domingo, 14 de março de 2010

Parabéns, Gilberto Baroli

Hoje, 14 de março é dia do aniversário de ninguém menos que Gilberto Baroli, um ser sagrado para os fãs de dublagem dos tokusatsu e dos animes.


Curiosamente, na mesma data nasceram outros talentosos profissionais como Castro Alves e Albert Einstein, brilhantes em suas profissões.


Baroli é um profissional que dispensa apresentações. Tem um currículo vasto em dublagem, desde a época da AIC, e junto com Líbero Miguel e Nair Silva, dirigiu os seriados japoneses a partir de 1986, na Álamo.


Além de dirigir, atuou em quase todas as séries. Foi o Sargento Ibúki, Monstro Espacial Zadós e Spider em Changeman, Zamurai, Gassâmi mais velho, Aigaman e Silk em Jaspion, Monstro Dokás, Shagún, Kekábi, Saháti, Gamúji e Român em Lion Man, 2ª voz do Dokusai em Jiraiya, Jissatsunóide em Jiban, Homem Diabo em Machineman, Google Robô e Camaleão Mozú em Goggle V, 2ª voz do Beta Douglas em Metalder, Fantasman em Spielvan, Chefe Sugata em Maskman e infinitos vozeirios e participações em outras séries que eu ficaria o resto da vida catalogando.


Mais tarde, a partir de 1993, incumbido da direção de quase todos os animes que foram dublados na Gota Mágica, continuou marcando a vida dos fãs dessas produções. Obviamente acabou dublando personagens chave em quase todas as séries que dirigiu: Saga de Gêmeos, Dócrates, Kanon de Dragão do Mar (também na redublagem feita na Álamo) dentre outros em Cavaleiros do Zodíaco, General Red em Dragon Ball, Scorpio e 1ª voz do Diávolo em Samurai Warriors, 2ª voz do Hudler em Fly, Gênio Ceres em Rayearth dentre outros. Após o fim da Gota, Baroli continuou dublando, dirigindo e traduzindo em outros estúdios.


Não há quem não conheça esse profissional. Provavelmente, tudo o que poderia ser feito no ramo, com certeza Gilberto Baroli fez. Deu espaço para muitos dubladores entrarem no mercado de trabalho - profissionais este que conseguiram conquistar uma estabilidade considerável no meio artístico. Também não é errado dizer que ele conheceu todos os profissionais da dublagem, de todas as gerações, desde que começou, pois nunca abandonou este trabalho.


Em meados dos anos 2.000, seu filho Hermes Baroli, junto com sua ex-esposa Zodja Pereira criaram o estúdio Dubrasil, ministrando aulas de dublagem e realizando trabalhos grandiosos, principalmente na franquia Cavaleiros do Zodíaco. A segunda e terceira fase de Hades, juntamente com a redublagem dos Movies foram feitos no estúdio. Mais recentemente, em Setembro de 2009, a nova animação, o Lost Canvas, teve seus primeiros capítulos dublados na empresa, e a Focus Filmes, que distribui o anime, diz que já assinou contrato para mais 13 episódios para esse ano.


Gilberto, com certeza é o meu dublador preferido, pois além de dar vida a vários personagens que acompanho desde que tinha 5 anos, participou ativamente traduzindo, adaptando e escalando outros profissionais esplêndidos para dar vida aos personagens destas produções. Tive o prazer em conversar com ele por duas vezes via telefone (uma delas hoje). Atendeu-me com uma educação que não há como descrever. Apresentei-me como um mero fã, e este engrenou um diálogo comigo que durou mais de 40 minutos. Isto porque estava no celular, imaginem se estivesse num ambiente mais confortável, falando de um telefone fixo. Dono de uma inteligência ímpar, fala mansa e frases bem construídas, é bem surreal conversar com uma pessoa como ele, pois ouço sua voz há tanto tempo que parece que somos amigos de longa data. Falamos sobre seriados, dubladores, diretores, história da dublagem, enfim, “n” assuntos que futuramente serão pauta aqui neste espaço. Também estou tentando marcar uma data para conhecê-lo pessoalmente.


Por enquanto, fica uma entrevista (em áudio) muito legal que o pessoal da Rádio (e banda) Wasabi fizeram com ele, e outra (escrita) que o amigo Marco Antônio postou em seu Blog. Um bate papo descontraído e interessante.


Vida longa a este profissional cujo nome, quando é citado, é sinônimo de qualidade e seriedade, seja ele em dublagem, direção ou tradução.


Parabéns, mestre Baroli!

Changeman Box 1 - Review

Como prometido, fiz uma pequena análise comparativa entre o primeiro box dos DVD’s dos Changeman e a versão que todos sabemos que existe por aí há tempos. Vamos lá:

Imagem: Nota-se uma leve superioridade no DVD da Focus, que tem um pouco mais de contraste, tirando aquela impressão de imagem envelhecida. A pixelização, a famosa quadriculação, perceptível em cenas muito rápidas também é inferior. Os fatídicos capítulos 5 e 20 estão piores do que na versão genérica. É possível que tenha havido alguma compressão ou recompactação nesses episódios, piorando a qualidade. Prints:

Focus/ Japan2000


Som: Muitos acharam que o áudio era o mesmo da versão pirata, e outros perceberam de imediato que havia diferença. Pois bem, diferença, exceto nos já citados capítulos do Cristal X e da Revanche de Gilúke. Percebe-se que o som é diferente em determinados trechos, como por exemplo no episódio 12 - Mermaid se Torna Mãe. Este áudio tinha um som abafado no início e mudava para melhor no meio de uma fala do Gilúke.

