e facilidade.

Em 2004, lembro-me de ter ouvido falar do Ressasca Friends, e que a atração principal do evento era justamente a presença do Takumi Tsutsui, o Jiraiya. Fiquei muito animado e tentei de todas as formas achar um jeito de estar lá, sem saber onde era, quanto custava, etc. Resumindo, não consegui nada. De lá pra cá, sempre acompanho pelo Tokubrasil o pessoal durante o aquecimento no tópico oficial dos eventos, principalmente o AF, e depois as fotos, comentários e tudo mais. Como moro um pouco longe (mais de 120 km da capital), e não tenho conhecimento nenhum dentro de SP, sempre tinha uma esperança, mas bem lá no fundo. Dessa forma, aumentando meu circulo de amigos naturalmente, fui ficando cada vez mais próximo (via internet) do velho e bom amigo Yuri Calandrino, uma vez que partilhávamos boa parte de nossos hobby’s. Em 2009, tomei coragem e resolvi pegar um ônibus na cidade vizinha (Indaiatuba-SP) e rumar para SP, e finalmente realizar o sonho de participar de um evento. Foi inesquecível. E viciante...

Este ano não foi diferente. Voltei a combinar com o Yuri e o pessoal do Rio que sempre participa (Marzo [Seijuro Hiko], Camila [Cyberfan] e Vitinho – que no ano passado não veio, mas em seu lugar estava o Pedro [Kotar]). E como este mundo é praticamente movido por influências, faço essa postagem baseado na influência de outro grande amigo que ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, mas que já batemos altos papos por e-mail e até telefone: Michel Matsuda. Se bem que vai ser difícil de vê-lo pessoalmente, uma vez que reside no Japão desde 2.000 e não pretende voltar para o Brasil...

Cheguei em São Paulo por volta das 08:40, e o pessoal do Rio já estava no Terminal Rodoviário do Tietê me aguardando. De lá rumamos para o Hotel Blue Three, no bairro Jardins, onde estavam hospedados os dubladores que vieram do Rio de Janeiro. Yuri foi confirmar sua hospedagem lá. Ficamos sabendo que os cantores também estavam no mesmo Hotel. Do nada, vários dubladores começaram a sair pelo saguão do Hotel e seguiam em direção à uma Padaria na esquina à frente do local. De cara vi a Miriam Ficher passar ao meu lado, mas me contive e não a abordei, pois ela tinha viajado a noite inteira e estava com uma cara de exausta. Não quis bancar o fã chato. Em seguida passaram Rodrigo Antas (2ª voz do Bart [Simpsons]), Luis Manoel (1ª voz do Fred [Scooby-Doo]) e Luis Carlos Persy (Doggie Krueger [Power Rangers SPD]). Chegamos a ir até a Padaria, mas só observando de longe, sem incomodar ninguém. Eu já tinha feito minha reserva via telefone no Hotel Formule 1 (indicado pelo Genninhu via MSN), ao lado da estação do Metrô Paraíso com antecedência, e em seguida fomos pra lá pra tentar encaixar o Vitinho. Marzo e Camila já tinham reservado também via internet. Acabamos rachando um quarto. Como era muito cedo, não podíamos fazer o check-in e nos livrar de nossas mochilas, infelizmente. Tudo parcialmente resolvido, resolvemos fazer um passeio pela capital. Rumamos para a estação São Bento, a fim de passear pela 25 de Março. Lá encontramos ninguém menos que o (ou seria "a"?) Rodela:

Pra variar, estava lotado de gente, e não ficamos muito tempo lá. Andamos então para a Galeria do Rock. Yuri saiu em busca de material sobre Rock clássico, e encontrou grande parte do que procurava. DVD’s do KISS, se não perdi a conta, ele comprou quatro, uma camiseta do Led Zeppelin e mais alguns apetrechos. Até comentei com ele que eu ficava espantado em imaginar onde ele arrumava tempo pra gostar de tanta coisa junto. Incrível, ele acompanha animes, tokusatsu, futebol, dublagem, música, filmes e muitas outras coisas, de uma só vez! E eu não consigo focar em mais de uma coisa ao mesmo tempo... mas é um dom que ele tem e eu admiro.

