sábado, 11 de maio de 2013
Conheçam Marcelo Coutinho
quarta-feira, 28 de março de 2012
70 Anos de Gilberto Baroli
Há algumas semanas, a sua filha mais nova, Luciana Baroli entrou em contato comigo, comentando o que planejavam fazer, e se eu tinha algum material de trabalhos dele pra montarem um vídeo; pedido este que foi prontamente atendido, pois eu gosto muito dos trabalhos do Baroli, e venho consumindo (e colecionando) muita coisa do que ele faz há mais ou menos 20 anos. Eis que não só fiquei radiante por poder ajudar a proporcionar esta homenagem, mas também recebi o convite para participar da festa!
Fiquei muito lisonjeado com essa consideração por parte dos familiares, mas era fato que pra mim, que moro há 120 Km da capital, ficava complicado. Mas como ainda tinha tempo, fui amadurecendo a idéia, analisando trajetos pelo Google Mapas, e, vendo que não era um bicho de 7 cabeças - pois fica já na entrada da capital, na Marginal Tietê - e ainda tendo uma colher de chá no dia seguinte, já que dia 19 de Março é dia de São José, feriado, Padroeiro de minha cidade, resolvi criar coragem e participar deste evento.
Chegamos (eu e minha esposa) por volta das 19:30 horas, após algumas "doideiras" do GPS. Toda a família já estava por lá na espreita do aniversariante, que chegaria às 20:00 hs. Cumprimentei a Zodja Pereira e o Hermes Baroli, conhecidos de longa data. Em seguida encontrei a Luciana e seu marido Judô, junto com o Elcio Sodré. Elcio já é um dos meus contatos há algum tempo, inclusive fizemos juntos a gravação de uma entrevista especial para o Grupo Tokusatsu, conforme esta postagem. Pudemos finalmente nos conhecer pessoalmente. Depois cumprimentei o Hiram, o filho mais velho da Zodja com o Gilberto. Assim, procuramos um lugar e nos sentamos, enquanto a Luciana e o Robson Kumode faziam alguns ajustes no vídeo que iriam exibir.
Na hora combinada, chega a Rosinha junto com o marido, e seguem para o outro lado do recinto. Ele nem olhou para o canto esquerdo, onde todos estávamos. Luciana e sua irmã Leticia Quinto foram buscá-los, de modo que assim que entraram, todos em pé o saudaram com o tradicional 'Parabéns', seguido de um MORRA SEIYA coletivo. Ele ficou muito emocionado, pegou o microfone, e começou a dizer algumas palavras de carinho e gratidão por todos que ali estavam.
Do pessoal que eu já conhecia pessoalmente, ali estavam a Marli Bortoletto (que foi embora cedo), e a Úrsula Bezerra. O Elcio veio até onde estávamos e ficamos um tempo papeando sobre a dificuldade em encontrar fotos e informações de alguns dubladores clássicos que já faleceram. A Zodja também chegou por ali e ficamos conversando, pra variar, sobre coisas do passado. Falamos sobre estúdios que não existem mais, alguns trabalhos dos anos 80 e algumas pessoas que descobri recentemente que fizeram dublagem nesta época. Pedi pra que ela me apresentasse a Letícia, que até então eu só tinha contato por e-mail. Uma pessoa muito educada e agradável.
Em seguida, como ainda tinha estrada pra pegar, começamos a nos despedir das pessoas e agradecer o convite. Neste momento, fiquei conhecendo pessoalmente o Diego Lima, um dos dubladores da nova geração, que eu já conhecia por fotos e seguia no Twitter há algum tempo. Ele me reconheceu quando foi se despedir da Zodja, inclusive elogiou meus textos e o meu Blog, sinalizando a postagem sobre os bastidores de dublagem na TVS. Um cara muito gente fina. Só não consegui falar com a Úrsula; quando percebi, ela já tinha saído.