12 - Mermaid se Torna Mãe (Focus)
12 - Mermaid se Torna Mãe

Tirei também um trecho do capítulo 02 - O Desespero de Zôbie, onde comprovamos uma outra diferença: de certa forma, o áudio da versão oficial é inferior, pois tem 3 trechos "abafados" no decorrer das falas, coisa que o pirata não tem. Em compensação, a definição do original está melhor, sem um ruído estridente de fundo.

02 - O Desespero de Zôbie (Focus)
02 - O Desespero de Zôbie

O próximo trecho analisado é do capítulo 05 - Cuidado, Meninas de Virgem. Aqui podemos dizer que estão idênticos, com uma leve nitidez superior na versão da Focus.

05 - Cuidado, Meninas de Virgem (Focus)
05 - Cuidado, Meninas de Virgem

Por último, o capítulo 19 - A Fúria de Sayáka, em que o som do primeiro está mais abafado que o outro. Não tive tempo de assistir todos os capítulos, apenas ripei o áudio dos discos e fui ouvindo no mp3 player, localizando esses detalhes. Os áudios estão todos completos durante o capítulo. Não havia nenhum “picotado”. No capítulo 17 e 18 mudaram a vinheta de abertura, que continha a narração do Paulo Ivo (1ª voz do Change Dragon) e puseram a voz do Ricardo Medrado. Infelizmente, nos capítulos seguintes, atrapalharam-se e voltaram o primeiro trecho. Nada que estrague, mas para um lançamento que visa a nostalgia (frase do Affonso Fucci no Tokusatsu Show), é um “detalhe” importante.

19 - A Fúria de Sayáka (Focus)
19 - A Fúria de Sayáka

Embora os áudios estejam completos, alguns tem uma definição de som perceptivelmente diferente (inferior). São os seguintes capítulos: 09 - A Bola Dragão Salva a Humanidade; 10 - O Toque dos Bonecos; 19 - A Fúria de Sayáka; 24 – A Fuga de Guiodái e 26 - O Toque da Primavera. Nestes, o som está abafado, mas com uma definição legal. Não chega a ter qualidade de CD como alguns (o 21 - O Metaleiro Espacial e o 28 - A Maldição Sangrenta tem uma qualidade bárbara, talvez os melhores, e os dubladores parecem que estão falando ao vivo), mas no geral está mais do que aceitável.

Devido aos fatos que já temos conhecimento, sabemos que as tão aclamadas fitas U-Matic do Toshi foram pegas e levadas para a Centauro, pra fazer a autoração dos discos. Sobre Jaspion (os dois volumes) e Jiraiya (o volume 1) não há o que comentar - um deles saiu perfeito e o outro patético. Agora, o que me deixou mais desapontado com toda essa lambança da distribuidora é a incoerência em certas partes. Vamos lá:

- "Numa Distribuição Focus Filmes": Qual o intuito disso? Até tirar o "Numa Distribuição Everest Video" eu entendo, mas qual a vantagem em colocar essa narração pífia? Bom, pelo menos não fizeram como no Box 1 do Jiraiya, removendo o "Numa Distribuição Top Tape" e o bordão "Versão Brasileira Álamo". No caso do Changeman, a distribuidora era citada durante a abertura, e nada precisou ser refeito. Agora, no Jiraiya ficou RIDÍCULO inibirem essas falas. E o que a Álamo tem a ver com isso? Não foi ela que fez o trabalho? Pra que deixar de lado o nome da empresa?

- Os Previews dublados: Não dá pra entender o que passa na cabeça de uma empresa que se deu ao trabalho de remexer com as tais fitas velhas e emboloradas, cujo formato provavelmente não existe mais, e deixar alguns trechos de áudio para trás. Já que a empreitada foi assumida, façam-na de forma coerente. O que custava perder mais alguns segundos – ou minutos - de algum técnico de som pra capturar os trechos finais dos capítulos? E o mais desconcertante: por que é que alguns trechos que existiam até mesmo na versão caseira não foram mantidos? Eles não existiam nas Masters? Duvido... A única coisa boa que fizeram foi apresentar 4 Previews inéditos até então: 18 - O Poder de Ahâmes; 20 - A Revanche de Gilúke; 22 - A Prisioneira do Espelho e 28 - A Maldição Sangrenta. Embora nesse quesito a empresa marcou ponto, vale ressaltar que a edição cortou grande parte dos títulos narrados nesses Previews, pois eram a ultima fala e creio que espremeram para encaixar. Só pra constar, os capítulos que tinham o trecho e que a Focus não colocou foram: 16 – O Anjo do Planeta Méril; 17 – O Navio Fantasma e 25 – Canção Fatal;

Previews Inéditos

- A pergunta que não quer calar: POR QUE É QUE COM JASPION FIZERAM TUDO CERTO E COM CHANGEMAN FOI DESSE JEITO? Não faz sentido, pois as fitas foram entregues com uma pequena diferença no prazo, para extrair o áudio da mesma forma e autorar do mesmo jeito. Um fato recém descoberto é que a empresa que trabalhou com o Jaspion foi a BKS, enquanto o Changeman foi preparado na já citada Centauro. Será que Jaspion ficou caro, tendo que autorar e mixar as imagens nipônicas com o áudio brasileiro e resolveram fazer os dois ao mesmo tempo pra ganhar tempo e consequentemente dinheiro nos lançamentos seguintes? Eu explico adiante.