Depois já fomos almoçar. Em seguida (diferente do ano passado, que chegamos no evento por volta das 17:00 hs) rumamos para o Mart Center. Em torno das 14:00 hs já estávamos chegando no Anime Friends.





Dessa vez deu pra olhar um pouco de tudo, os estandes, o pátio, enfim, tudo. Fiquei admirado com as figuras dos animes. Nessa hora lembrei-me do Michel. Bonecas lindas, com pinturas perfeitas, do jeito que vemos nos constantes reviews do blog dele. Infelizmente tinha muita gente e a iluminação não ajudava, então não consegui tirar uma só foto decente. Em outros estandes menos concorridos, vi algumas figuras dos animes mais antigos, como Dragon Ball e Saint Seiya. Como não sou um colecionador assíduo, vejo os bonecos e fico admirado, mas não almejo tê-los pra mim. Vi muita pouca coisa de tokusatsu, mas tinham algumas miniaturas que imitavam a coleção Girls In Uniform. Entre os que consegui fotografar, segue os mais bonitos na minha opinião (todos de DBZ):



Acabei comprando um Goku pequeno, que achei bem feitinho pelo preço, pois é o personagem predileto da Samanta nos animes. Já está em pé do lado da mesa do nosso computador.



No caminho, encontramos uma Colombiana usando um Cosplay da Morrigan de Darkstalkers. Ela foi notícia até no site da Henshin:

Passamos pela Sala Tokusatsu, onde cumprimentamos os colegas de Fórum. Estavam lá: Raoni (Change Dragon); Vagner (AsakuraTakeshi); Giu (JH), Eduardo (Yugoman) e Diego (Hikaruon). No tempo que ficamos lá estavam exibindo Kamen Rider Decade, Sharivan e RX. Descansamos e em seguida já fomos passear pelos palcos onde aconteceriam os shows. O Pessoal da Yamato fez uma lambança gigantesca e acabou colocando o Oscar da Dublagem e o Super Friend Spirits praticamente no mesmo horário. Eu não sabia o que fazer, já que estava lá pra ver as duas atrações. Há tanto tempo venho me comunicando com os dubladores e estava literalmente entre a cruz e a espada. O que fazer? Acabei ficando no show dos cantores, mas com a cabeça num lugar e o coração em outro. Pelo menos me diverti a beça revendo Akira Kushida e Shinichi Ishihara, além de poder ver de perto o grande Takayuki Miyauchi. Tinha um pessoal filmando, e como estávamos na frente, cheguei a aparecer bem rápido em alguns vídeos do Youtube.





Não conseguiu me achar? Não acredito... tão fácil...

Antes do início das apresentações, mais alguns conhecidos de Fórum e Orkut chegaram: Marcelo (Cyber Sharivan), Fernando e Anderson, parceiros na comunidade Dubladores de Tokusatsu. Depois o Silas (Aniki) chegou. Também surgiu um cara gente fina ao meu lado, me parece que se chama Denis. Sabia todas as músicas, cantou e pulou o tempo todo. Acabaram apelidando-o de Lyu Kang, uma vez que era descendente de japoneses e tinha o cabelo comprido. Gente boa.


Foto 01 (da esquerda para a direita): Fernando, Yuri, Anderson, Marcelo e Denis.
Foto 02 (idem): Eu, Yuri, Silas, Marzo e Camila.


Não pudemos falar muito, pois logo o show começou. Infelizmente fotos boas são uma raridade da minha simples câmera, mas dá pra ver alguma coisa.




Durante a apresentação dos cantores, aquela festa imensa. Todos pulando e cantando em coro os hits dos artistas. No finzinho do show eu corri para o outro lado e consegui pegar o final do Oscar da Dublagem. Mas antes, o pessoal do Fórum chegou em peso, e deu pra conhecer o Vagner (Zero) e trocamos algumas palavras. Cumprimentei o Thiago (Frank), Ana (Anafox) e o Ali (Ali-kun).

