segunda-feira, 21 de março de 2011

Homenagem póstuma à Carlos Alberto Amaral

Não era desta forma que eu planejava redigir essa postagem, mas essa informação me pegou totalmente desprevinido. Semana passada fiquei sabendo do falecimento precoce do grande Carlos Alberto Ferreira do Amaral, aos 63 anos de idade.

Nascido em 02/05/1946 e natural de Fortaleza - CE, veio para SP ainda pequeno, com seus pais. Começou sua carreira artística no início da juventude, aos 14 anos, trabalhando como cantor de boates. Mais pra frente, formou-se Jornalista e começou a trabalhar como radialista na Rádio Tupi. Daí para frente, até chegar na dublagem, passou pelo caminho natural na vida de um artista, conforme as portas foram se abrindo e oportunidades foram aparecendo.

Seu trabalho chegou até mim em 1988, como narrador substituto do grande e saudoso Francisco Borges, no seriado Flashman, dirigido pelo inigualável Líbero Miguel. Daí pra frente, todas as séries japonesas, com exceção da última, que foi Black Kamen Rider, ele narrou, e muitas delas também dirigiu. Metalder, protagonizado por Tatá Guarnieri e Christina Rodrigues foi um de seus trabalhos na direção. Seu timbre de voz, forte e grave, contava as aventuras dos heróis japoneses no auge deste nicho de produção na TV brasileira, no finzinho dos anos 80 e comecinho dos anos 90.

Após o fim da febre, em 1992, sua voz praticamente desapareceu do cenário da dublagem. Até este ano, vários filmes feitos na Álamo principalmente, mas também em outros estúdios contavam com sua participação, seja num pequeno personagem, numa narração, ou num protagonista/ antagonista. E assim como notei o desaparecimento do Carlos Laranjeira da arte, também sempre indaguei por onde andaria o Amaral.

Dezoito anos se passaram, e ninguém mais sabia do paradeiro deste profissional. Muitos o davam como falecido, como faziam com o José Carlos Guerra, que está firme e forte de saúde, e o melhor: dublando.

Em 2009, um rapaz postou na comunidade dedicada ao dublador esta foto que coloquei no post, dizendo que ele estava bem, na ativa, e trabalhando numa Rádio da cidade de São José dos Campos. Fiquei extremamente feliz, e saí em busca de uma forma de contatá-lo, pois o trabalho dele marcou de maneira positiva minha infância e adolescência. Não demorou muito e consegui o seu telefone. E liguei.

Confesso, sem vergonha alguma, que fiquei muito nervoso ao discar seu número, pois no fundo eu relutava em acreditar que era o mesmo Amaral dos anos 80/ 90, e não fazia nem idéia de qual seria sua posição relativo à um fã de trabalhos de quase duas décadas. Mas não exitei, e mesmo nervoso e com a voz "trêmula", liguei.

Ele me atendeu com a maior boa vontade do mundo, e eu fiquei muito contente e senti uma coisa inexplicável ao ouvir sua voz depois de tantos anos. Era como se eu tivesse entrado num túnel do tempo! Conversamos por uns 20 minutos, sobre muita coisa, e peguei seu e-mail/ MSN para papearmos mais vezes.

Falei pra ele que era fã do trabalho dele, que marcou minha vida, perguntei se ele lembrava das séries japonesas, ele respondeu que "claro", e quando comentei que a Focus Filmes estava lançando os seriados em DVD, ele ficou muito feliz e disse que "queria isso pra guardar e mostrar para os netos". Falou um pouco sobre a sua vida após o afastamento da Dublagem, e me contou que estava trabalhando naquilo que mais gostava, que era no rádio.

Assim, adicionei-o no Messenger e papeamos por umas cinco ou seis vezes. Tinha dificuldade na digitação, mas nada que atrapalhasse nossa comunicação. Maquei então de fazer uma entrevista com ele, focado na sua carreira e especialmente nos seus trabalhos em dublagem. E essa entrevista aconteceu, mas infelizmente, por um desleixo meu na época, eu parei de contatá-lo por alguns motivos pessoais, mas sonhava um dia em terminar essas perguntas. Mesmo inacabada, o teor do bate papo ficou interessante, e estou preparando esse texto para publicar no blog em breve.