Falando ainda sobre a qualidade do som, notei em alguns capítulos outros pequenos trechos "abafados", como se a fita estivesse "mastigada". Como o Ricardo Cruz deixou bem claro em seu blog, as fitas de Changeman estavam num estado de conservação péssimo, piores que as de Jaspion. Eu tenho uma teoria (não comprovada) de que os capítulos 05 e 20 estavam tão ruins que não tiveram como serem recuperados, então apelaram para os do Toei Channel. A Focus alegou que era o que tinham recebido do Japão, mas o próprio Cruz disse ter visto outra matriz (fora as U-Matic da Everest) na empresa. Resumo da ópera (e a tal explicação prometida lá em cima): uma pessoa ligada a uma das empresas que participou desse trâmite comentou comigo que no caso de Changeman, tanto o áudio quanto o vídeo foram usados na autoração dos DVD’s brasileiros. Vendo trechos dos capítulos, eu acredito que essa informação não está 100% correta, pois, teoricamente, na parte em que os áudios estavam estragados, o vídeo também deveria ter uma oscilação, ou estar no mínimo envelhecido.

Se a Focus tivesse usado como fonte para as imagens as mesmas fitas surradas pelo tempo e desgaste na incansável reprise em 3 emissoras diferentes, ao longo de vários anos, a qualidade da imagem seria ainda inferior. Só pra frisar: o primeiro capítulo de Jaspion começou a ser dublado no dia 17/09/1986, então calculem quanto tempo essas cópias têm de estrada...

Agora, nem só de erros vive uma empresa. A qualidade do box (arte) e da lata é inegável, e a camiseta, assim como os cards são atrativos interessantes.

Essa foi minha singela opinião sobre o lançamento. Breve, estarei postando o Review do segundo box.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Redublagem dos capítulos de National Kid


Não sou fã de carteirinha do seriado, pois ele passou no Brasil antes de eu ter nascido. Mas é inegável que tem uma legião de fãs muito grande, e quem não é fã de carteirinha, pelo menos há de convir comigo que se lembra do seriado, ou no mínimo do nome.

O gerente de vendas da Focus Filmes, empresa que está lançando os boxes por aqui, disse que ficou supreendido pelo desempenho nas vendas do volume um. A segunda caixa sai em breve, e com isso, soubemos que alguns capítulos serão redublados, já que a Sato Co. não mandou dublar esses episódios na Emerson Camargo (que mais tarde virou a Windstar), quando tentou emplacar o seriado novamente em meados dos anos 90.

Esses capítulos foram parar na Clone, sob a direção de ningém menos que Nair Silva, que era a diretora artística da Álamo na época de ouro dos tokusatsu. Dirigiu Jiraiya (após o falecimento de seu marido, Líbero Miguel), Jiban, Goggle V entre outros. Deu oportunidade para muitos dubladores hoje consagrados na dublagem paulista, como Alessandra Araújo, Francisco Brêtas, Elcio Sodré etc.


Hoje, conversando com ela, ela me disse que realmente o Emerson Camargo, dublador original do personagem não voltou para fazer a redublagem, mas ela escalou o experientíssimo Afonso Amajones, velho conhecido dos fãs de anime e tokusatsu, que já fez o Highter (Winspector), Solbraver (Solbrain), Yamcha (Dragon Ball da Gota Mágica) e Hyouga (Shurato). Um dublador mega versátil, que com certeza deve ter dado uma interpretação ímpar ao personagem.

Estamos no aguardo do lançamento para podermos conferir mais esse trabalho dessa dupla gabaritada ao extremo!

domingo, 7 de março de 2010

Focus Filmes no Tokusatsu Show!

Ontem foi o dia “D”, aquele em que o Sr. Affonso Fucci, da Focus Filmes foi no Tokusatsu Show, falar sobre os erros e acertos no lançamento dos Tokusatsu no Brasil.