Próxima postagem: Oscar da Dublagem!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Paulo Wolf, o Dublador do Shishio

Samurai X (Rurouni Kenshin) todo mundo conhece. Uma série maravilhosa, com um enredo bárbaro, pitadas de romance, violência e conflitos psicológicos bem arranjados numa animação detalhada, cercada de uma trilha sonora monstruosa e envolvente. Um dos melhores animes que já passaram - e continua sendo exibido no Animax – aqui no Brasil.

Também possui um dos maiores e melhores vilões de uma série japonesa: Makoto Shishio. Um assassino extremamente habilidoso e cruel a serviço do governo, que de repente se vê numa posição onde suas habilidades não são mais necessárias aos seus superiores, e que ao mesmo tempo sabe demais para simplesmente se desvincular do cargo. Para dar fim à sua vida, atearam-lhe fogo vivo e o deixaram no meio de uma floresta para morrer desamparado. Por ironia do destino, as chamas queimaram seu corpo inteiro, mas não foram capazes de retirar a vida de seu já considerado cadáver.

Após um tempo nas sombras tentando se recuperar das queimaduras, Shishio conhece um menino um tanto especial, chamado Soujirou Seta (Fabio Lucindo), que fica sendo seu “amigo” e braço direito. Após alguns anos, a dupla reúne os dez melhores espadachins do Japão Feudal, o grupo Juppongatana, com o único e exclusivo intuito de conspirar contra o regime de Governo atual e tomar o Japão para si próprio - afim de disseminar sua vingança contra os nobres que lhe traíram - e fazer com que o Japão se torne um país mais forte, impondo sua tirania.

Makoto ficou com sequelas graves em seu corpo por decorrência das queimaduras em 100% dele, tendo que levar uma vida extremamente regrada a cuidados com os ferimentos adquiridos. Sua temperatura corporal é extremamente superior a de um ser humano comum, e como sua pele nunca se regenerou, ela é envolvida em ataduras, tal qual uma múmia. Na batalha final contra Kenshin Himura (Tatá Guarnieri), sua condição física durante a batalha é extremamente restrita, devido aos movimentos rápidos e o excesso de força nos músculos, além de sua própria transpiração natural, que o faz arder em chamas numa espécie de combustão instantânea.


No Brasil, sempre existiu uma lenda em volta do nome do seu dublador. Sites e usuários de fóruns creditavam o personagem ao Emerson Caperbat, um dublador extremamente versátil e competente, que também possui uma voz marcante. Depois de algum tempo, soltaram um boato de que talvez a voz fosse de um dublador desconhecido por mim, chamado Fernando Guimarães (?). Nesse meio tempo, até mesmo o Renato Marcio foi creditado no personagem em determinada ocasião. O caso é que sempre havia uma dúvida em relação a esse dublador. Foi então que assumi essa empreitada faz algumas semanas e saí pesquisando.

Primeiramente editei um trecho de áudio onde o Shishio tem várias falas e salvei em mp3. Contatei o Caperbat, que eu também achava que era o dublador, mas ele próprio disse que a voz não era dele e que não reconhecia a interpretação. Perguntei para mais dois dubladores, sem êxito. Eis que então ontem, zapeando por alguns capítulos da quarta temporada do desenho do Homem Aranha (Animated - anos 90), me deparo com dois personagens com a mesma voz: a terceira voz do Escorpião e o a segunda voz do Wisteler, companheiro do Blade.

Justamente fui buscar a voz desse dublador nessa série porque eu já tinha ouvido algumas pontas e vozerios dele na primeira temporada, e também lembrava de cabeça que ele fazia a voz do Caveira Vermelha, inimigo do Capitão América nesse mesmo desenho. Nos capítulos que zapeei, ele dialogava com a Márcia Regina e a Angélica Santos. Editei novamente um trecho do diálogo entre os 3, dessa vez ele fazendo uma voz mais leve do que a do inimigo do Kenshin. Foi então que tentei a sorte. Contatei as duas dubladoras e Bingo! Márcia (que já havia trabalhado com ele justamente no Samurai X) soltou um nome, mesmo não tendo certeza, e em seguida a Angélica confirmou: O lendário dublador do Makoto Shishio em Samurai X é o Paulo Wolf.

