segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Dragon Ball Kai na BKS

Muito foi falado nesta semana que passou a respeito da dublagem do anime Dragon Ball Z Kai, que entre gostos e desgostos foi finalmente definido por parte da Toei Company, que o estúdio que fará a Versão Brasileira da animação será a BKS.


Uma chuva de revolta e hostilidade por parte dos fãs tem sido visto com frequência na internet, acusando a empresa por seus trabalhos questionáveis em séries mais antigas, como Samurai X (1999) e Sailor Moon R (2000). Até onde tenho acompanhado, o Portal JBOX foi o primeiro site a confirmar a notícia. Assim, gostaria de dar a minha opinião e fazer minha singela e despretensiosa análise.

A BKS é um estúdio que, gostem ou não, é tradicional em São Paulo historicamente, pois é a herdeira legítima da lendária A.I.C. - SP. É fato que filmes extraordinários tiveram suas adaptações feitas no estúdio, que na época dispunha de uma qualidade sonora um pouco aquém de outras casas (como a Álamo), mas que foram brilhantemente dirigidos e interpretados por atores gabaritados, ofuscando esse “detalhe” da parte técnica. De Volta para o Futuro é um excelente exemplo, trilogia esta feita a partir da segunda metade dos anos 80, com direção de Denise Simonetto, estrelando Orlando Viggiani, Eleu Salvador, Neuza Azevedo, Renato Marcio, dentre outros. O trabalho foi tão bem aceito que ainda hoje os fãs lamentam a falta da Dublagem clássica na coleção de DVD’s. Mais um excelente exemplo foi o filme dos Caça Fantasmas, da mesma época, outro trabalho nota dez do estúdio, estrelando Ézio Ramos, Antonio Moreno, Flavio Dias e Jorge Barcellos.



Em 1991, a mesma Denise Simonetto recebeu mais uma série para dirigir que ficaria na história, na onda dos seriados japoneses que tomava conta das cabeças das crianças do país: Cybercop, os Policiais do Futuro. Novamente estrelando Orlando Viggiani, também teve a participação de um elenco bárbaro que dispensa comentários: Flavio Dias, Luiz Antonio Lobue, Eudes Carvalho, Francisco Borges, Neuza Azevedo, Márcia Gomes, Tatá Guarnieri, Mario Jorge, Carlos Campanile, Drausio de Oliveira, Arlete Montenegro e Guilherme Lopes foram os protagonistas de uma série pobre na produção, mas rica em carisma e enredo. E assim vem sendo desde então, a BKS seguindo sua vida, fazendo seus trabalhos (especializada em novelas mexicanas) e sendo rotulada pelos fãs como uma empresa que “tem práticas obscuras”, "desonesta" e que “pagam mal os artistas”, levando em consideração a postura de alguns dubladores que por algum motivo (cujo os quais não estou questionando), optaram por não mais trabalhar para o estúdio.


Não estou aqui para defender nem acusar ninguém, pois não pertenço a classe de dubladores, e tampouco sou funcionário da empresa. Então não vou entrar em maiores detalhes sobre os reais motivos que levaram a casa/ profissionais a não serem mais parceiros. Desde que o mundo é mundo, pessoas se desentendem, as vezes por motivos pessoais, outras vezes profissionais. Seria uma utopia se nós fãs quiséssemos que com a classe de Dubladores fosse diferente: todo mundo se relacionando bem, sempre.


Chegando finalmente ao ponto alto da discussão, vou tecer minha opinião: Não existe fundamento em acusar e culpar uma empresa por erros do passado, deduzindo que os mesmos problemas uma vez acontecidos voltarão a se repetir. Eu explico, baseando-me num exemplo: Não é porque tivemos um trabalho sofrível em relação a tradução e adaptação de Samurai X que podemos deduzir que tudo que aconteceu de errado com esse anime vai acontecer com o Dragon Ball Kai. O tempo passa, as coisas mudam, pessoas evoluem, e seria muita ironia de uma empresa ficar dez anos parada no tempo cometendo os mesmos erros e continuar na ativa, firme e forte. No atual modelo de mercado capitalista e extremamente concorrido, quem não tem um diferencial, abre falência. Perde mercado. Não se mantém.




Samurai X (Rurouni Kenshin para os íntimos) é uma animação focada no Japão Feudal, numa época de transição política do regime Tokugawa para a era Meiji, com muitas (mas muitas mesmo) referências à cultura oriental de raiz, e que de forma alguma se assemelha com qualquer fato da história da nossa cultura ocidental. O problema maior foi fazer uma adaptação baseado numa história em que o próprio encarregado do trabalho desconhecia os fatos. Acredito que quando o anime chegou para ser traduzido, a versão recepcionada foi a americana, levando em consideração os capítulos que o Cartoon Network exibiu, que tinha como segunda opção de áudio o Inglês. Isto é, já não foi a versão “pura” que desembarcou por aqui. Os gringos - como é de costume - tem o péssimo hábito de fazer suas próprias alterações (e não adaptações, pois alteram livremente o contexto da obra sem qualquer tipo de receio), obrigando questões culturais de países diversos a encaixar nos contextos da vida na América (American Way of Life). Agora, imaginem o tradutor de um anime complexo como este, recebendo uma versão já picotada, e tendo pouco conhecimento da cultura nipônica, o resultado que podia dar. É o que conhecemos. Longe de mim julgar a capacidade do responsável, mas tenho comigo que ele foi tão vítima da situação quanto o estúdio.




O mesmo fato aconteceu com Os Cavaleiros do Zodíaco em 1994, que todos vocês leitores bem se lembram. A Gota Mágica, por intermédio de seu diretor Gilberto Baroli, fez um trabalho marcante, escalando profissionais que casaram com seus personagens e se tornaram história. Mas garanto que todos também se lembram dos inúmeros erros grotescos no decorrer dos capítulos. Passado muito tempo (cerca de dez anos), é que ficamos sabendo o porquê de tudo. As fitas que vieram foram as Mexicanas, com áudio em Espanhol e Script em Inglês. E adivinhem só: o conteúdo não batia! E o que fazer? Simples, o que foi feito. E por causa disso o grande vilão da história foi o Baroli? Só se considerarmos o fato que ele dublava o Saga de Gêmeos...


Voltando ao caso do Samurai X, que chegou numa, podemos dizer, segunda etapa da febre dos animes no país (iniciada pelos Cavaleiros [94], seguido de Street Fighter Victory [95], Rayearth, Sailor Moon, Fly, Shurato, Samurai Warriors, Dragon Ball [96], e Yu Yu Hakusho [97]), e que não havia estrutura suficiente para dar as produções japonesas um tratamento merecido no sentido de tradução e adaptação, acabamos presenciando as alterações constantes de fatos históricos, nomes de personagens/ golpes e as demais falhas no desenho do Espadachim Retalhador. Não que a Direção (que segundo dados de internet foi feita pela experiente e gabaritada Márcia Gomes) não tenha cometido falhas, como as constantes mudanças de vozes, pronúncia dos nomes dos personagens dentre outros tropeços, mas particularmente eu não atribuo o maior percentual da culpa ao estúdio, pois as vozes dos protagonistas e principais inimigos foram escolhidas a dedo, e novamente certeiras: Tatá Guarnieri, Denise Reis, Rodrigo Andreatto, Affonso Amajones, Patrícia Scalvi, Emerson Camargo, Paulo Wolf, João Batista, Márcia Regina, Fabio Lucindo, Alexandre Marconatto, Felipe di Nardo, João de Ângelo, Fátima Noya, Sergio Corcetti, etc. O próprio Tatá comentou comigo uma vez que o trabalho - na sua opinião - tinha ficado “legal”, apesar do “baile” que tomavam da tradução. Também me disse que os capítulos chegavam em lotes, o que atrapalhava a continuidade do trabalho. Provavelmente esse fato é o resultado das mudanças de vozes. Não há diretor que dê conta de tantos percalços. E ele não tem razão? Quem realmente é fã (como eu), pôde acompanhar também a versão legendada da obra, feita pelo Fansubber TNNAC, e pôde comprovar o excesso de notas do tradutor que tiveram que inserir para explicar os inúmeros detalhes da cultura oriental contidas na obra. E como poderiam fazer um trabalho tão impecável na dublagem, sem a facilidade de pesquisa que temos hoje com a internet, por exemplo? Difícil.