Pra quem não teve a oportunidade de acompanhar, eu editei e upei o áudio da entrevista inteira. Pra quem não tem tempo – ou não quer ouvir – o arquivo (mais ou menos 01:10 hs), segue os principais tópicos, conforme os assuntos foram saindo:

- Recall dos DVD’s: novamente disse que usou as imagens que recebeu da Toei, e continuam, segundo ele, tentando contato com a empresa nipônica pra conseguir uma imagem com qualidade maior, e daí sim ver a POSSIBILIDADE (isso mesmo, possibilidade) de corrigir o problema;

- Imagem de DVCam: salientou que recebeu as fitas nesse formato para extrair o conteúdo e autorar os discos. No caso de Jaspion e Changeman (com ressalva nos capítulos 05 e 20) eu concordo, realmente as séries tiveram uma imagem legal, mas no primeiro box de Jiraiya, sinto muito, mas literalmente copiaram os DVD’s piratas, editando os trechos em que o vídeo tinha falha, e depois lançaram. Pode-se perceber nitidamente já numa das primeiras cenas do primeiro capítulo, durante o diálogo do Dokusai com o Karasu Tengu;

- Áudios: disse que foram todos extraídos das fitas U-Matic do Toshi, mas os capítulos 05 e 20 vieram iguais ao da coleção pirata, pois até mesmo as falhas no episódio do Cristal X, que são consideráveis, estavam lá;

- Lançamentos futuros: assegurou que vai estar mais atento, e se for o caso vai pegar o DVD japonês pra argumentar com a empresa que cedeu as imagens que existe sim uma qualidade maior do que o que foi enviado para a Focus;

- Jiban: lançamento garantido e já está em processo de negociação. Segundo ele, o funcionário encarregado das aquisições dos seriados já teve carta branca para comprar a série;

- National Kid: falou que as imagens foram tiradas da U-Matic da Sato Co., e não de uma fita VHS como foi falado. Disse também que a dublagem está a cargo da Clone Áudio e Vídeo, e o Emerson Camargo (dublador original do personagem) não aceitou voltar no personagem, por achar que sua voz não é mais condizente. Creio que a redublagem, odiada por muitos, inclusive eu, tem a vantagem de estar nas mãos de gente competente e com experiência no gênero: Nair Silva, diretora de Jiraiya, Jiban e tantos outros seriados na Álamo, trabalha na empresa, e é fã assumida do super herói que assistia na infância;

- Ryukendo: tomou um belo prejuízo, vendendo pouco mais de 10% de sua tiragem inicial. Infelizmente, num primeiro momento, a série não será concluída;

- Full Metal Alchemist: embora seja um seriado que não deu retorno, e no máximo empatou, a Focus vai lançar o restante, demonstrando respeito aos fãs;

- Vendas: Jaspion vendeu uma quantidade muito boa (não falou em números exatos), seguido por Changeman (20 % menor) e Jiraiya (40 % menor), se comparado com o herói da roupa Metaltex. National Kid superou as expectativas, já tendo uma nova remessa de boxes encomendados para o fabricante;

- Tokusatsu.com.br: não há nenhum tipo de vínculo financeiro entre a empresa e o grupo, muito menos com a Yamato, fato este que já vem sendo falado há tempos, mas existem aqueles que custam a acreditar;

- Pesquisa de nicho de mercado: antes de lançar um seriado/ desenho, a empresa faz sim uma pesquisa com alguém que tenha algum tipo de contato com fãs, afim de conhecer o campo em que está adentrando. Citou inclusive sua participação no dia 20/02 no programa HQ & Cia, onde indicaram para ele o anime Zillion;

- Jiban/ Flashman: Jiban já foi falado, disse apenas que está “procurando” as fitas com a Top Tape pra ver a questão do final dublado, e caso não exista, farão como 3 capítulos do box de He-Man, que foram redublados. Na verdade, esses 3 capítulos não vieram para o Brasil na época de lançamento da série na Globo, o que acarretou uma nova dublagem, desta vez em São Paulo, mudando as vozes de todos os personagens. No caso do Jiban, pode haver uma dublagem nos 2 últimos capítulos (o que seria meio trágico, já que o Carlos Laranjeira, dublador original do personagem faleceu em 1993, e não vejo ninguém a altura para substituí-lo) ou apenas manterem esses capítulos com legenda. O Flashman ainda não foi decidido nada, a série entrará em pauta nas discussões para o futuro a partir de amanhã;

- Controle de qualidade: garantiu que serão tomadas as devidas precauções para que a falha acontecida não se repita, e que ao contrário do que pensamos, o consumidor não engole tudo quieto (...). A repercussão, principalmente em Jiraiya foi grande, e não gostariam que isso acontecesse novamente. Além disso, comprometeu-se a trazer um DVD de Jiban pra que seja feito uma análise num futuro programa Tokusatsu Show, antes do lançamento;

- Brinquedos: envolve um outro tipo de licenciamento, que não interessa para a empresa no momento;

- Movies: tem interesse, se houver mercado. Hipótese não descartada para o futuro;

- Lançamento de material inédito: afirmou que é complicado, pois o preço é muito alto só do licenciamento, imaginem o restante (propaganda, dublagem etc). Não disse que sim nem que não, mas eu particularmente não vou criar expectativas;

- Kamen Rider: assim como Caverna do Dragão, eles tem um interesse muito grande em lançar, mas essas séries estão nas mãos de “Majors”, grandes empresas que, além de não lançarem, não vendem pra nenhuma outra distribuidora. Com certeza devem ter uma estratégia por trás desse ato, o que até então continua sendo uma incógnita;