Disseram-me que ele era muito bom (e eu assino embaixo, já que a voz do Shishio é ímpar) e que infelizmente faleceu já faz alguns anos, no auge de sua carreira e juventude. Numa busca rápida na internet, não há uma só informação disponível sobre um ator com este nome em dublagem. Provavelmente só os colegas de profissão o conheciam, uma vez que a disseminação dos nomes dos dubladores em revistas, eventos, Youtube e afins é mais recente. Do desenho do Homem Aranha (Álamo - 1994) até o Samurai X (BKS - 1999), não lembro de tê-lo ouvido em nenhuma outra série, infelizmente.

Fico muito feliz e sou extremamente grato à Márcia e a Angélica por ajudarem a desvendar mais essa lenda da dublagem, deixando o seu nome eternizado na história e finalmente conhecido pelos fãs, mas ao mesmo tempo triste por saber que um dublador tão bom faleceu tão cedo. Ainda continuo buscando informações sobre ele, e quem sabe até mesmo uma foto, um dia.

ATUALIZAÇÃO: Conversando com Vanessa Alves, esposa do Paulo Celestino, ela me mandou uma foto de seu marido com o Wolf, quando fizeram a peça "Laços Eternos" juntos. A imagem dele de frente, que usei no início da postagem, de cabelos curtos e barba, também foi retirado de um scan da Revista Manchete, disponibilizado por ela. Fica registrado meu agradecimento à esta grande atriz por conceder as imagens. 


Ouça a voz do Paulo Wolf clicando logo abaixo:

sábado, 3 de julho de 2010

Parabéns, Nair Silva

Três de Julho, data de comemoração mais do que especial pra ninguém menos que Nair Silva, uma excelente profissional com um tato inigualável na hora de escolher artistas diferenciados no mercado de vozes de São Paulo. Eu, como fã de seu trabalho desde 1.986, não poderia deixar passar batido a 60ª primavera desta excelente atriz.


Querida e idolatrada por todos os profissionais do ramo da dublagem, é uma pessoa especial, seja como profissional ou como amiga pessoal. Possui um leque de amizades gigantesco, e em todo esse tempo que tenho o prazer de me corresponder esporádicamente com ela, jamais vi uma só pessoa ter algum tipo de desavença contra sua pessoa.


Com mais de 50 de carreira, já fez rádio e TV, mas foi como atriz que descobriu seu talento nato, a partir de 1.967. Ingressou na carreira de dublagem, ao lado do marido Líbero Miguel e até hoje brinda os fãs com trabalhos de qualidade e personalidade.


Na época das séries japonesas, teve a oportunidade de dirigir a maioria delas, uma vez que havia assumido o cargo de Coordenadora Artística da Álamo, após o falecimento de seu companheiro em 1.989. Marcou a vida de muitas crianças dando vida a Rainha Ahâmes do seriado Changeman e a Gyorú em Jaspion. Seguidamente dublou a Mag, a robôzinha ajudante dos Flashman, numa das maiores e melhores dublagens da época, tanto no quesito técnico quanto artístico, misturando um elenco composto de profissionais extremamente gabaritados na arte, como Gastão Malta, Ivete Jayme, Muíbo Cury, Francisco Borges, Ézio Ramos e Borges de Barros; e também novos talentos que acabavam de entrar no ramo e que continuam firme e fortes na dublagem, como por exemplo Francisco Brêtas, Christina Rodrigues, Luiz Antonio Lobue, Elcio Sodré, Mauro Eduardo Lima, Letícia Quinto, dentre outros.