Abro um parêntese inclusive pra contar que havia comentado com ele que hoje em dia os fãs - além de conhecerem - idolatram os dubladores, e que existem eventos que são alavancados somente pela aparição dos atores em público, conversando, contando fatos, relembrando, enfim, todo o cenário atual que tirou os dubladores do anonimato e literalmente os colocou na mídia. Cheguei até a indagar se ele gostaria de participar de um evento desses, tipo o Anime Friends, e ele me respondeu que "Acho que seria legal, poderia ir sim, sem problemas." Fecho o parêntese com peso na consciência por não ter feito a conexão entre ele e os organizadores do evento prontamente.

Pois bem, passados mais de hum ano e meio desde nosso último contato, que aconteceu no dia 06/08/2009, com a confirmação de que a série Jiban seria lançada em DVD, e que a distribuidora que importou a série nos anos 90 não tinha mais a posse das fitas que ficaram com a Rede Manchete, automaticamente pensei nos últimos dois capítulos que a emissora nunca exibiu e que provavelmente receberiam uma nova dublagem, pra não deixar o seriado inacabado. Imaginei: "o Amaral tem que participar disso!", e novamente fui tentar falar com ele.

Primeiramente, número de telefone não existe (desligado). Em seguida, comecei a me lembrar que havia um bom tempo que ele nunca mais aparecera on line no MSN, e nem respondia meus e-mails. Também lembrei que há mais ou menos dois meses, postaram no Orkut perguntando se era verdade que ele havia falecido. Já comecei a me preparar pelo pior...

... e era verdade. Pouco mais de 3 meses depois que nos falamos pela última vez, no dia 19/11/2009, falecera Carlos Alberto Amaral. Foi um choque, pois ele parecia tão bem, e de repente, 90 dias depois tinha falecido? Não me conformei. Mas assim é a vida, e esta é a única certeza que temos dela.

Nos últimos anos ele era um dos âncoras do Jornal da Manhã da Rádio Metropolitana de São José dos Campos, também conhecida como Rádio Eldorado. Ao lado de Lando Brito e Florivaldo Rocha, prestavam serviços à comunidade e se inteiravam de tudo o que acontecia na cidade, e botavam em pauta - em sua maioria - os assuntos políticos, sempre buscando alertar o cidadão das atitudes do poder público do Município.

Consegui contato com o Florivaldo, que também me atendeu com uma boa vontade de um anjo, pra falar sobre o falecimento do amigo.

"Ivan, foi um choque para todos nós, pois ele estava bem de saúde, e de uma hora pra outra foi internado e faleceu. Até hoje sentimos sua falta, e não conseguimos acreditar nisso tudo. É notável a falta que ele faz no programa, basta ouvir a rádio. Muito daquilo era característica dele", conta.

Justamente no inverno de 2009, Amaral adoeceu por causa de uma forte gripe, que atacou seus pulmões. E foi uma gripe mal curada, daquelas que não chegam a sarar e voltam com maior intensidade. Paralelo à doença "sem importância", havia o fato de que ele fumava demais. Demais mesmo. O médico já havia alertado sobre o risco do excesso do cigarro em sua vida, mas ele se negava a abandonar a nicotina. Era um fumante inveterado, incapaz de controlar seu vício. Fumava, inclusive, nos pequenos intervalos de dois à três minutos do programa, que era o suficiente pra ele se aproximar da janela do estúdio e acender mais um, conta Florivaldo. "Ele mesmo dizia que preferia morrer do que parar de fumar. Que ele não abdicava do prazer do vício".