- Fitas com as Dublagens: tem contato com o Toshi, mas disse que o homem é complicado para negociar. A Focus fez um contrato adquirindo os direitos sobre as dublagens dos seriados lançados por ela por um prazo de 5 anos. Também pagou os direitos conexos de todos os Dubladores que solicitaram e que participaram das obras. Quem liderou as negociações por parte dos dubladores foi a Alessandra Araújo. As U-Matic dos outros seriados (Flashman, Metalder, Spielvan, Maskman, Black, RX, Winspector, Solbrain etc) da Everest Vídeo/ Tikara Filmes ainda estão com o Toshi;

- Conservação das fitas: as de Jaspion estavam num padrão aceitável de conservação, mas as de Changeman estavam literalmente nadando no bolor, dentro de caixas de isopor quebradas. As fitas foram passadas no aparelho uma vez apenas para tirar o embolorado. Em seguida, limpavam o cabeçote da máquina e “chacoalhavam” a fita, para que a sujeira caísse. Nota zero para a conservação, o que atrapalhou um pouco os áudios do primeiro box do seriado e bastante no segundo (review detalhado logo, logo aqui no Blog);

- BluRay: fora de cogitação para os seriados tokusatsu por motivos óbvios;

- Relançamento: estarão fazendo o Ghost in the Shell, anime lançado pela Flashtar no passado. O Pequeno Príncipe provavelmente terá continuação, e Robô Gigante terá seu primeiro volume relançado, junto com os outros 6;

- Legendas/ Autoração: a empresa responsável por fazer o Jaspion foi a BKS, e o Changeman e Jiraiya a Centauro. A revisão das legendas dos dois primeiros lançamentos foram feitas pelo Ricardo Cruz. Jiraiya não teve revisão;

- Ricardo Cruz: prestou serviço para a Focus e recebeu por esse serviço prestado. Nada mais justo e nenhuma novidade até então;

- Boneco do Jaspion: foi apresentado um projeto maravilhoso, mas na hora da entrega apareceram com aquilo que vimos (e temos em casa). O primeiro protótipo foi reprovado por eles, mas passaram-se 30 dias e a terceirizada não dava sinais de vida, e na última hora, quando as latas estavam indo para as lojas, voltaram com o mesmo boneco, e aí não havia mais o que fazer;

- Latas amassadas: São confeccionadasem Santa Catarina, enviadas para São Paulo e re-enviadas para Manaus-AM. Esse trajeto acaba avariando o produto, por mais que sejam tomadas medidas preventivas. Ainda tem o agravante que, depois de prontas, são novamente enviadas para a capital paulista, e sofrem ainda um último envio da loja para a casa dos consumidores, no caso de lojas de internet (Submarino, Saraiva, Americanas, etc);

- Lost Canvas: mais 13 episódios já estão a caminho, e o contrato já foi assinado;

- Lançamentos seguidos: com certeza prajudicaram o desempenho das vendas, mas foi uma decisão interna de mais pessoas dentro da empresa, e nada pode ser feito.

E estes foram os assuntos colocados em pauta com o Sr. Affonso. Eu achei que ele foi sucinto nas respostas, porém coerente. Não "lavou roupa suja" como muitos esperavam, mas disse o que tinha que ser dito. Só acho que ele omitiu a verdade (ou parte dela) no caso do Jiraiya, pois não foram aquelas imagens que ele recebeu não. É só assistir o genério e o que eles lançaram. Estão idênticos. E também duvido que haverá Recall, infelizmente. No mais, fiquei contente com o resultado positivo da entrevista, e vou dar uma segunda chance para a empresa: comprarei o Jiban na Pré-Venda. Aguardarei ansiosamente o lançamento. Se souberem trabalhar com o seriado, tem tudo para ser um sucesso no mínimo igual ao Changeman. E se colocarem os dois últimos capítulos dublados e fizerem uma divulgação desse material inédito, os fãs comprarão com certeza. Essas dublagens lendárias serão um excelente brinde. Eu, que sou fã de carteirinha do Carlos Laranjeira, vou ficar eternamente grato.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Falta de tempo!

Como deixei bem claro quando criei o blog, a minha intenção era de não deixar mais que 15 dias sem nenhuma postagem. Da mesma forma comentei que sabia que seria difícil, mas mesmo assim assumiria a empreitada. Pois bem, vou explicar porque é tão complicado postar regularmente, pelo menos nesta época do ano.

Pra começar, trabalho em dois lugares: numa loja de informática na parte da manhã e numa distribuidora de frutas na parte da tarde. A loja anda normalmente, com os altos e baixos que o comércio proporciona. Tem semanas que não dá tempo nem pra tomar água, e na semana seguinte o telefone não toca sequer uma vez. Já na distribuidora, temos como carro chefe a Uva Niágara, um dos principais símbolos das festas de fim de ano. Quem imagina uma ceia de Natal sem um belo cacho (ou vários) de Uva na mesa? Quem não acha a fruta apetitosa, pelo menos há de convir comigo que é muito bonita, dado ao seu formato e sua tonalidade. Então, por esse motivo os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro são complicados pra mim. A Viticultura em nossa região (interior paulista) tem início em meados do mês de Novembro, sendo que a colheita pesada e contínua dá-se nas duas semanas que antecedem o Natal. Entre a semana do Natal e Ano Novo, também é meio corrido, mas dá pra conciliar. A partir de 1º de Janeiro, a fruta vai a preço de Banana (não desmerecendo tal fruta, apenas usando o ditado popular).