Em Lion Man fez apenas uma ponta, e em Jiraiya, pequenas participações, provavelmente por estar atarefada com a direção, assumida por ela a partir do capítulo 17. Depois veio Jiban - também dirigido por ela - onde além de pontas e vozeirios, dublou duas personagens chave em dois capítulos da série: a moça Pérola, no capítulo 32 e a policial Júnko no episódio 41. Na leva de séries seguinte, dirigiu Goggle V em parceria com o Gilberto Baroli, também fazendo a voz da Mazúrka, uma inimiga dos Gigantes Guerreiros. Em Sharivan dublou a Miss Akuma 1 e em Machineman, pequenas participações. A única série da época dublada na empresa e que nunca teve a sua voz foi Metalder. Na última etapa desse nicho de seriado, dirigiu e fez a segunda voz da Shadow, a partir do episódio 11, substituindo Dione Leal em Spielvan. Em Maskman e Black Kamen Rider, apenas pontas ou substituições temporárias.



Como nos anos 90 ela contratada da Álamo, nunca pode emprestar sua voz para nenhum dos animes dublados na Gota Mágica. Se tivesse feito, provavelmente teria se tornado um clássico, como tudo o que foi feito naquela casa. Infelizmente ela não frequenta eventos, mas sempre que possível, responde mensagens dos fãs em seu Orkut. Atualmente trabalha e dirige na Clone, e neste ano teve a oportunidade de mais uma vez ter contato com seriados nipônicos por intermédio da dublagem. A Focus Filmes trouxe para o Brasil a série do National Kid, e alguns capítulos foram redublados (pela segunda segunda vez – a primeira redublagem da série aconteceu em 1994, pelo próprio Emerson Camargo, que havia feito a primeira dublagem) e ela dirigiu e escolheu a voz do substituto à encarnar o herói: Affonso Amajones.


Acredito que da parte da história que eu conheço, termino aqui minha dissertação. Mas a carreira de Nair Silva é um exemplo a todos aqueles que querem levar a arte a sério, e serem diferenciados dentre os demais, sem menosprezar ninguém. A não ser por e-mail, ainda não tive a oportunidade de conversar com ela pessoalmente ou ao menos ouvir sua voz no telefone, mas acredito que esse dia vai chegar.


Abaixo, um vídeo disponibilizado pela Alessandra Araújo, uma das “crias” e amigas íntimas de Nair, que foi veiculado em 2.007, na festa que comemorava seus 50 anos de carreira. Na gravação, além de fotos de muitos dubladores, podemos ver gente mais do que conhecida dos fãs de Tokusatsu falando sobre ela. Assistam o vídeo e saibam ainda mais sobre os trabalhos de Nair Silva:



Participações:


Antonio Moreno – Guíla em Jaspion (Narração);

Maximira Figueiredo – Kílza em Jaspion e Aracnin Morgana em Jiraiya;

Luiz Antonio Lobue – Desguiler em Google V e Narrador em Black Kamen Rider;

Cecília Lemes – 2ª voz da Anrí em Jaspion e Diana em Spielvan;

Isabel de Sá – Jesse em Pokémon e Marín em Cavaleiros do Zodíaco (Redublagem – Álamo);

Rosa Maria Baroli – Satie em Black Kamen Rider e Mího/ Princesa Yan em Maskman;

Marcia Regina Lima – Lêngue em Shurato e Ayúmi em Samurai X;

Neuza Azevedo – Sayáka/ Change Mermaid em Changeman e Puríma em Jaspion.


Parabéns, saúde, sucesso e paz, sempre na sua vida. De um fã que te admira muito e é muito grato pela sua atenção.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Chave Mestra

Inaugurando a nova seção do meu Blog, está o filme A Chave Mestra, de 2005. Já faz algumas semanas que eu vi essa produção, e só agora estou postando. A primeira vez que tive contato com a obra foi no final do ano passado, mas estava legendado. Pelo final do filme eu fiquei impressionado com a história, e assim que vi que iria passar dublado, assisti completo.