Mais um exemplo: O caso Sailor Moon R foi um pouco diferente. Não no quesito tradução/ adaptação, que acredito eu tenha passado pelo mesmo trâmite do Samurai X, só que desta vez com mais acertos, uma vez que o seriado seguia uma linha clichê de séries envolvendo super heróis. A Direção, novamente feita pela Márcia Gomes, deixou os fãs mais conservadores indignados por não aproveitar nada da primeira versão da Dublagem, feita nos estúdios da Gota Mágica, pelas mãos do já citado Gilberto Baroli.

De todas as protagonistas, apenas a Marli Bortoletto foi chamada para retornar ao seu papel pioneiro. Na época, a profissional alegou que não poderia fazer, pois estava com a agenda lotada, o que comprometeria o andamento da série. Daniella Piquet, filha da dona da BKS, a Sra. Pierângela, assumiu a voz da heroína.


Essa versão divide opiniões, pois em suma, foram escaladas dubladoras mais jovens para as meninas, diferente da versão clássica, que contava com atrizes experientes, como é o caso da Gilmara Sanches, Christina Rodrigues e Isabel de Sá. Muitos fãs gostaram da escalação da BKS, dizendo que as moças (Melissa Garcia, Fernanda Bullara e Priscila Concepcion) eram mais condizentes com a idade das garotas.


O fato é que os animes passaram a ter uma importância maior para os distribuidores somente a partir de 2003, quando resolveram relançar justamente o primeiro sucesso dos anos 90, que foram os Cavaleiros do Zodíaco. A princípio, assim como Sailor Moon R (e as demais fases), todas as vozes seriam mudadas, mas os inexpressivos fãs (até então, pois não havia um contato entre fã/ dublador/ distribuidor) fizeram um movimento inédito em prol da volta das vozes originais, e que funcionou com um despertador para os engravatados por trás do projeto no sentido de que a opinião do fã tem sim muita importância. Esse Feed-Back entre consumidor Vs. vendedor era algo que valia apena prestar atenção. Resolveram, finalmente, fazer um trabalho ímpar, desde a tradução até a finalização do trabalho para veiculação do desenho: Marcelo Del Greco, jornalista que esteve por trás de todas as matérias referente a série nos tempos da finada Revista Herói, participou ativamente da tradução – desta vez direto do japonês – sem esquecer-se das falas, nomes e bordões que se tornaram “Cult” para os fãs da primeira Dublagem. Resultado: um trabalho excelente, com quase 100% de acertos, e que teve uma aceitação positiva tanto pelos fãs da versão da “Rede Manchete”, quanto pelos novos espectadores. De lá pra cá, com o lançamento de vários títulos em Mangás no país, a Editora JBC criou um grupo de tradutores especializados (justamente liderados pelo Del Greco), que auxiliam em traduções e adaptações para quase todas as animações japonesas que desembarcam em terras tupiniquins desde então. E novamente estão à frente do projeto Dragon Ball Kai.


Finalizando, façamos uma análise fria, baseada em fatos, sem se deixar levar pelo sentimento: Com os cuidados que estão tomando com a tradução e adaptação (que ainda está longe do tratamento que a Disney, por exemplo, tem com suas produções no Brasil), com a qualidade sonora que a BKS possui atualmente (totalmente nivelada com outras casas de São Paulo), a direção de um(a) experiente profissional e o acesso a dados simples que a internet proporciona, qual a chance do trabalho sair PÉSSIMO? Acredito que muito baixa, pra não dizer nula. Com uma rápida consulta que leva pouco mais de um minuto, encontrei vários sites que disponibilizam o Cast de Dublagem da Versão da Álamo de Dragon Ball Z, com uma exatidão muito grande nas informações. Será que apenas eu tive essa brilhante idéia? Nenhum Diretor/ Coordenador da BKS pensou nisso? Difícil...


Acredito que a única preocupação que nós fãs temos que ter, é referente aos profissionais que não dublam mais na casa. Isso realmente é um fato relevante. Já tenho a confirmação de que o Wendel Bezerra (Goku) já foi escalado e dublará já no primeiro dia (08/09). Idem com a Tânia Gaidarji (Bulma). Fátima Noya (Gohan) também já possui data marcada na escala. Raquel Marinho (Chichi) até o momento não foi contatada pelo estúdio, mas está disposta a dublar, caso seja chamada. Rita Almeida (Pual) e Angélica Santos (Oolong) se encontram na mesma posição. Wellington Lima (Raditz) já recebeu a ligação, mas não sabe se vai fazer, já que não trabalha para a BKS. Já vi fãs contatando o Carlos Campanile (Freeza) pelo Orkut, querendo saber se ele foi chamado. Até o momento não. Mas precisamos acompanhar a dublagem no seu dia após dia, e não ficar tentando saber se já chamaram o Figueira Junior ou a Eleonora Prado pra dublar os Andróides nº 17 e 18. Eles aparecem bem mais pra frente! No momento temos que voltar a atenção aos personagens que aparecem nos primeiros episódios: Gileno Santoro (Kame), Fabio Lucindo (Kuririn), Luiz Antonio (Piccolo), Fabio Tomasini (Kami Sama), Cesar Marchetti (Sr. Poppo), Zaíra Zordan (Uranai), Vagner Fagundes (Yajirobe), Marcio Araujo (Yamcha), Alexandre Marconatto (Ten Shin Han), Márcia Regina (Lunch), Úrsula Bezerra (Chaos), Alfredo Rollo (Vegeta) e Guilherme Lopes (Nappa). A expectativa fica por conta das escalações das novas vozes para o Rei Cutelo, Enma Dai Oh e o novo Narrador, substituindo o saudoso Daoiz Cabezudo.


Com o tempo, novos personagens vão aparecendo, e com eles, novas dúvidas. Em séries desse tripo, costuma-se gravar uma média de 5 episódios por semana, segundo informações já divulgadas por outros diretores de outras casas de dublagem. Estamos acompanhando de perto e torcendo para que tudo dê certo.






39 comentários:

Rodrigo Zerdt disse...

Concordo contigo Ivan. É muito complicado julgar um trabalho como ruim mesmo antes de ter qualquer prova. O caso de Samurai X é mais complexo porque o anime em si fica devendo muito para o mangá.
Tenho todos os volumes e a quantidade de informações culturais e referências que o Watsuki coloca sobre as inspirações pros personagens ou mesmo as explicações do momento histórico contribui infinitamente para um bom entendimento da história. O anime só conseguiu resgatar esse tipo de abordagem nos OVA's que foram mais "trabalhados" por assim dizer.
Com um anime "mais pobre" em termos de referência acho difícil fazer um trabalho legal, mas confesso que nos episódios críticos, como os dos discursos do Shishio, até que o resultado foi bem positivo. Chato foi ver personagens com vozes diferentes ou com nomes trocados constantemente, mas era tanto nome e sobrenome complicado que inventavam, hehe.
Parabéns pela análise e por trazer tantas informações. Abraço.