Pude conversar um tempinho com o anfitrião da festa, que inicialmente não se lembrou de mim. Mas também é complicado, pois ele é ovacionado em todo lugar que frequenta, e dado a quantidade de pessoas que ele tem costume de interagir, é difícil mesmo. Se bem que nos falamos ao telefone por algumas vezes, e nos conhecemos pessoalmente no Anime Friends do ano passado, em Julho. Ele me agradeceu muito por resgatar os vídeos de tantos personagens que ele fez ao longo dos anos, com um abraço generoso. Disse que "até a Vovó do Crime vc encontrou?", personagem no desenho Superman Animated, dublado na Centauro em 1997, sob a direção da Thelma Lucia.
E este foi um pequeno registro escrito dessa festa única na vida de quem lá esteve. Vou ver se consigo o vídeo da homenagem com algum familiar, pra postar por aqui. Houveram muitas fotos antigas, bem interessantes, sem contar alguns testemunhos de fãs, amigos e familiares.
Saúde, sucesso e longa vida, Gilberto Baroli!
Personagens dublados por ele que eu consegui encontrar em meu acervo pessoal:
2ª voz do Robô - Perdidos no Espaço - A.I.C.-SP (agradecimento especial à Marco Antonio dos Santos);
Sargento Ibúki - Changeman - Álamo;
Aigaman - Jaspion - Álamo;
Kekábi - Lion Man - Álamo;
Dokussái - Jiraiya - Álamo;
Jissatsunóide - Jiban - Álamo;
Chefe Sugáta - Maskman - Álamo;
Fantasman - Spielvan - Álamo;
Saga - Cavaleiros do Zodíaco - Gota Mágica;
Coronel Red - Dragon Ball - Gota Mágica;
Ceres - Guerreiras Mágicas de Rayearth - Gota Mágica;
Hudler - Fly, o Pequeno Guerreiro - Gota Mágica;
Scórpio - Samurai Warriors - Gota Mágica;
Kilokhân - Super Human Samurai - Gota Mágica;
Vovó do Crime - Superman Animated - Centauro;
Dodória - Dragon Ball Z - Álamo.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Voltando a ativa
Mais um ano se passou e este espaço já comemorou sua segunda primavera. E, por incrível que pareça, recebo relatórios semanais - mesmo ficando algum tempo sem postar nada - mostrando que o número de visitas são corriqueiras e satisfatórias. Já vinha pensando em algum tipo de “comemoração” deste segundo aniversário (e do terceiro que já não está tão longe...), mas a falta de tempo costumeira não foi revertida em prol do blog. Várias coisas passaram pela cabeça, como, no mínimo, uma reformulação, mas não poderei mexer com isso neste momento.
Venho passando por várias mudanças na minha vida pessoal e profissional, o que acaba limitando o meu tempo dedicado ao hobby. É sempre bom deixar claro que normalmente a palavra HOBBY é amarrada a algo descolado, sem preocupações ou compromissos, mas sem deixar de lado a seriedade e o bom senso. No meu caso, é exatamente o inverso. Sempre soube, desde que comecei a pesquisar e escrever sobre os assuntos que abordo frequentemente por aqui, que havia campo – e também uma certa necessidade – de desempenhar aquilo que faço. Ao mesmo tempo, sei que não sou indispensável para o mundo da dublagem em si, mas fico contente em poder colaborar, mesmo que pouco, para que a época em que vivi e mais consumi essa arte seja disseminada e explicada. Outra coisa que me deixa animado, é saber que tem gente que, do seu jeito, faz também um ótimo trabalho, pesquisando, analisando, catalogando e conversando com os profissionais que há tanto tempo nos brindam com produções ímpares. Cito um exemplo do amigo Gerson Ferreira e seu site Casa da Dublagem, que faz atualizações frequentes.
Estou focando os tais acontecimentos (todos muito bons, graças a Deus) em minha vida fora da rede, seguindo o curso natural da evolução. Pretendo mudar algumas coisas em um dos meus trabalhos, começar outras e planejar o fim de determinadas funções em médio prazo. Por trabalhar em dois lugares, estou sempre no emprego “A”, acompanhando o que acontece no serviço “B”, e vice versa. Não vou ser hipócrita e dizer que trabalho feito louco, mas os afazeres são constantes, a ponto de passar uma semana e eu não ter tempo nem de dar uma zapeada pelo Facebook. Orkut e Twitter já são praticamente coisas do passado. Só não encerro mesmo por dó. E, tendo um dia de jornada inflexível como os que eu venho tendo, quando chego em casa, normalmente após as 18:00 hs, não dá muita coragem de assumir esse terceiro tempo de minha empreitada.