A gripe voltou mais forte e aliada à deficiência dos pulmões pelo excesso de uma vida inteira de um fumante, ele foi internado as pressas em São José. Deu uma leve melhorada, mas uma nova recaída o atacou. Foi transferido para a Capital, mas já sem muitas chances de sobrevivência. Faleceu de forma relâmpago, e foi cremado e sepultado imediatamente. Inclusive o próprio Florivaldo não foi avisado a tempo e não pode comparecer ao seu funeral.

Eu acompanhei por vários meses o Jornal da Manhã, só pra ouví-lo, e cheguei até a gravar um trecho do programa com a voz dos três apresentadores. Clique aqui e ouça.

Já no começo do segundo semestre de 2009, quando papeávamos, ele havia me contado que estava se aposentando, e ia realizar um sonho de infância, o de ir morar na roça. Um dos apresentadores, o Brito, depois que ele saiu, vivia mandando recados em tom de brincadeira para ele e sua atual esposa. E numa das vezes que eu ouvi, ele disse "Fátima, segura o Amaral com esse bendito vício do cigarro dele, senão já viu, hein?".

Foi uma grande perda. Uma pena. Quem pôde ouvir sua voz inesquecível, vai sempre se lembrar do lendário Narrador dos Tokusatsu.

Carlos Alberto do Amaral, esteja com Deus.

20 comentários:

MarciaCowboy disse...

Nossa que a alma dele descanse em paz =( como to participando do BBD3 do forum, então não tem como postar lá =P

Mas enfim, infelizmente eu não lembro da voz dele =(, pelo previsto o ano de 2011 já começou com umas perdas na area da dublagem que é uma pena =(

Betarelli, Ivan D. disse...

Oi Marcia, obrigado pelo comentário.

Como eu disse na postagem, eu fiz uma entrevista com ele, que devo publicar em breve, e aí colocarei um vídeo com uma interpretação dele.

Até!

Michel disse...

Muito triste essa notícia, do falecimento do Carlos Alberto. Mesmo no Japão, era raro alguém narrar continuamente tantas séries tokusatsu, como fez o Carlos. Ivan, deve ter lhe batido um arrependimento de não ter continuado o contato com o Carlos, não? Mas me responda uma coisa, se o telefone dava como inexistente, de que forma você recebeu a notícia?
E mudando de assunto, como fica a questão desses dois episódios inéditos de Jiban, vão ser redublados mesmo ou apenas legendados? E alguém já descobriu se eles haviam sido realmente dublados na época?

Spyker disse...

Mais um dos grandes que o terrível vício da nicotina nos leva. Já tivemos perdas de gênios no passado, como Darcy Pedrosa e Amaury Costa por causa desse prazer mortal. Agora o nosso grande Carlos Alberto. Se não fosse por você, Ivan, nós teríamos conhecimento dessa lamentável baixa com pelo menos 3 ou 4 anos de atraso. Por causa de gente como você que nos informa é que temos acesso às notícias, sejam elas boas ou más sobre os dubladores que tanto gostamos. Fato é que a voz do homem era fantástica, e suas narrações, principalmente em "Jiraiya" eram estupendas, com um entusiasmo contagiante. Ouvir sua voz é sempre sinônimo de nostalgia, emoção e uma mescla de muita coisa legal. Só posso desejar que esteja em bom lugar e que descanse em paz o Mestre Amaral.

Betarelli, Ivan D. disse...

Fala Michel!

Sim, bateu um baita arrependimento em ter "deixado de lado", justamente por uma frase que ele citou a meu respeito, na entrevista, que vc vai ver logo logo por aqui. Doeu o coração...

Na verdade, eu vi um video no Youtube onde uma pessoa comentou "pena que ele já faleceu" ou algo do tipo. Daí assustei e fui querer saber, ligando. Foi quando o número já não existia mais. Daí procurei um dos outros apresentadores da rádio, e consegui as informações pra postar.
Sobre os 2 últimos eps. do Jiban, a Focus vai mandar dublar. Agora, o mistério em torno da eventual dublagem disso na época continua. Eu acho que foi, mas não tenho como provar.