Lord Evil Raiden disse...

Ótimo texto esse.O grande problema da dublagem do Samurai X foi o texto.A escolha de vozes foi boa.
E para piorar tudo é um anime que aborda um período histórico pouco conhecido do grande público do nosso país.Nos livros escolares de história geralmente a história do Japão,assim como do Extremo Oriente como um todo,é muito pouco abordada.
Até mesmo a história da Rússia mal é abordada.Sou formado em história e sei dessas coisas.

Betarelli, Ivan D. disse...

Oi Zerdt e Raiden, agradeço pelos comentários.

Pra falar a verdade não tive a oportunidade de ler o mangá, Zerdt. Mas adoro o anime a ponto de tê-lo assistido várias vezes e tendo absorvido, acredito eu, até um pouco mais do que a obra passou, mesmo com os problemas de tradução/ adaptação/ dublagem. A trilha sonora me arrepia, confesso. Muito empolgante e envolvente. Agora que vc falou que o mangá é ainda mais detalhado, fiquei com vontade de ler. Está na minha lista para aquisições futuras.

Raiden, é isso mesmo. Normalmente a cultura Asiática não tem foco nenhum na educação deste lado do mundo. Até uns 10 anos atrás, eu apenas sabia que o Japão era um lugar onde tinha japoneses. Mas conversando com pessoas, lendo e se informando, percebemos que históricamente eles são um povo com um instinto aguçado no que diz respeito a educação, a base de toda uma nação.

Nelson Machado disse...

Sharivan, como sempre, falando do que entende e sabendo o que diz!
Belíssima matéria e análise perfeita!
Parabéns!
- Nelson Machado

Lucas disse...

Oi,
Então.. não canso e dizer: o grande problema da dublagem brasileira é a parte de direção. Todos são passiveis de erro, claro. Mas na maioria desses trabalhos os erros são problemas evitáveis, como pronuncias de nome, adaptação de frases para que elas tenham sentido no contexto.. o maior expoente dessa falta de cuidado foi a redublagem de Yuu Yuu Hakusho. Tomaram cuidado só em não trocar as vozes, nem de secundarios, ponto pra eles! Mas esqueceram todo o resto (quem lembra do "Isníper" sabe do q eu to falando).
Agora a dublagem de RK.. não tem nem oq comentar.. só não foi pior do q a de Captain Tsubasa Road to 2002.

Nelson Machado disse...

Ah... Em tempo. Uma correçãozinha na matéria. Claro, quando ela foi escrita o fato ainda não havia ocorrido. Mas fui informado pela própria de que RAQUEL MARINHO já confirmou sua participação na série.

Betarelli, Ivan D. disse...

Grande Nelson Machado, a que devo o prazer desta visita? Muito obrigado pelo comentário e pelo elogio.

Mas eis que me deparo com uma triste notícia assim que abro a internet hoje: Wendel desistiu de fazer o Goku. Quem sou eu pra questionar os motivos dele, um profissional deste calibre, deve ter seus motivos, que devem ser respeitados. Mas a série não será mais a mesma, infelizmente. Talvez vamos presenciar um acontecimento inédito na dublagem com essa alteração, já que tudo é possível. Quem sabe uma troca de estúdios, uma redublagem antes da série ir ao ar, enfim. Acredito que por todos os pontos negativos, isso possa realmente (e finalmente) demonstrar a força do Dublador e do Fã. Infelizmente Dragon Ball Kai começa errado no Brasil...

Oi Lucas. Vc tem razão em partes, na minha opinião. A maioria dos equívocos acontece sim por parte da direção, mas no caso do Samurai X, que comentei nessa postagem, o que pecou foi a tradução. E os erros seguintes foram sendo somados e deu no que deu. Mas a série é tão boa que nem esses problemas técnicos e nem a exibição cruel da Globo (com cortes extremos) ofuscou o sucesso dela.

Grande abraço.

Guilherme disse...

Excelente análise, precisa, inteligente e imparcial. Gostei muito, parabéns!
Abração
Guilherme Marques

Betarelli, Ivan D. disse...

Oi Guilherme, fico lisonjeado pelos elogios.

Só pra constar no histórico: Raquel Marinho (Chichi) está confirmada para reviver a personagem.

Gileno Santoro foi contatado, mas não confirmou se vai ou não fazer.

Anônimo disse...

A rejeição dos dubladores pela BKS já teve sua maior baixa. Wendell Bezerra já se recusou a dublar nesse estúdio maldito. E vc ainda tenta defender essa peste? Me desculpe, mas Dragon Ball Kai na BKS é uma tragédia anunciada. E ainda tem muitos outros que não dublam lá...Agora ACABOU. Mandem Sailor Moon pra lá também. Os únicos que se ferram com isso são os fãs. Nós vamos ter que aguentar Goku com outra voz porque esse estúdio vende seus serviços a preço de banana e não respeita os profissionais.

Fernando

Betarelli, Ivan D. disse...

Oi Fernando, obrigado pelo comentário.

Olha, não estou defendendo ninguém não. Em mais do que um parágrafo do texto eu deixo bem claro isso. Estou tentando ser imparcial, apenas dando minha opinião sem me deixar levar pelo lado emocional. Ou vc acha que fiquei contente ao saber que o Wendel não vai dublar?

A BKS pode sim ter problemas com vários profissionais (ou vice-versa), mas o fato é que estavam tentando fazer a coisa certa. 90% dos dubladores que contatei até agora receberam a ligação, agora se vão ou não dublar é outra questão.

Acredito que se nessa história tem algum culpado, nao é a empresa de dublagem, e sim quem decidiu que a série vai pra lá. Ela está no mercado, passou um preço que aceitaram, sem levar em consideração esses "detalhes".

Agora vamos ver que fim vai dar essa história. As consequências serão sentidas em breve.

Anônimo disse...

Ivan, desculpe o desabafo. Estou muito chateado com essa história, mas tenho certeza que o Wendell não quer prejudicar os fãs.

A meu ver, a única culpada é a BKS que sujou seu nome com os profissionais. Vc acha que o Wellington, o Marcelo Campos e o Carlos Campanile vão dublar lá? Eu duvido. Tenho certeza que se os dubladores fossem unidos Dragon Ball jamais teria ido para a BKS.

Agora é esperar o desastre e preparar os ouvidos. Goku sem Wendell não é Goku. A BKS pode fazer o que for, mas infelizmente essa dublagem vai despertar o ódio dos fãs.

Fernando

Betarelli, Ivan D. disse...

Olá novamente, Fernando.

Não se preocupe, não tenho nada contra opiniões, mesmo que adversas ou enérgicas. Vc simplesmente está falando o que vc sente.

O Wellington acabou de confirmar via Twitter que NÃO vai fazer o Raditz/ Majin Boo. Com o Marcelo Campos eu nunca conversei, mas até acho que o Campanile faria uma forcinha. Não estou afirmando nada, apenas opinando.

Mas a classe dos dubladores, segundo a opinião de um mestre da arte, o saudoso Borges De Barros é sim desunida. Mas veremos como essa história vai se desenrolar. Algo me diz que desta vez a coisa não vai ser "goela abaixo" como sempre foi. Isso pode ser o início de uma nova era.

Abraços.

Anônimo disse...