Já nos fins de semana, existem obrigações que um homem casado (e até mesmo os solteiros) tem que resolver: um chuveiro necessita de uma limpeza aqui, uma troca de torneira ali, um ventilador acolá, enfim. Como bom Taurino que sou, ser sistemático e não ter ânimo pra começar algo que saiba que não vai conseguir terminar, acabo deixando pra outra hora. Até tentei reverter esta situação, me policiando neste sentido, mas se eu dou inicio há alguma coisa e tenho que parar sem concluir, isso resulta num mau humor insuportável, algo que sinto que faz mal pra mim e pra quem está perto – entenda-se esposa.
Mas não estou redigindo este texto pra reclamar não. Só uma pitada do que realmente eu penso e acontece em minha vida. Por este motivo também, acabo não conseguindo dar uma continuidade para conversas com amigos de longa data, novas amizades ou coisa do tipo. E assim vai, e os meus planejamentos para o futuro visam corrigir essas ações falhas, mas seria uma utopia pensar que tudo vai acontecer do jeito que eu vou prever. O Caminho é sempre tortuoso.
No mais, peço desculpas para aqueles que podem estar esperando algo mais de mim, mas estou longe de deixar a peteca cair. Só dei um breque, pra tentar me estruturar melhor, e voltar a pesquisar e postar num ritmo coerente. E essa hora chegou novamente. É hora de recomeçar. Como todos dizem que o Brasil só começa a funcionar após o Carnaval, então vamos lá. E notícias e novidades eu tenho bastante, inclusive novas descobertas, mas falta alguma coisinha pra ficar completo e virar uma publicação. E, fazendo uma jogadinha de marketing, digo-lhes que não perdem por esperar. Estou por aqui, devagar mas sempre. Um e-mail pra dublador aqui, uma ligação telefônica ali, alguns projetos de encontros pessoalmente e novas amizades sendo feitas nas redes sociais. Até a próxima postagem!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Conhecendo a Álamo
Tudo começou com a notícia bombástica veiculada no começo do mês de maio, à respeito do fechamento da empresa. Através do Twitter, Hermes Baroli, um dos primeiros a ficar sabendo, comunicava a todos a triste realidade . Foi um choque total para os fãs, para os dubladores, e também para os colaboradores da empresa. Automaticamente, o assunto repercutiu por todos os cantos, e inúmeras suspeitas foram levantadas - a maioria delas sem fundamento algum: falência, inadimplência, má administração, dentre outros. Comunidades no Orkut, fóruns de discussão, sites especializados e pessoas comuns, por intermédio das redes sociais, começaram a correr atrás de respostas sobre o porque de um acontecimento desta magnitude, jamais imaginado.
Para mim foi um choque. Confesso que travei, minha mãos se congelaram, o coração disparou, a garganta se afunilou, e não contive as lágrimas. Sentimento este que está se repetindo neste exato momento, ao relembrar. Como pode um império construído com tamanha solidez, por quem sabia o que estava fazendo, simplesmente acabar? E por que? Depois de alguns anos críticos para a arte (segunda metade dos anos 2000), aparentemente tudo havia se encaixado; o trabalho existia, a demanda era crescente, e além de tudo, jamais a empresa havia sequer dado indícios de algum tipo de problema interno que resultasse nesta atitude.
Aos poucos, relatos de dubladores (e até mesmo de funcionários) começaram a aparecer, e as primeiras teorias maldosas começaram a ruir. Não havia declaração de um porta voz oficial, mas era sabido que, analisando o cenário atual, o modelo atual da empresa - a nível estrutural - não era mais compatível com este mercado, e estratégicamente, a pessoa a frente do conglomerado havia decidido colocar um ponto final e "terminar" de uma forma digna e coerente, do que insistir na tentativa e possivelmente acabar como os demais estúdios históricos, que fizeram muito sucesso em suas épocas, e tiveram finais nada gloriosos. Nelson Machado teve a oportunidade de ficar cara-a-cara com com esta pessoa, numa das mais emocionantes entrevistas que pude presenciar:
Alan Stoll, o proprietário da empresa, leu o meu texto e me contatou, via Facebook e e-mail, agradecendo as palavras de um simples simpatizante para com o produto que era concebido dentro das dependências de sua organização. E assim, inesperadamente, diante de todos os problemas que vinha enfrentando, encontrou uma brecha e me convidou para conhecer a Álamo. Não é possível descrever com palavras o que senti ao ler aquela mensagem, que está guardada até hoje em minha caixa de e-mails.