Nisso, a máquina ao lado é a minha principal colega neste período. Como faço a parte financeira, as mercadorias que compramos até o dia 30/12, vencem até no máximo na data de 15/02 do ano seguinte. Com o movimento gigantesco no mês do Natal (a empresa vira quase 24 horas por dia, 7 dias por semana), no mês seguinte a “ressaca” deste excesso de trabalho cai sobre mim, na hora do acerto de contas com TODOS os produtores que enviaram mercadorias para a empresa. Há 15 dias, fiz uma viagem de 3 dias à trabalho, para Goiânia (1.700 Km – ida e volta, de carro). Então esse é o principal motivo do meu sumiço: excesso de trabalho. Faz mais de 15 dias que não apareço na loja, fico apenas na distribuidora, atendendo uma média de 10 ~ 15 pessoas por dia. Isso leva das 07:30 da manhã até mais ou menos o mesmo horário na parte da tarde, com uma hora e meia de intervalo para almoço, que muitas vezes acaba ficando em torno de 45 minutos, inclusive alguns sábados e domingos aleatórios... assim fica difícil “bloggar”, não?

Sem contar que tenho uma vida social, digamos, normal. Sou casado há pouco mais de 2 anos, e minha esposa também trabalha fora. Não temos filhos e nem empregada doméstica, portanto quando chegamos em casa, sempre há tarefas a serem cumpridas. Ajudo como posso, mas é pouco, confesso. Tenho problemas como todo mundo, as vezes não dá tempo de ir ao banco, outras vezes saímos à noite visitar os pais, andei fazendo uma reforma na parte externa da minha casa (que também tive que parar por falta de tempo...) e todos esses compromissos consomem o precioso tempo. Tempo este que poderia estar na internet, se a realidade fosse feita apenas do âmbito virtual.

No mais, vou acessando a internet diariamente, em flashes diários de não mais que 10 minutos. Uma acessadinha aqui, outra ali, leio um e-mail (que dificilmente dá pra responder) e quando sobra um minutinho, posto em algum Fórum que freqüento. Continuo, na medida do possível, em contato com alguns dubladores, cavando mais informações pra postar futuramente. Não se preocupem, tenho muitas idéias de coisas legais pra colocar aqui ainda, vocês vão ver. Mesmo com a falta de tempo – que deve melhorar após o Carnaval – eu não estou desanimado, e nem vou deixar este espaço às moscas. Creio que não vão se arrepender.

Pra finalizar, anteontem achei um vídeo bárbaro no Youtube, de uma coisa que eu sempre quis ver: os bastidores do seriado Jaspion. Um gringo colocou um vídeo de quase 10 minutos no site, que rapidamente se disseminou na internet afora. Imagens legais de dublês, ensaios, gravações de cenas, maquiagem e muito mais. Contatei o autor da postagem e ele me adiantou que tem “mais material”, e que estará “upando em breve”. Estou muito ansioso pra ver o que mais ele tem, e principalmente como conseguiu esse material. Pena que ele ainda não respondeu se refere-se apenas ao Jaspion em si ou tem de outros seriados também. Segue o vídeo para quem ainda não viu:



Também no fim de ano, o Nelson Machado conseguiu fazer uma pequena entrevista com a Nair Silva, viúva do Líbero Miguel, que assumiu a Coordenação da Álamo nos anos 90 (e foi a diretora de inúmeros tokusatsu) falando sobre o ex-marido. É um trecho bem pequeno, mas vale como referência sobre um dos principais intelectuais que a dublagem já teve. Quando eu fiz a postagem inicial do Blog, falando sobre o Líbero, faltou um depoimento da Nair, que foi casada com ele, e com certeza o conhecia melhor que ninguém. Segue o trecho editado. O programa pode ser visto na íntegra no site da Editora Capricórnio.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Balancete 2009

Acredito que vários Dubladores e Diretores já fazem questão de esquecer deste ano. Muitos profissionais ficaram literalmente sem trabalhar em 2009 na dublagem, tendo que dedicar-se as demais artes para sobreviver. Pelo que tenho acompanhado, no Rio a situação foi um pouco melhor, o que ainda está longe de caracterizar algo realmente bom.

Da minha parte, um mero fã que faz pesquisas sobre um nicho de seriado, não posso reclamar. Consegui retomar contato com alguns dubladores e alavancar novos “parceiros” para essa minha empreitada. Também consegui desvendar mais alguns nomes até então desconhecidos. Algumas fotos inéditas foram parar no meu acervo, além de dicas de profissionais (dados por outros profissionais) que podem se transformar em preciosos nomes para nossos casts no futuro. Ainda não vou contar sobre essas descobertas, pois pretendo fazer uma postagem mais abrangente adiante.