Marcelo Campos tava dublando uma novela na BKS esse ano.

Pode até ser que a BKS tenha errado no passado, mas o que a impede de, agora, correr atrás do prejuízo e contar com esses profissionais novamente, ainda que somente para esse trabalho? Por que não lutar para que TODOS os estúdios sejam corretos ao invés de defender só a "minha casa"?

Do meu ponto de vista, Wendel e Wellington só não dublam porque a série não foi pra Álamo, onde eles certamente ganhariam para dirigí-la também.

Heitor

Junior disse...

Ola Shar Ivan, como vai?
Queria eu, que todos os fãs fossem sensatos como voce. Concordo com voce que o erro não foi da BKS, e sim da distribuidora. Agora se a distribuidora escolhe esse estudio para seus trabalhos, a BKS tem sua metodologia de trabalho e preços. o ator/dublador tem esse direito de escolher o que for melhor pra ele. É o que acontece em qualquer ramo de serviço no planeta Terra. Ninguem vai trabalhar num lugar ou pra ganhar menos ou por condições ruins de trabalho. Por que com os dubladores tem que ser assim?? A BKS é uma empresa e tem seus conceitos. O dublador tem o direito de escolher onde trabalhar. O errado são as distribuidoras que mandam nesses estudios sabendo que há divergencias. Enquanto essas distribuidoras mandarem trabalhos para esses estudios, os conceitos continuarão e os dubladores continuarão se negando a trabalhar ali. A partir do momento que isso parar de acontecer a BKS deverá ser obrigada a mudar seus conceitos, ou quebra de vez e fecha as portas. Outra coisa, o Borges de Barros falou que a classe dos dubladores é desunida, mas na minha opinião não existe classe unida em nenhum lugar e em nenhuma profissão, cada um corre atras do seu e ponto final. Pode ser que haja um ou outro caso , mas no geral não existe. e volto a repetir: Porque os dubladores são "obrigados" a ter se são trabalhadores como todos nós???
Abçs a todos.

Matheus L. disse...

É a primeira vez que visito seu site, mas já achei este post incrível e com certeza vou favoritar. É bom conhecer fãs de anime no Brasil com visões imparciais, principalmente sobre esse assunto que gera tanta discussão boba e sem fundamento - a dublagem.

Você falou de Samurai X e Sailor Moon, eu diria que faltou comentar um anime - Sakura Card Captors, dublado pela BKS na mesmíssima época. E, como fã eterno deste anime, atesto que a qualidade da dublagem foi excelente. Claro que houveram erros, mas nada que comprometesse o resultado final.

Geralmente, quando as pessoas querem criticar a BKS pelo seu passado, ignoram os bons trabalhos da empresa. Ironicamente, com a Gota Mágica é o oposto - se tornou "nostálgica", apesar de, em sua época, também ter cometido muitos erros.

No JBOX, eu critiquei a posição da galera de simplesmente xingar empresas e pessoas, sem conhecer o que há "por trás" desses atritos entre dubladores e casas - que, como você mesmo disse, ocorrem em qualquer outra profissão. Os "otakus" perdem tempo xingando na internet, quando poderiam reclamar diretamente com os distribuidores, que são as pessoas com o poder nas mãos pra mudar a situação.

Ainda mais se tratando de Dragon Ball, com certeza é de interesse dos distribuidores agradar aos fãs antigos. Eu tenho a impressão que, quando há um interesse maior da distribuidora, as dublagens tendem a vir com melhor qualidade. Sakura certamente foi melhor projetada no Brasil (anime completo, mangá completo, filme em DVD), enquanto Samurai X (o anime) e Sailor Moon foram tratados com menos interesse - no caso de SM, até pelo histórico de gerar pouco lucro no Brasil, na época da Manchete.

A decisão de dubladores como Wendel e Wellington alimenta a controvérsia - ainda mais um sendo protagonista - mas acho que eles são responsáveis por suas decisões. Da mesma forma como eu entendo que a Marli Borboletto deixou de ser a Sailor Moon quando não aceitou dublar na BKS, por qualquer motivo que tenha sido.

Além de que, sempre é possível chegar num meio-termo, principalmente se os fãs pressionarem. Se não me falha a memória, na redublagem de Cavaleiros do Zodíaco, algum dublador não prestava mais serviços à Álamo, mas fizeram um "arranjo" pra que ele dublasse somente a noite. Nada me diz que algo similar não poderia ser feito com os dubladores que, no momento, se recusam a trabalhar na BKS.

Leonardo disse...

Gostaria de saber se a Toei ainda pode mandar Dragon Ball Kai para outro estúdio? Mesmo após ter fechado contrato com a BKS e já ter entregado alguns episódios para dublagem?

Tomara que sim. Não quero assistir DB Kai cheio de mudanças nas vozes.

Anônimo disse...

Sinceramente. Os dubladores poderiam ser mais claros nesses protestos. Falem abertamente o que acontece em determinado estúdio!

A BKS é pessimamente conhecida pelos fãs devido as dublagens sofríveis de Samurai X e Sailor Moon, mas em com relação aos dubladores? Qual seria o problema real? O estúdio paga menos? é antiético? comete crimes? desrepeita o profissional de alguma forma?

Queria muito que alguém tivesse coragem de expor isso ao público. Teve dublador no twitter colocando a palavra 'dignidade' para definir a atitude de quem não dubla na BKS. Isso é muito estranho...

Fernando

Nelson Machado disse...

Tenho uma dúvida e tenho a impressão de que muitos colegas meus vão ficar irritados por eu levantá-la, mas paciência.
Sou fã de Jornada nas Estrelas. Assisti à série nos anos de lançamento com Denis Carvalho e depois Astrogildo Filho dublando o Kirk, o Rebello Neto e depois Turíbio Ruiz dublando o Spock, o João de Ângelo dublando o McCoy, o Eleu Salvador dublando o Sulu e a Helena Samara dublando a Uhura. Vinte anos depois, assisti à série redublada no Rio de Janeiro. Eu estranhei, mas para as novas gerações, a dublagem que vale é a do Rio porque não viram a “original”.
O elenco de vozes de Dragon Ball cobrado hoje em dia não é o SEGUNDO elenco? Essa série não tinha sido dublada na Gota Mágica com outro elenco totalmente diferente, com a Noeli Santisteban encabeçando? Quando a Gota fechou e a série foi pra Álamo, não trocaram TODO MUNDO lá? Ora, então por que a surpresa? Não é assim que sempre se fez tudo? Por que ninguém fez gritarias com as trocas da Álamo e agora querem a Terceira Guerra Mundial com trocas na BKS?

Lucas disse...

Ele não falam pq não tem provas concretas, Fernando.. ninguem quer ser processado a toa.

E acabei de ler que o Luiz Laffey (que dublou Butter e Androide 16) tmb não dubla na BKS.. o bicho ta pegando..

Anônimo disse...

Nelson,

Na época que Dragon Ball foi pra Álamo e houve troca de vozes os fãs reclamaram sim! O problema é que o alcance da internet era inexpressivo e os fãs não podiam botar a boca no trombone. Tenho várias revistas da época que analisaram o problema.

Hoje a internet é popular, os fãs (consumidores)sabem que têm poder e podem influenciar nas dublagens.

Além disso, Dragon Ball se popularizou com a fase Z que teve 298 episódios dublados pela Álamo, contra apenas 61 dublados pela Gota Mágica da fase clássica.

É uma situação muito diferente. Fora que Wendel faz Goku adulto e não criança, portanto vc não pode compará-lo com a Noeli.