Na data mencionada anteriormente, segui viajem rumo à São Paulo, optando por transporte coletivo rodoviário. Chegando no terminal do Tietê, embarquei no metrô e segui o meu trajeto com sentido à estação Vila Mariana. Cheguei por volta das 15:00 horas. Em frente ao prédio, do outro lado da rua, fiquei um tempo admirando a fachada, que guardava o tom clássico de uma construção civil dos anos 70. Particularmente gosto muito desse modelo de prédio. Então, tomei coragem e atravessei a rua, rumo à portaria/ interfone.
Tirei algumas fotos da parte externa:
No caminho, saindo da recepção, estava a Úrsula Bezerra. Já tinha trocado algumas mensagens com ela pelo Facebook, e pudemos nos conhecer e ter uma conversa bem rápida, pois ela estava atrasada e precisava ir ao banco.
Resolvi deixar todo mundo a vontade, e fui para o lado de fora. Comecei a mexer na câmera, analisando as fotos que tinha tirado, e quando olho para rampa, vem chegando ninguém menos que a Rosa Maria. Arregalei os olhos e não acreditei. Ela falou "oi" pra quem tava ali fora, olhou para mim (que estava justamente na porta), subiu o degrau da recepção, voltou e me disse: "Ivan Betarelli, o que você está fazendo aqui?" Travei. Literalmente. O Well, que estava sentado mas prestando atenção, se levantou e foi até lá também, e disse que "sabia que conhecia o meu rosto". Fiquei nervoso, espantado e feliz ao mesmo tempo. A emoção de conhecer um ídolo é uma coisa, mas ser reconhecido por este não dá pra explicar. Mas como já era um pouco tarde, e eu tinha que fazer todo o trajeto de volta, não deu pra conversar praticamente nada.
No meu trajeto de volta, ficaram as lembranças das pessoas que vi e conversei, e um sentimento estranho de nostalgia, o que normalmente a gente sente de algo que já passou, ou de algum lugar que já esteve. No tempo que fiquei passeando por lá, sentia algo parecido com saudade, como se há muito tempo eu não estivesse naquele local. Vai ficar pra sempre na lembrança o dia em que pude estar no mesmo lugar onde estiveram inúmeros ídolos ao longo de tantos anos. O que conforta um pouco são as palavras do Alan no vídeo do Nelson, onde ele diz que "a Álamo não está acabando, e sim se reestruturando, para quem sabe, uma possível volta no futuro, num formato mais compacto, que é o necessário".
Mais uma vez agradeço principalmente ao Alan Mark Stoll, por ter me concedido esta chance única de ver um pouquinho do que foi tudo aquilo, ainda com os estúdios montados e equipamentos funcionando. Um grande abraço e o desejo de sucesso em sua carreira, independente daquilo que resolver fazer em sua vida daqui pra frente, Alan. Muito obrigado do fundo do coração.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Alexandre Reinecke, a Terceira voz do Lion Man Branco
Não é errado dizer que esta foi uma das produções que menos se destacou mediante a avalanche de super heróis de roupas coloridas - ou compostas de fibra de vidro tentando imitar o metal. Mas com certeza animou as manhãs e tardes dos seus inúmeros telespectadores, e que até hoje tem seus fiéis seguidores, lembrando com saudosismo as aventuras do Leão Laranja/ Branco.