Spyker -> infelizmente é mais uma voz que ficou gravada na nossa memória. E as narrações dele eram estupendas e emocionantes, como bem disse você. Até!

Marcelo Almeida disse...

Realmente, uma das maiores perdas, é díficil falar de tokusatsu, sem lembrar das locuções fantásticas do Carlos Alberto Amaral, até os previews dublados por ele eram bem emocionantes.

Lembro que me interessei em saber os nomes dos dubladores de tokusatus em 2007, tinha alguns dubladores na minha lista de contatos no orkut, perguntava, ninguém sabia o paradeiro. Só em 2008 que fiquei sabendo que ele tava vivo e trabalhando na Rádio Metropolitana, graças a um colega de trabalho que trabalhava na mesma, quando soube fiquei muito feliz.

Sobre o final de Jiban, se eu assistir com dublagem nova, só vai ser por curiosidade, acho bem difícil conseguirem fazer um trabalho do mesmo nivel, e Carlos Laranjeira e Carlos Alberto do Amaral são isubstituíveis.

Betarelli, Ivan D. disse...

Oi Marcelo, há quanto tempo!

Realmente, tinha "A" voz de narrador. Se vc ficou feliz apenas por saber que ele estava vivo, imagine minha emoção ao falar com ele ao telefone? Não tem preço.

Também concordo com sua opinião referente ao final do Jiban. Eu ainda acredito que se pensarem bem, poderão fazer uma bela dublagem, aos moldes da que foi feita nos anos 90, mas vai valer mais a título de curiosidade mesmo, pois o Laranjeira era explêndido.

Anônimo disse...

escrevi um texto enorme sobre o poste, mais o blogger fez questão de dar erro e apagar tudo.

resumindo o que eu escrevi, não se culpe por não ter conseguido chama-lo para um evento, esteja certo de que você deixou-o feliz no fim da vida em saber que o seu trabalho intenso em dublagem não foi envão, e que muitos fãs como você Ivan lembram do trabalho dele com carinho, e pode crer que esse reconhecimento, mesmo que tardio, fez ele mais feliz nos últimos meses de vida.

Um abraço.

Betarelli, Ivan D. disse...

Valeu Gerson, obrigado pelas palavras. Abraço!

Anônimo disse...

Procurando o nome do Amaral no Google, deparei-me com o seu post e descobri o que tinha acontecido com ele. Que pena.
Fomos namorados no ano de 1991, qdo ele estava recem divorciado da D. Sueli, 1ª mulher dele e mãe dos filhos dele. Foi uma época mto feliz e foi ele quem me deu forças p/ enfrentar mta coisa naquela época.
Infelizmente por motivos alheios a minha vontade e a dele, nos impediram de ficarmos juntos.
Fica aqui algo que marcou nossa relação a música My Way (Sinatra),
That's What Friends Are For (Dionne Warwick) e You Are Everything (Rod Stewart).
Deixo tb aqui um gde abraço ao fabuloso amigo Flávio Dias tb dublador e um gde ator, que naquela época dividia um apartamento no Sumaré com o Amaral e que presenciou mtos momentos da nossa relação.
Minha mensagem à ele, esteja onde estiver: Amaral, descanse em paz e obrigada, você sabe porque; só tenho pena que vc não tenho tido a coragem que era preciso qdo estavamos juntos.

Anônimo disse...

alguem sabe dizer se a atual mulher do amaral era a dubladora fatima noya?

Betarelli, Ivan D. disse...

Anônimo 1 -> Olá, obrigado pelo seu comentário. Legal saber que algumas das pessoas que fizeram parte da vida dele ainda se lembram de sua pessoa e deixam comentários. Recentemente recebi uma mensagem da filha dele também. Vc citou o Flavio Dias, que também é um amigo meu, e acho que ele gostaria de saber mais sobre você, caso tenha interesse. Caso queira, entre em contato comigo que eu faço essa ponte de ligação.