Não adianta tentar defender a BKS. O desastre já está anunciado. O elenco de DBZ sofrerá grandes baixas. E lamentável, mas não vamos ficar quietos não...isso eu te garanto.

Fernando

Lucas disse...

A situação é bem diferente, viu Nelson. O que houve, foi que a versão da Gota Magica era a primeira parte da historia.. q mostra o Goku criança e tal, ela não chegou a ser toda dublada, porque o Silvio Santos não comprou tudo. Isso foi em 94.. 95..
Ai em 2001 veio pra cá outra parte da historia, que ja mostrava o Goku adulto e foi pra Alamo. Veio do nada, os fãs nem souberam que a série ta vindo pro Brasil, pq naquela epoca não tava tão difundido a internet como hj e ACREDITO que o estudio nem sabia da dublagem de 94. Então como era uma série "nova" foi escalado um elenco novo (mas da dublagem da gota magica, apenas uns 4 ou 5 se manteriam, todos secundarios no restante da historia, caso permanecesse o elenco). Depois que a série fez sucesso, ai sim foram querer refazer tudo desde o começo. Aqueles secundarios ja tinham sido mudados, então seguiu a escalação da Alamo.. as vozes q poderiam ser mantidas da Gota, acabaram não sendo aproveitadas, mas por outro motivos, não negativas. Um exemplo é o da Noeli q não teve jeito..
Agora a situação é totalmente diferente. A série não é tratada como se fosse nova, todos sabem exatamente quem dublou quem. E como agora soubemos q a série tava vindo, podemos fazer o barulhoairesbmtzevlat q seria feito talvez tmb em 2001.

Lucas disse...

Fernando,

As analises e reclamações pela troca em 2001 foram feitas só depois que o desenho começou a passar, ou seja, bem depois de ter sido dulado. Ou seja, teve a reclamação dos fãs depois q a vaca foi pro brejo, bem diferente de agora.

Joe Crusher disse...

Lamento pela descaracterização de vozes que possa houver, mas os distribuidores, como sempre, optam pelo preço. E provavelmente a BKS ofereceu o melhor!

Mas Dragon Ball Kai é nada mais que outra inescrupulosa tentativa capitalista de retirar sumo do bagaço. Já assisti a série Z inteira, bem como a possuo dublada em DVD, digitalizada da Direct TV em S-VIDEO. E realmente não me importo em acompanhar uma versão picotada só porque está em HD. Quem entende do assunto sabe que alta definição em desenho animado antigo (ainda mais da era Tabletop) é pura bobagem: será que vou ver alguma erupção cutânea no rosto do Goku ou da Bulma? Fala sério!

Pra quem acompanhou a cansativa e original "versão extendida" da fase Z, assistir Kai, é pedir atestado de burrice. Kai é só satisfaz aos fãs mais doentes da série, em estágio terminal!

Esses distribuidores deveriam se voltar a trazer séries antigas de conteúdo, como é o caso de Bubblegum Chrisis e Gundam (na sua cronologia REAL)!

Para terminar quero deixar claro que em 2001, a fase Z estreou em rede aberta. Mas já estava sendo exibida com a mesma dublagem pelo Cartoon Network desde meados de 1998!

Nelson Machado disse...

Gente, não entrei em processo de defesa de nada. Apenas levantei uma questão da qual tenho notícia,a primeira troca de vozes quando a série saiu da Gota e foi pra Álamo. Nem sou um profundo conhecedor do assunto. Como eu disse, nem tenho envolvimento com essa série, não tenho personagem nela, portanto esse rolo todo nem me afeta. Mas preciso colocar as verdades do mercado que, às vezes, ficam escondidas. Por exemplo, tirar um trabalho da casa B e mandar pra casa A porque há profissionais que não trabalham na casa B, não resolve nada. Existem profissionais que não trabalham na casa A também. Em dublagem, todos são free lancers e podem escolher onde querem ou onde gostam de trabalhar. É um direito de todos nós. E acho uma crueldade fazerem pressão pública para um profissional se submeter a trabalhar onde ele não quer. Só é preciso entender que trocando de estúdio só vai resolver o problema com dois ou três e criar problema com outros dois ou três.

junior disse...

Faço minhas as palavras do Nelson. Por que só os dubladores precisam se sujeitar a trabalhar nestas condições? Como disse num post acima, não existe nenhuma profissão onde o cara se sujeite a trabalhar por pouco ou por condições ruins de trabalho, a não ser que ele queira. Coloquem-se no lugar deles. Reinterando aqui tambem minha opinião citada acima: Não acho culpa da BKS ou dos dubladores, pois o estudios tem seus conceitos, como cada empresa tem seus conceitos e diretrizes e os dubladores tem os seus, e trabalham onde acham que é melhor, como qualquer trabalhador brasileiro. Culpa pra mim são dos licenciantes do desenho.

Anônimo disse...

Pra mim, a culpa é da BKS que é queimada por agir de forma antiprofissional com os dubladores:

Segue as justificativas dos dubladores conseguidas pelo site Henshin:

Wellington:“Não é que eu não queira dublar a série. Eu não dublo na BKS porque é uma casa que decidiu excluir os dubladores de outros trabalhos. Eles só nos chamam quando têm uma série feita e precisam do elenco.”

Wendel:“Eu estou muito triste e chateado com tudo o que está acontecendo.

Eu sou fã de Dragon Ball e adoro dublar o Goku, mas não posso colocar tudo isso acima de valores morais e convicções profissionais em que acredito e que aprendi desde criança.

Eles chegaram a me passar a escala para dublar o Goku e eu tinha aceitado. Mas depois pensei muito e achei que não podia fazer isso com ninguém.

Aí, liguei para a BKS e disse que não iria fazer mais e que se quisessem passar o personagem para outra pessoa, ou abrir teste não teria problema.

Se fosse uma série nova, certamente eles não me chamariam. E quem não me prestigia, eu não sinto vontade de prestigiar.

Eu gostaria muito de voltar a fazer o Goku, mas em qualquer outro estúdio.”

Fonte: http://henshin.uol.com.br/2010/09/10/exclusivo-falamos-com-wendel-bezerra-wellington-lima-e-a-bks/

Mandar pra outro estúdio resvolve sim! E pelo visto não são só dois dubladores que tem problemas com a BKS.

Betarelli, Ivan D. disse...

Primeiramente gostaria de agradecer a avalanche de comentários nesta postagem, valeu mesmo por reconhecerem meu trabalho. Agora responderei todos os outros comentários, por ordem de data. Se preparem, lá vem um texto gigantesco!

Heitor -> Legal saber dessa história do Marcelo, mas acredito que devido ao problema ter tomado uma proporção tão grande que praticamente envolve a classe toda, ele também opte por não fazer, infelizmente. Concordo com o que vc diz sobre todos “andarem na linha”, mas infelizmente as coisas não são assim. Veja bem, não estou dizendo que a Álamo é a 100% correta, e nem que a BKS é a vilã da história. Isso quem julga são os dubladores, e devido aos últimos acontecimentos, podemos deduzir que algo grave aconteceu...

Já sobre o lance de ambos, Wendel e Wellington serem diretores da Álamo, acredito que eles não precisam desse tipo de auto promoção. Eles são bons no que fazem. E isso ficou bem claro após todos os problemas da época de Cavaleiros na Dubrasil terem ficado esclarecidos, tanto que o próprio Wellington voltou pra fazer o Ban.