É valido comentar que esta série teve uma passagem um pouco conturbada e até certo ponto desorganizada no Brasil. Mas tal fato, guardadas as devidas proporções, também aconteceu em seu país de origem. A série original, Kaiketsu Lion Maru - o de cor BRANCA - começou a ser exibida no Japão em 01/04/1972 e encerrou-se no dia 07/04/1973, totalizando 54 episódios. Produzida pela P-Production, sucedeu o herói Spectreman, outro conhecido das crianças brasileiras que assistiam a TVS, em meados dos anos 80. No geral, teve uma repercussão considerável, o que ocasionou uma espécie de continuação.
Então, na semana seguinte, em 14/04/1973, Fuun Lion Maru - o de cor LARANJA - estreava na Fuji TV, sendo finalizada com apenas 25 episódios, no dia 29/09 do mesmo ano. Esta nova versão, contava com o mesmo protagonista da anterior, Tetsuya Ushio, sob o mesmo alter ego Dan Shishimarú/ Lion Marú, e também seguia o mesmo padrão de narrativa: um jovem herói solitário, com poderes misteriosos, se levantava abertamente contra um império inimigo que pretendia tomar o Japão, e no decorrer de sua jornada, era auxiliado por uma jovem e um garoto. Sem muita amarração com a história pioneira, em alguns capítulos dava a entender que os fatos ocorridos na "fase" Kaiketsu eram apenas ilusões ou sonhos, visto que em determinado episódio, o Leão Branco aparece em frente à Shishimarú, invocando-o, numa espécie de dejavú. Havia um outro personagem que constava nas duas versões, Tiger Joe, que também acabou sendo incluído na continuação de forma avulsa.
01 - Orotí, o Enviado de Satan;
02 - Derrubem o Monstro da Montanha;
07 - Ataque à Montanha de Ouro;
08 - O Nascimento do Diabo e o Homem Monstro;
09 - O Vampiro Zumbi Chama os Mortos;
11 - Gamakiriân, o Lobo do Inferno;
12 - O Buraco do Mar e o Monstro Kirôji;
13 - O Monstro Peixe;
14 - O Monstro Errante Nezugânda;
22 - A Flauta Roubada.
A dublagem também teve seus detalhes. Falando inicialmente do Leão Laranja, nos primeiros 08 capítulos, o herói - que teve seu nome abreviado/ adaptado para Dan Shimarú/ Lion Man - , foi dublado pelo Nelson Machado. Seus amigos Shinobú (Lucia Helena Azevedo) e Sankíti (Hermes Baroli); e seus inimigos, Mântor do Diabo (Muíbo Cury e depois Borges de Barros) e Agdár (Gastão Malta), compunham o elenco principal de dublagem, sob a direção de Gilberto Baroli, na Álamo.
A partir do capítulo 09 até o final, quem assumiu o protagonista foi Leonardo Camillo. E um fato no mínimo curioso, é que a partir do episódio 17, um novo e aloprado aliado surgia no seriado: Nijíno Nanáiro, e este era dublado por ninguém menos que o próprio Nelson Machado. Só depois de muitos anos é que ficamos sabendo que em 1989, Machado se desligou da empresa e teve que ser substituído no personagem principal, mas algum tempo depois voltou a trabalhar na casa, e não fazia sentido em tirar o Camillo - que já vinha dublando frequentemente - e reescalá-lo para voltar a fazer o herói.
Quando o capítulo 01 do Leão Branco foi ao ar, novas surpresas. Embora a moça e o menino fossem outros atores, as mesmas vozes - Lucinha e Hermes - foram mantidas. Talvez para dar um clima de continuação. E também o Camillo reprisava seu papel. Nos vilões, tínhamos mudanças: Baroli fazia o Diabo Gózun, e Mauro de Almeida o Devil Nôba, numa interpretação muito bem colocada para um vilão, no mínimo curioso. Eis que a partir do espisódio 02, o herói muda novamente de voz, e com esta seguiu pelo menos até o último capítulo exibido (ou gravado por algum fã), o 22.
Muito obrigado àqueles que me ajudaram a desvendar um dos maiores mistérios da dublagem das séries japonesas: Hermes Baroli, que mesmo sendo criança na época ligou o timbre à pessoa, e Lucia Helena, por ajudar a confirmar a informação. Há quatro anos venho pesquisando sobre o dono desta voz, e finalmente consegui resolver mais esta questão.