Não é uma produção “arrasa quarteirão”, mas tem uma história sinistra, bem contada e com fatos e detalhes bem amarrados na trama. O charme fica por conta do fim, que foge dos clichês “tudo se resolveu” e “viveram felizes para sempre”. Vale a pena. Eu achei totalmente imprevisível, mas já li opiniões de outras pessoas que viram a obra e que dizem que deduziram o final antes da metade da obra. Enfim, fica registrado a dica.


Além da produção, levo em consideração a excelente dublagem. Uma fantástica versão brasileira, feita na Álamo, sob a direção da Úrsula Bezerra. No papel principal ninguém menos que Angélica Santos, e sua voz inconfundível, que caiu como uma luva na Caroline. Os “inimigos” foram feitos por profissionais também gabaritados na arte: Isaura Gomes, e suas dezenas de anos de experiência; e Alexandre Marconatto, um dublador não tão antigo, mas com uma interpretação limpa e memorável. Abaixo, segue algumas informações e o cast que peguei de ouvido. Algumas vozes eu não consegui identificar, e como de costume, não vou copiar e colar de nenhum outro lugar por não ter certeza se a informação está correta ou não. Como tenho somente contato constante com dublagens mais antigas, ainda tenho dificuldade de memorizar alguns timbres de vozes de novos dubladores. Quem sabe no futuro.


A Chave Mestra (The Skeleton Key)

Ano: 2005

Versão Brasileira: Álamo

Direção: Úrsula Bezerra


Elenco:


Caroline Ellis (Kate Hudson) – Angélica Santos;

Violet Devereaux (Gena Rowlands) – Isaura Gomes;

Luke Marshall (Peter Sarsgaard) – Alexandre Marconatto;

Jill Dupay (Joy Bryant) – Raquel Marinho;

Enfermeira – Alessandra Araújo;

Hallie – Fátima Noya;

Homem – Affonso Amajones;

Senhora – Gessy Fonseca;

Curandeira - ? (voz feminina);

Voz no radio - ? (voz feminina);

Narração/ leitura de placas - ? (voz masculina).

terça-feira, 15 de junho de 2010

Rotina

Os frequentadores assíduos deste espaço - embora não falem nada diretamente pra mim - creio que já sentem uma certa rotina no conteúdo e nas minhas postagens. “De que série será que o Ivan vai falar essa semana/ quinzena?”. “Qual dublador faz aniversário por esses dias?”. E é assim com tudo na vida. Pra entrar numa rotina é fácil, e as vezes você nem percebe, seja no trabalho, na vida particular ou até mesmo no casamento. E como toda rotina é muito chata, creio que é hora de dar uma guinada.


Pensando nisso é que venho imaginando novos “quadros” para meu blog. Nunca fui muito fã de filmes, talvez porque passei tempo demais vendo reprises dos seriados que mais gostava, e nunca a Sessão da Tarde e outros blocos de filmes dos canais aberto me chamaram atenção. Com isso, até hoje perdi (e continuo perdendo) muitos filmes que qualquer pessoa no mundo teria a obrigação de conhecer, menos eu. Pois bem, resolvi mudar isso.


Todo fim de semana, normalmente no Sábado na hora do almoço, eu pego o controle da Sky e saio zapeando a grade de todos os canais que assino. É bom deixar claro que não assino o pacote Tele Cine nem HBO, mas os demais canais de filmes (FOX, FX, MGM, Megapix, Space, TNT entre outros) vira e mexe exibem filmes de qualidade. Então, de uns tempos pra cá resolvi voltar minha atenção também a esses filmes, alguns mega sucessos do cinema, outros produções com baixa bilheteria, mas que escondem uma história firme e envolvente.


A partir das próximas postagens devo criar um “bloco” de Bons Filmes, Boas Dublagens aqui no Falando de Dublagem. Tentarei dissertar algo sobre a obra e obviamente analisar a dublagem, postando o cast de cada produção. Também pretendo dar continuidade ao “Lendas da Dublagem Desvendadas” e apresentar novos nomes de dubladores das séries japonesas que descobri com a ajuda dos profissionais ao longo desse tempo onde postei pouco, mas pesquisei bastante.


E vamos tocando o barco.