Apareça sempre!
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Olá Junior -> É exatamente o que vc falou. Uma relação comercial funciona dessa forma. Quando (se é que...) a Toei bateu o martelo e fechou com a BKS, com certeza eles pediram pra chamar o elenco que já era conhecido pelo público. E tenho mais certeza ainda que a BKS prometeu fazer isso, e FEZ. Agora, se por um azar a maioria dos dubladores tem problemas com o estúdio, isso é outra história. Como eu sempre faço questão de deixar claro, tudo o que escrevo é a minha singela opinião baseado no pouco que sei relacionado a dublagem, arte que tanto amo, e digo que o problema não é salário não. Como já falaram, eles recebem por uma tabela pré-fixada pelo sindicado, e se quiseram “fazer graça”, o órgão competente cai em cima. Eu tenho comigo que nessa história o dinheiro não está falando mais alto. É a moral e a ética.

Sobre o comprometimento mútuo da classe, é mais ou menos como vc disse, o objetivo coletivo só é prioridade quando o individual está garantido. Já trabalhei em banco, numa agência grande, com cerca de 20 funcionários e totalmente bem departamentalizada. Atualmente trabalho numa pequena empresa, com 6 funcionários, e a coletividade é “tão” importante quanto no trabalho anterior, isto é, deixada em segundo plano. E assim caminha a humanidade.

Volte mais vezes!
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Betarelli, Ivan D. disse...

Olá Matheus, agradeço de coração o elogio.

Não falei nada sobre a Sakura Card Captors justamente por que nunca vi um só capítulo da série. Uma pena. Mas vejo sim que essa foi uma versão bem trabalhada pela empresa, o que demonstra que ela tem sim capacidade de fazer um bom trabalho.

A história da Gota Mágica é realmente interessante, e merece uma postagem só pra ela, que com certeza estará disponível neste blog no futuro. Ela começou como uma “Spin-off” da Marshmellow, em 1993, e teve a sorte (sim, sorte inicialmente) de literalmente abrir o mercado para a nova avalanche de séries que estava chegando, iniciada pelos já citados Cavaleiros, em meados de 1994. O próprio Mário Lúcio de Freitas me disse que Sra. Pierângela Piquet odiava a empresa, acusando-a de “firma de fundo de quintal”, mais ou menos o que estão fazendo com a BKS hoje, pois perderam muitos clientes para o Fominha (apelido do Mário Lúcio) na época. Dublaram todos os animes (com exceção do Street Fighter, que o Nelson Machado dirigiu na Master Sound) e erraram muito na parte técnica, mas fizeram com que a parte artística nivelasse e deixasse o resultado final marcado na memória dos fãs. E não só nos desenhos japoneses, teve o Bananas de Pijamas, WMAC Masters, o Super Human Samurai (série fraca, mas a boa dublagem fazia com que parássemos pra assistir), etc. O talento de Mário Lúcio com suas músicas “chiclete” (“Vamos desvendar, as Esferas do Dragão” e “Mesmo querendo não posso ser sincera...”) não saiam da cabeça! Aliados ao talento monstruoso do Baroli escalando profissionais consagrados para fazer “desenho pra criança” (lembrem-se do Ézio Ramos, Nelson Baptista e Araken Saldanha), consagraram a casa no coração dos fãs. E se hoje ela voltasse, com a mesma equipe, garanto que chegaria perto de uma unanimidade entra os fãs para que trabalhos como o DB Kai fosse para lá.

Acho que fã é fã, não descrimino ninguém, mas no fundo acho que o verdadeiro fã é como eu ou vc, que debatemos civilizadamente, sabemos escrever e opinamos baseados em fatos, mesmo sabendo que nada muda em relação aos profissionais envolvidos no projeto. Um bom trabalho de Marketing é OBRIGATÓRIO para que um produto tenha um bom desempenho. Tenho uma pequena loja de informática na cidade onde moro, com pouco mais de 15.000 habitantes, e este ano resolvi fazer propaganda em muros e na lista telefônica. O movimento aumentou muito! E se não fosse algo tão importante, não existiria faculdade de propaganda e marketing.

Também acho que o caso da Marli é igual ao do Wendel/ Wellington, mas na época, ninguém sabia do que acontecia nos bastidores, embora ainda hoje não sabemos, mas já fazemos idéia. E sobre esse fato que vc citou em Cavaleiros, não tô lembrado não. E olha que acompanhava diariamente as postagens no site CavZodiaco.com.br, que seguia o trabalho dentro do estúdio. A única coisa que sei é que o Hermes já não tinha amizade com o Marcelo Campos, mas foi dublar sob a direção dele sem nunca questionar nada. Quer atitude mais profissional que esta?

Parabéns pela sua análise. Um abraço.
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Betarelli, Ivan D. disse...

Oi Leonardo;

Infelizmente não sei dizer a vc o que ainda pode acontecer. Me parece que a Fátima Noya (Gohan) tem sua escala marcada pra amanhã (13/09).

Acredito sim que algo ainda possa acontecer nos 45 do segundo tempo. Já tivemos caso na história de cliente que tirou o produto de um estúdio pra mandar pra outro, pois o protagonista de uma série tinha tido problemas com o dono do estúdio que já vinha fazendo o trabalho, mas o cliente não aceitou a mudança de vozes. Isso aconteceu em medos dos anos 90, com a série Mundo de Beakman, onde o Flavio Dias se desentendeu com o Sr. Michael Stoll da Álamo e a série foi terminada na DublaVídeo. Só que não havia essa disseminação de informação como existe hoje, proporcionada pela internet. Vamos ver o que vai acontecer.

Um abraço.
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Fala Fernando!

É, o problema lá aparentemente é meio grave. Além da palavra ‘dignidade’, o Wellington Lima soltou outro adjetivo pesado: “Não posso aceitar ser TRATADO como um ANIMAL”.

Na verdade acredito que os próprios dubladores não falam justamente pra não se comprometer, pois o mundo dá voltas, e os problemas que tiveram no passado podem se tornar a solução de outras pendências para o futuro. Acredito que possa ser isso.

Abração.
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Betarelli, Ivan D. disse...

Fala Nelson!

É, não tiro a sua razão, mas no passado (não tão passado assim, pois algo do tipo acontecia comigo no final dos anos 90), ninguém além dos profissionais sabia do que acontecia durante a dublagem. Nem fazíamos idéia do que ia passar na TV! Eu sempre assisti séries pensando nisso, sempre tinha minhas teorias, mas não tinha com quem conversar. Todos os meus amigos achavam que papo sobre televisão era coisa de tonto. Isso só de tocar em nomes de séries e desenhos como Barrados no Baile ou He-Man. Agora imagine se eu fosse tentar levantar um assunto sobre dublagem dos seriados? Seria abolido do âmbito social e até acredito que me internariam num hospício.

No Jiraiya tinha um capítulo (12) que aparecia um ator com a voz do Leonardo Camillo. Depois no Capítulo 26, o mesmo ator aparecia fazendo o mesmo papel e tinha a voz do Ricardo Pettine. Curiosamente nesse mesmo episódio tinha outro personagem que tinha a voz do Camillo. Ué, se o Camillo estava no estúdio (a série foi feita em 1990, na época se dublava junto), porque não fez o personagem que ele já tinha feito? Certo, foi falha da direção, mas o próprio ator não poderia falar algo do tipo “ei, fui eu que fiz esse personagem da outra vez”. E pra ficar ainda mais estranho, o mesmo ator volta a aparecer no episódio 45, e aí ele tem a voz do Camillo. Eu ficava intrigado com essas coisas.