Anônimo 2 -> A última esposa dele se chamava fátima, mas NÃO era a Fátima Noya dubladora. Moravam em São José dos Campos, e há muitos anos ele estava desligado de tudo o que se refere a dublagem.

Anônimo disse...

É realmente uma pena ele ter morrido. Ele era uma dos melhores dubladores do Brasil.A voz dele era marcante e se destacava nas séries japonesas.Realmente foi uma perda e tanto para a dublagem brasileira.Os fãs do trabalho de vão sentir muito a falta dele.
Eu só tenho mais uma coisa à dizer:
Descanse em paz Carlos Alberto Amaral.

Vava disse...

Relendo os comentários dessa linda homenagem ao meu pai, algumas informações estão incorretas. Ele faleceu dia 19/06/2010 no Hospital São Paulo.
A última mulher dele não era Fátima, e sim Rita de Cássia, onde moravam em São José dos Campos.
Agradeço em nome dos meus irmãos e de toda família o carinho que tinham por ele e pelo seu trabalho eternizado pela sua voz. Sinto muita falta.
Hoje, oficialmente completaria 69 anos (mesmo que em registro seja 02/05/1946 - por motivos escolares na época), nasceu em 01/09/1946.
Mais uma vez Ivan, obrigada por deixar sempre em evidência o trabalho e dedicação do meu pai.
Abraços,

Vanessa Simão do Amaral, filha caçula do grande Sr. Amaral.

Melissa Simão disse...

Oi Ivan!
Parabéns pelo blog!

Esclarecendo a data de falecimento dele, ele faleceu dia 19/06/2010!
;)

Bjo e suce$$o!

Anônimo disse...

Eu sou a anonima de 9 de fevereiro de 2012 09:09

Depois da nossa grande paixão, 24 anos se passaram , e até hoje é impossível esquecer o que vivemos. Obrigada por tudo. Amaral, se eu tivesse voltado a falar com vc depois de todos esses anos eu te agradeceria por ter me dado tanto amor, tanta paixão. Por vc, no auge dos meus 24 anos, larguei um casamento falido, deixei tudo para trás, a nossa diferença de idade (minha e sua) era enorme, tão grande qto a paixão alucinada que eu tinha por vc
e que nunca me arrependi de ter vivido e de ter largado de tudo p/ ficar com vc. Infelizmente o que não faltavam eram mulheres atrás de
vc. De qq forma, tudo que nós dois vivemos está gravado por toda a eternidade em minha memória. Saudades de vc
querido. Fique em paz.
https://www.youtube.com/watch?v=zHcIxoOuqpo

Carlos.Alberto Ferreira disse...

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Anônimo disse...

Anonima de 9 de fevereiro de 2012 09:09
Procurando por noticias sobre o Amaral, achei esta página que fala sobre o falecimento dele. Eu acho que sei quem vc é? Vc era aquela moça novinha, alta, magra, pele branquinha, que tinha um cabelo preto pela cintura, estilo Cleopatra e que morava perto da casa da ex-mulher dele? Se for vc, ele falava muito de vc para mim, mas infelizmente naquela época ele cagava de medo da Sueli, com quem, como vc deve saber ele tinha 3 filhos. Ele era um grande cara, mas infelizmente naquele tempo se deixava levar muito pela opinião dos outros, e para além de cagar de medo da Sueli, a filha pequena dele pentelhava a vida dele pra cacete, e ele admitia. A gente falava muito sobre vc, ele queria assumir a relação mas foi covarde, teve medo. Foi pena porque vocês faziam inveja para todos nós, todo mundo queria viver uma paixão semelhante a que vocês viveram. É assim a vida, quem tem chance de viver um grande amor como o que vocês viveram, não dá valor e deixa passar, mais tarde se arrepende. Que ele descanse em paz e que você também tenha seu coração porque ele te amou pra cacete menina! Abçs apertados.

Anônimo disse...