E a parte péssima deste ano, deu-se na semana do natal: duas grandes perdas, não só para a dublagem paulista, mas para a arte em si. São eles:

23/12/2009 - José Soares – dublador experiente, mega versátil e talentoso. Trabalhava no ramo desde a época da AIC, e o amigo Marco Antônio tem em seu Blog algumas imagens do ator em sua juventude, inclusive me recordo no momento desta foto com o time de futebol da empresa. Infelizmente não participou de nenhum tokusatsu feito na Álamo, mas indiretamente, teve uma grande influência: Nair Silva declarou em seu Orkut que aquele que a lançou em Rádio Teatro, foi ninguém menos que o Soares. E o restante da história dela nas dublagens da Álamo nós já sabemos. Segundo a Alessandra Araújo, numa postagem no mesmo site, nesta época ele era diretor de dublagem nos estúdios do SBT (antiga TVS), onde trabalhava na Elenco (empresa do Felipe Di Nardo) e na Maga (pertencente ao Marcelo Gastaldi). O trabalho que mais marcou pra mim foi em Anime, como o Mestre Kame, do Dragon Ball feito na Gota Mágica. Ele literalmente se esbaldava no papel do velhote tarado. A voz dele encaixava-se com perfeição no personagem, tão bem quanto o dublador japonês (Seyuu), Kouhei Miyauchi (também já falecido). Com certeza vai deixar saudades. Segue um trecho de sua interpretação, junto com Noeli Santisteban – o Goku - e Gileno Santoro, o Narrador do Torneio na primeira dublagem, e que depois herdou o “velhote tartaruga” durante a fase Z, dublada na Álamo:


26/12/2009 - Muíbo Cury – outro nome de peso na dublagem paulista. Ator, cantor, radialista e jornalista, trabalhava no Grupo Bandeirantes há mais de 50 anos. A primeira vez que colocou a voz em um tokusatsu foi em Flashman, série esta que na opinião de muitos fãs foi a melhor dublagem de um seriado japonês no Brasil. Escalado pelo saudoso Líbero Miguel no papel do Caçador das Trevas Kaura, deu vida a um personagem extremamente forte, ambicioso e orgulhoso. A partir de sua aparição até o fim da série, alimentou uma rivalidade extrema contra o líder da equipe, dublado por Francisco Brêtas. Depois fez a primeira voz do Mântor do Diabo, o líder do Clã Maligno da série Lion Man, o Sr. Sênda no capítulo 03 de Jiraiya, e o ninja ancião Kanin Chang Kung Fu, no episódio 04 da mesma série. A partir daí, fez pontas em Metalder e Machineman. Teve uma vasta carreira em dublagem e na música, sendo um profissional gabaritado em todas as veias da arte, embora nunca tenha escondido sua preferência pelo Rádio. Segue um trecho de sua interpretação em Flashman:


Nós, fãs, torcemos para que no ano seguinte haja uma virada na dublagem, que surjam mais canais a cabo como o Space e Fox, mais obras dubladas em cinemas e muito, muito trabalho para os excelentes diretores e atores em dublagem que temos em nosso país. Feliz 2.010 e até lá!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Erros no Cast do Jaspion

Aproveitando a deixa da postagem anterior, falarei sobre o elenco de dublagem que surpreendentemente a Focus Filmes resolveu incluir no segundo Box dos DVD’s do Jaspion.


Fiquei muito feliz ao me deparar com os créditos no fim dos capítulos, mas ao mesmo tempo triste ao ver que simplesmente pegaram um cast antigo e desatualizado, e que infelizmente ele saiu de nossa comunidade Dubladores de Tokusatsu. Foi uma falta de atenção da nossa parte, pois há anos garimpamos informações afim de corrigir esses equívocos, e não tivemos o bom senso de organizar tudo numa só relação detalhada e atualizada. Vamos aos erros:



Direção: Consta que foi feita por Gilberto Baroli e Nair Silva. Essa informação eu ainda não tenho 100% de certeza sobre sua veracidade, pois numa conversa com o Benjamim Filho, ele me disse não lembrar do Baroli dirigindo, mas sim do Líbero Miguel e de algumas vezes até mesmo o Mário Jorge. Vale lembrar que o Benjamim participou apenas da primeira leva de episódios que foram dublados, isto é, até o capítulo 16. Já o próprio Baroli, disse pessoalmente ao Yuri num evento que a direção de Jaspion foi dele. O primeiro personagem a ter a voz do Gilberto foi o Zamurái, no capítulo 19. Esse capítulo faz parte da segunda parte da dublagem da série, que foi interrompida no capítulo 16, e teve mudanças de elenco conforme já abordei na primeira postagem deste Blog. Então fica a dúvida: O Baroli dirigiu a partir da segunda etapa? E a Nair, revezava com ele na Direção?