Uma vez, em 1999, mandei um e-mail pra Álamo reclamando de um caso parecido, do desenho do Homem Aranha, que havia sido dublado na casa mais ou menos em 1996/ 97. Tinha um personagem chamado Alistair Smithe, semi-regular, que em menos de 20 capítulos teve 6 vozes diferentes: Eudes Carvalho, Paulo Porto, Affonso Amajones, Cassius Romero, Elcio Sodré, e um dublador desconhecido. Quem me respondeu foi a Maria Inez, ex-esposa do Alan Stoll, dizendo que havia um software de controle de produção interna, mas que um erro havia sido cometido. Enfim, não deu em nada, nem tinha porque dar, mas pelo menos eu pude chegar até um dos responsáveis e apontar um erro, acredito eu que por uma crítica construtiva.

Betarelli, Ivan D. disse...

Continuando...

Quando a Focus Filmes lançou o Jiraiya contendo exatamente os mesmso episódios dos DVD piratas, eu fui atrás da empresa e consegui contato com o Afonso Fucci, responsável pelo departamento comercial, e novamente apontei e indaguei os problemas. Acontece comigo no meu trabalho, quando eu erro, vem alguém - nem sempre um superior na hierarquia, já aconteceu com pessoas de fora – e me corrige. Por que eu não posso falar nada? Acredito que abordo do jeito certo, escrevendo como gente e com argumentos convincentes, apontando o problema.

Voltando ao seu exemplo, isso sempre aconteceu, mas não tinha pra quem reclamar. E ninguém sabia porque acontecia. Hoje é diferente, embora dificilmente algo mude, nós temos pra quem reclamar. Os dubladores contam as coisas que acontecem no dia-a-dia. Na minha opinião, por mais negativo que isso possa parecer, eu enxergo esse saldo como positivo. Assim podemos cobrar mais profissionalismo.

Sobre o Dragon Ball, realmente a primeira fase foi feita em 1996 na Gota, mas como menos de metade do desenho foi dublado, os únicos personagens que podemos considerar que mudaram de vozes na transição para a Álamo foram a Bulma (quem fazia era a Christina Rodrigues e quem pegou foi a Tânia Gaidarji), o Kuririn (era da Thelma Lucia e passou para o Fabio Lucindo), e o Yamcha (era do Affonso Amajones e ficou com o Marcio Araujo). Os demais personagens: Oolong (era da Fátima Noya e passou para a Angélica Santos), Mestre Kame (era do Jose Soares e quem ficou com ele foi o Gileno Santoro), Rei Cutelo (Cassius Romero e depois João Batista [e mais tarde Silvio Navas]), Pual (Elcio Sodré – Rita Almeida), E Lunch (Raquel Marinho x Márcia Regina), são personagens que tiveram pouco destaque na fase da Álamo. Ainda é fato que a Raquel Marinho e a Fátima Noya, trocaram seus personagens por outros que eram chave e apareciam o tempo todo no anime. Embora sentimos as mudanças, não foram tão drásticas como as que estão pra acontecer: 90% do elenco não vai fazer.

Grande abraço.
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Betarelli, Ivan D. disse...

Lucas -> Além dele, tem o caso também do Campanile, que embora não duble na BKS, me falou que tudo depende da maioria: Se mais da metade do elenco for lá dublar ele também vai, caso contrário não.
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O próprio Wendel falou numa entrevista que não sabia nada da primeira parte da série, apenas que era a Noeli Santisteban que fazia o Goku. E da dublagem da Gota, apenas a Tartaruga Umigame teve a mesma voz: Mario Jorge Montini. O resto mudaram tudo. E acredito que nem tinham como saber, uma vez que a internet era pra poucos em 1999. O único “arquivo” dessa informação era a cabeça dos fãs.

E como vc disse, quando viram o sucesso da série e resolveram trazer a primeira etapa de novo, tomaram por base a versão da Álamo, se bem que a Noeli já morava nos EUA e dificilmente voltaria pra gravar.
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Exato. Mas foram reclamações brandas, pois temos que dar o braço a torcer e dizer que a versão da Álamo foi muito boa. Eu particularmente não gostei somente de duas vozes que poderia muito bem ter sido escalado os profissionais da Gota Mágica.
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Olá Joe;

Ninguém está dizendo o contrário, é claro que estão fazendo o que vc disse, pois relançaram a mesma série, com a mesma história, praticamente para o mesmo público. E pelo menos eu não quero assisti-la simplesmente por ser em HD. Pra mim dá na mesma, já que não tenho uma TV gigantesca de LCD ou LED. Eu quero ver pra relembrar da série, que assisti pela última vez faz uns 2 anos, e sem aquele monde de enrolação. Esse dinamismo maior garanto que vai deixar a série bem mais light de assistir. Eu que sou fã da dublagem brasileira e da japonesa, aproveito duas vezes de um mesmo produto. Ah, e tenho revistas aqui mostrando que o DBZ estreou no segundo trimestre de 1999, e só depois de 2001 que foi pra Band, às 15:30 da tarde.
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Pelo que tenho lido, Nelson, poucos fãs (apenas os mais extremistas) culpam o elenco de dubladores por “não querer” trabalhar na BKS. O fato é como vc disse, mas os fãs sabem que vc dubla eventualmente na BKS, mas não mais na Álamo. Tiraboschi, Eleonora, Flavio Dias, dentre outros, também não. Por isso acredito que estão achando que vc está tentando aliviar o “fardo” da BKS. Inclusive teve fãs que destrataram vc no Twitter. Eu acho que a atitude deles foi precipitada, um mero abuso para com um profissional com um currículo histórico e atual como o seu, que se propõe a falar sobre qualquer assunto e não se intimada ao dar sua opinião, mesmo que ela seja contrária à do resto do mundo. Nesse tempo que me relaciono com dubladores, até agora me deparei com duas pessoas que tem essa postura: Zodja Pereira e você. Não ficam de maneira alguma Pisando em Ovos pra falar. Simplesmente expõem suas opiniões sem pensar duas vezes. A verdade é pra ser dita.

Também acho que a mudança de estúdio é algo que nem sempre possa ser a solução, mas ao que tudo indica, ou o Dragon Ball Kai vai pra Álamo, ou apenas a Tânia e a Raquel vão repetir seus personagens. E se no ano que vem a série estrear com um elenco totalmente renovado, não adianta achar que será um fracasso, pois o desenho é muito bom, e vai conquistar novos públicos. A jogada de Marketing por trás desse lançamento vai ser grande, e embora os fãs antigos a boicotem, um desenho na tela da Globo, é sempre sucesso. Sempre foi e sempre será assim. O que vai acontecer é que quando esses novos fãs crescerem, vão querer saber mais sobre a série e vão achar tudo isso o que está acontecendo hoje (além da versão antiga pra baixar, assistir e comparar), e decidir por si só qual é melhor.

Lord Evil Raiden disse...

Hoje vi no You Tube o episódio 7 do Samurai X.É o episódio da morte do Jin-E.E nele aparece um erro de tradução bizarro:
O Jin-E fala que foi um nobre da Restauração Meiji mas no flashback do começo do episódio aparece com o uniforme do Shinsengumi,que era uma organização a favor do Shogunato.E também fala que na época lutou contra o próprio Battousai algumas vezes sendo que quem lutou contra ele várias vezes na época foi o Saitou.

Betarelli, Ivan D. disse...

É Raiden, esse é um dos muitos "detalhes" dessa dublagem. Mais adiante o Kurogasa aparece de novo em cenas de Flashback, com outra voz, e se não me engano, tem outra citação errada a respeito do seu passado.