Anônimo de 10 de novembro de 2016 11:54
Obrigada pelas suas palavras. Sim sou eu mesma essa pessoa que você descreveu.
O Amaral era mesmo uma pessoa fabulosa, foi o grande amor da minha vida e vivemos mesmo uma grande paixão, foi pena realmente ele não ter tido cabeça suficiente não só para se livrar do domínio da ex e dos filhos, como ter se deixado levar pelas mulheres que viviam atrás dele feito abelha em cima de mel. Um dos motivos pelo qual nossa relação acabou foi a ex dele e os filhos e a mulherada que era um inferno em nossa vida. Era difícil administrar tudo aquilo.
Depois quando ele se mudou para o interior me procurou muitas vezes para que eu fosse morar com ele lá, mas aí infelizmente a relação já tinha se deteriorado. Ficaram as lembranças que são imensas, maravilhosas e inesquecíveis. Duvido que alguém tenha vivido com ele o que eu vivi.
Enfim, é a vida, tudo acaba. Felicidades para vc e obrigada pelas suas palavras.

jvstunts disse...

Olá, me chamo Victor Carvajal, e eu sou o rapaz que trabalhou com o Amaral na Metropolitana e postou na comunidade do Orkut que ele estava bem na época. Se não me engano, essa foto quem tirou fui Eu, e havia postado na comunidade. Realmente se passaram mais de 10 anos. Meu Deus. Fui seu operador de mesa, no programa que ele apresentava na Metrô antes do Jornal com o Lano e o Florivaldo. Era o programa "atitude. Lembro-me que sempre começava com a trilha de My Way do Frank Sinatra. Ele fumava seu cigarro na janela da rádio, e jogava a bituca no telhado do COI kkkk, que era ao lado. Saia da vinheta e ele vinha soltando a fumaça no corredor na introdução da música. Sentava e começava : "Muito bom dia, começamos com mais um "Atitude" pelas ondas dos 1290khz..." com aquela voz potente e grave. Sempre pensando no bem estar do Idoso. Um dos chavões do início do programa, era um recado pro prefeito de SJC doar as antigas torres da Encol para a construção de moradas pro Idoso. Foi maravilhoso trabalhar com ele. Como eu estava começando, e o salário era muito baixo por sinal. As vezes ele me comprava cigarro. E entre um comercial e outro, ele chegava em mim e dizia:
"Comprei um maço pra vc e um salgado,pega lá no meu carro" e descia pra buscar em seu Golf GTI preto dos anos 90. Impecável, parecia novo. E sempre tinha ótimas músicas rolando em seu programa, ele trazia mídias físicas pra rolar na programação. Quando descobri seu trabalho como dublador, foi quando o Jornal "O Vale Paraibano" foi fazer uma entrevista pelo seu trabalho como Darth Vader, muitos não reconhecem isso hoje, mas ele foi o primeiro dublador do Pai do Luke. Trabalhar com ele era maravilhoso, sempre alegre, disposto, não tinha dia ruim para ele, e trabalhamos juntos até quando saí da Metropolitana para servir ao Exército Brasileiro. Fiquei um tempo fora. E quando voltei, do serviço militar,já havia começado a trabalhar em outra área, mas com meu coração sempre nas lembranças do rádio. Até que um dia, passei lá pra cumprimentar a galera, e fui notificado de sua passagem. Foi algo deveras triste. Confesso que chorei. Pois foi um excelente colega de trabalho e que me fez seguir o caminho da dublagem por um tempo. Apesar se hoje os tempos serem outros. Ainda guardo um carinho enorme por todo aprendizado que tive com ele, e por sua amizade. Onde esteja meu amigo. Sinto sua falta. Obrigado por tudo. Como você dizia sempre no final do programa: "Um dia feliz para você que nos ouve.. E vamos em frente..."
Fiquei muito feliz com este post. E apesar de estar creditado como "um rapaz", sinto orgulho e a hora de fazer parte desta homenagem. Diante de todas que o Amaral deve receber.
Victor Carvajal.