Prof. Nambára: Armando TirabosCHI teve seu nome publicado com a grafia incorreta;


Kanôko: Pelo que está escrito, entende-se que ela teve a voz da Lucia Helena desde a sua primeira aparição. No capítulo 15, capítulo de estréia da família Nambára, ela teve a voz da Suzana Lakatos. A partir do 16, sempre teve a voz da Lucinha;


Ród: Foi o único personagem creditado ao Eduardo Camarão, que fez muitas outras participações, como o Takéshi (do trio Jac Brothers), John Tiger, Dr. Páp e vários vozeirios;


Kênta: Lira Rodrigues nunca dublou o Kênta. Na verdade, essa é uma das profissionais que eu ainda não tenho a sua voz definida e catalogada. Ela pode até ter participado das séries japonesas, mas eu ainda não sei qual voz é a dela. No entanto, o garoto teve 3 vozes no decorrer da série: no capítulo 15, quem fez a sua voz foi a Denise Simonetto. Já em sua próxima aparição, que se deu no capítulo 17 (após a pausa na dublagem, onde a Simonetto foi uma das profissionais que não continuaram), quem assumiu foi a Thelma Lucia, que permaneceu até o capítulo 27, onde este passa a ter a voz do Hermes Baroli até o fim da série;



As Graciosas: Aqui o problema é mais complexo. Não sei de onde alguma boa alma conseguiu tirar esses nomes e colocar nesse elenco. Vamos analisar caso a caso:


A Christina Rodrigues estava começando na dublagem, e até fez algumas pontas em Jaspion e Changeman, mas creditar a ela uma personagem aleatoriamente, é outra história. Tenho vários vozeirios que podem até ser dela, mas ela própria não conseguiu reconhecer. O único trecho de Jaspion que dá pra saber com 100% de certeza que a voz é dela, é no capítulo 33, onde ela faz uma das meninas que é amaldiçoada por outra moça, usando o amuleto da Kílza. No trecho, aparecem as seguintes vozes, na ordem: Suzana Lakatos, Lucia Helena, Christina Rodrigues e uma Dubladora Desconhecida. E pra ter mais certeza, enviei o trecho das Graciosas pra ela, que me disse que acha que a voz não é dela;


Ouça o trecho com a voz da Christina Rodrigues em Jaspion:




Já a Alessandra Araujo me contou que começou a carreira no final de 1988. Com esta certeza da parte dela, fica difícil ela ter dublado uma das moças do trio. Ela também ouviu o trecho, e disse que não conseguiu reconhecê-la. Curiosamente, a Alessandra não fez nenhuma voz também em Flashman, que foi dublado em 1988/ 89, e só foi aparecer pela primeira vez em pontas na série Jiraiya, em meados de 1989;


O último foi o pior palpite de todos. Jamais poderia ter sido a Isaura Gomes fazendo uma das vozes. A Isaura é uma dubladora que tem um timbre forte e inconfundível. Infeliz de quem escreveu isso. Pra falar a verdade, a Isaura não dublou praticamente nada em tokusatsu. Pra não dizer nada, ela fez uma ÚNICA ponta em Jiban, no capítulo 37, que era uma vendedora de uma loja de roupas;


Ouça o trecho com a voz da Isaura Gomes em Jiban:




Assim, o correto é deixar em branco a informação sobre quais profissionais fizeram as vozes das Graciosas.


Ouça o trecho com a voz das Graciosas em Jaspion:




Tip e Bragúl: Já não é o primeiro caso que vejo na internet de alguns fãs fazerem confusão com esses dois nomes: Waldyr de Oliveira e Jorge Pires. O Pires atuou em quase todas as séries dubladas na Álamo desse gênero (exceto Flashman), e tem um timbre, na minha opinião, diferente do Waldyr. Já o Waldyr, exatamente como a Isaura, teve apenas uma mísera participação, que foi o monstro VirusKa, no capítulo 35 de Kamen Rider Black RX;


Ouça o trecho com a voz do Waldyr de Oliveira em RX:




Daizúke: Corretamente creditado ao Wendel Bezerra, mas como no caso do Camarão, fez muitos outros personagens: a segunda voz do Kôko, o Yassú...;


Yumíko: A Ivete Jayme, assim como os já citados Camarão e Wendel, fez várias outras participações no seriado, como o menino Mizutâni, o Pepe etc;


Pai da Yumíko: Erroneamente creditado ao Francisco Borges. Esse personagem, assim como o Cérebro Eletrônico Sakurá e o Repórter dos últimos capítulos foi dublado pelo Batista Linardi;


Ouça o trecho com a voz do Baptista Linardi em Jaspion:




Kilmáza: Outro erro grave. Kilmáza foi dublada pela Neuza Maria Faro, que fez alguns vozeirios também em Changeman e depois sumiu da dublagem (de tokusatsu);


Ouça o trecho com a voz da Neuza Maria Faro em Jaspion:



Kelly (pai do Jaspion): Boato desmentido há anos. O Dublador do pai do Jaspion é o Mauro de Almeida, que também fez a voz do Monstro Espacial Guirúba e Guizân em Changeman, além da primeira voz do Kanin Dragon em Jiraiya e do Yamaróshi Mozú no capítulo 36 de Goggle V. O Nelson Machado dublou somente mais para o fim da série, o pai do Daizúke e o pai da Lúmi, além do Príncipe Ícaro e a segunda voz do Monstro Espacial Zônos em Changeman.


Ouça o trecho com a voz do Mauro de Almeida em Jaspion:



Infelizmente, para as pessoas que não tem o costume de garimpar na internet informações sobre dublagem, esses nomes incorretos ficarão em suas mentes como os profissionais que deram vida aos personagens. Uma pena, literalmente.