Mas o mais "feio" na minha opinião foi a sonoridade do Amakakeru Ryu no Hirameki falado pelo Kenshin e pelo Shogo Amakusa. Cada hora era um nome diferente!

Lord Evil Raiden disse...

A respeito da dublagem do Samurai X,
transcrevo aqui alguns trechos de entrevistas feitas para a revista Henshin em 2001 e 2002 com alguns dubladores da série,falando sobre o processo de dublagem da série:
Wellington Lima(Saitou),edição 26, página 29:
Henshin - Como foi fazer o Saitou?
Wellington - Foi um trabalho difícil e penoso.Eu nunca vi um desenho que não tivesse diálogos curtos.Os textos de Samurai X eram enormes! E,para piorar,o anime veio em japonês.A diretora de dublagem da série sofreu comigo.
Tatá Guarnieri(Kenshin),edição 24, páginas 29 a 31:
Henshin - Como surgiu a oportunidade de fazer o Kenshin?
Tatá - Este foi um dos meus grandes trabalhos.Foi até um acaso meio diferente: num belo dia cheguei na BKS e minha escalação estava lá para fazer o Kenshin sem nenhum teste prévio - junto com o Sanosuke,
que era o Amajones,e a Kaoru,que foi feita pela Denise Popitz.E era divertido,pois nós fazíamos juntos o trabalho e isso enriquece muito a dublagem.
Henshin - O que foi Samurai X para você,já que te marcou tanto?
Tatá - Samurai X é um dos desenhos mais bem feitos em relação à produção e ao visual.Tudo é fantástico,eu tiro o chapéu para seu criador.E um dos grandes lances de Samurai X é a ausência daquela característica agressiva,que normalmente os desenhos japoneses tem - apesar de também ter o lado das batalhas.Mas o Kenshin tem uma parte muito humana e doce com a qual eu me identifico também.
Sabe,aquela coisa de brigar pela justiça custe o que custar.O Kenshin me ensinou muito como personagem,e eu pude dar um pouquinho de mim a ele,meio indignado com as coisas que acontecem no mundo para ele,afinal eu venho de uma geração que não concordava com o caminho que a humanidade tomava,isso no final dos anos 70.Só o fato do Kenshin ter uma espada com a lâmina ao contrário já mostrava sua preocupação de lutar pela justiça sem que houvessem mortes.
Henshin - Você acreditava no sucesso de Samurai X,mesmo sendo um desenho que falava sobre a história do Japão Antigo?
Tatá - Claro! Eu acreditei muito,
inclusive tem a ver com a realidade brasileira.Apesar de ter todo esse aspecto do passado japonês,eu consegui ver claramente toda a história.E o que é mais bacana,é todo o trabalho visual,a magia que estava envolvida na história e a boa resolução de cada capítulo.
Henshin - Houve algum problema com a adaptação de Samurai X?
Tatá - Um dos principais problemas da dublagem destes desenhos japoneses é a adaptação.Os tradutores tem uma certa dificuldade para fazer esse trabalho e para nós,dubladores,a grande dificuldade é com a sincronia que temos que ter com esses desenhos,pois a articulação da boca do japonês é completamente diferente do brasileiro.Então,a preocupação tem que ser em melhorar a tradução e a adaptação dos animes - eu mesmo fui obrigado a cortar ou reescrever determinados diálogos de Samurai X.

Lord Evil Raiden disse...

Parte 2
Denise Reis(Kaoru),edição 32, página 29:
Henshin - Por que existiram tantos erros na dublagem de Samurai X?
Denise - Acredito que foi por causa de falta de informação.A Raquel Siqueira,que traduziu a série, mostrou muito carinho pelo trabalho.
Mas ela não sabia que havia gente que tinha acesso ao original e que algumas características eram tão importantes.Um exemplo disso é o "Oro",do Kenshin,que acabou esquecido.Depois que a série saiu da BKS e foi para a Sigma,esses equívocos tiveram de ser mantidos, pois quase todos os episódios já tinham ficado daquele jeito.
Henshin - Apesar de todos esses problemas de adaptação,foi bom fazer Samurai X?
Denise - Foi maravilhoso! A série me cativou muito,e eu adorei fazer a Kaoru.Adorei a idéia dela ser superforte e,ao mesmo tempo, delicada.Até hoje,o Tatá(dublador do Kenshin) me chama de Kaoru,e eu o chamo de Kenshin.Eu,o Tatá e o Rodrigo Andreatto,que fez o Yahiko,
ficamos muito unidos por causa da série.
Rodrigo Andreatto(Yahiko),edição 33,
página 29:
Henshin - E como foi fazer Samurai X?
Rodrigo - Foi o anime que mais gostei de fazer. O começo foi meio difícil,porque a fita vinha em japonês e o áudio estava dessincronizado.Era muito ruim, tanto que,de todos os dubladores do desenho,só eu e a Denise Popitz,que fazia a Kaoru,gostávamos.Ainda por cima,a dublagem foi bem problemática.Demorou muito tempo para a gente acabar,porque primeiro veio um lote de episódios,daí parou por um tempo,depois vieram mais algumas fitas.Foi assim o tempo inteiro.E uns dois meses depois que terminou a série,veio o filme para a gente dublar.Mesmo com os problemas,foi muito gostoso dublar este anime.A história de Samurai X tem cultura pra caramba.Eu aprendi muito sobre o Japão com ele.

Se eu achar mais alguma dessas entrevistas que tenha algo falando da dublagem de Samurai X,postarei aqui.

Saint Saga disse...

Muitos fãs da excelente dublagem da GM de Dragon Ball estranharam sim na época que estreou a fase Z em Junho de 99 no Cartoon.Mas além de outra geração de fãs foi formada na época ter se acostumado (e pra falar a verdade alguns só gostam da fase Z),os próprios personagens antigos de destaque como já falaram estavam bem diferentes.

Acho que os dubladores substitutos (e hj clássicos da segunda fase) combinaram perfeitamente na fase Z,mas não se enquadram em nada com os personagens na época do Goku criança- o tom da primeira série até a saga do Piccolo era bem diferente,voltada pra comédia.As atuações,por melhor empenho dos dubladores da fase Z ficou forçada

A censura de hoje em dia prejuduicou ainda mais a redublagem,onde tiveram que amenizar as falas ao nível quase infantil (cenas tb foram cortadas na dublagem da GM,mas as falas nem tanto).

Sem contar as más escalações na redublagem.Por exemplo até hoje não entendi porque colocaram o Élcio Sodré no Pilaf se o dublador clássico do personagem ainda dublava na época (fez uma ponta no 13º filme da série Z)

A tradução foi pior que a dublagem da GM,os diálogos as vezes não faziam sentido nenhum.

No mais se tanto a Álamo quanto a BKS tem problemas com dubladores,porque não procuraram outro estúdio com menos problemas como a Dublavideo?

Betarelli, Ivan D. disse...

Obrigado pelo comentário, Saga.

Sábia observação. De 96 até 99, novos fãs já estavam sedentos por animes, e não tiveram parâmetro de comparação com a versão da Gota Mágica. Talvez por isso não chiaram.

Na verdade muitos dubladores estavam na ativa quando da redublagem dos primeiros capítulos do DB. Além do Pilaf (Borges de Barros), e a Mai (Denise Popitz), Shuu (Carlos Campanile) tinham seus dubladores na ativa e dublando frequentemente na Álamo. Sem contar muitos outros personagens.

Abraços.