segunda-feira, 28 de março de 2011

Parabéns, Christina Rodrigues

Depois de um tempo sem fazer nenhuma postagem em homenagem ao aniversário de nenhum(a) dublador(a), hoje volto a tecer algumas palavras para congratular ninguém menos que Christina Rodrigues.

Formada pela Escola de Artes Dramáticas da ECA/ USP, Christina começou sua carreira na dublagem justamente em 1988, e já debutando como a voz da/ Pink Flash, no seriado Flashman, gravado na Álamo e dirigido por Líbero Miguel.

Essa dublagem é considerada por muitos até hoje como a melhor dublagem de uma série japonesa, pois reuniu um jovem e promissor elenco nos heróis, aliado à atores consagrados desde a época do Rádio Teatro compondo o time dos vilões. Felizmente esse trabalho foi preservado para a eternidade, com o lançamento dos DVD's da série.

A personagem - junto com a série - conquistou o público infantil da Rede Manchete, que já começava a querer mais produções além de Jaspion e Changeman. No Esquadrão Relâmpago, Rodrigues fez algumas pontas, sendo a maior delas no capítulo 36 - A Super Potência. Já no herói da armadura Metal Tec, fez uma pontinha no capítulo 33 - Batalha da Magia Negra.

Nesta mesma época, teve também uma personagem fixa no anime Zillion, exibido pela Rede Globo em 1989, e posteriormente pela TV Gazeta - SP. Dublava a secretária do Sr. Górdon, Amy.

Já consolidada na arte com seu timbre de voz suave e sexy, seus trabalhos foram cada vez aparecendo mais. Outra protagonista foi a Maya, no seriado Metalder, ao lado de outro estreante: Tatá Guarnieri. E dublou também a personagem Kênon, no seriado Jiban, que também será lançado em DVD no Brasil a partir do mês que vem.

Mas não foi só nos tokusatsu que a atriz colocou sua interpretação. A partir de 1994, com a abertura da Gota Mágica, foi escolhida pelo diretor Gilberto Baroli para protagonizar mais uma animação nipônica: Sailor Moon, dublando maravilhosamente a enérgica personagem Raye/ Sailor Mars. Seguindo a trilha do sucesso, foi novamente aprovada pra dublar um dos maiores fenômenos da animação mundial - Dragon Ball - fazendo a peralta e nada inocente Bulma. Infelizmente, a Alien International não trouxe todos os capítulos, encerrando essa passagem frustrada pelo Brasil em 1996 no capítulo 60, de um total de 153 episódios na primeira fase do desenho.

Atualmente, pode ser ouvida fazendo a voz da Candice Olson, a protagonista de uma série chamada Design Divino, exibida pelo canal pago Discovery Home & Health.

Outro trabalho que a profissional está adorando fazer, é a Gillian Foster, da série Lie to Me, exibida pelo canal FOX. Vale ressaltar que além das dublagens, ela também dirige.

Parabéns Chris, continue firme e forte na arte, brindando os inúmeros fãs de seus trabalhos com sua interpretação talentosa e inconfundível!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Homenagem póstuma à Carlos Alberto Amaral

Não era desta forma que eu planejava redigir essa postagem, mas essa informação me pegou totalmente desprevinido. Semana passada fiquei sabendo do falecimento precoce do grande Carlos Alberto Ferreira do Amaral, aos 63 anos de idade.

Nascido em 02/05/1946 e natural de Fortaleza - CE, veio para SP ainda pequeno, com seus pais. Começou sua carreira artística no início da juventude, aos 14 anos, trabalhando como cantor de boates. Mais pra frente, formou-se Jornalista e começou a trabalhar como radialista na Rádio Tupi. Daí para frente, até chegar na dublagem, passou pelo caminho natural na vida de um artista, conforme as portas foram se abrindo e oportunidades foram aparecendo.

Seu trabalho chegou até mim em 1988, como narrador substituto do grande e saudoso Francisco Borges, no seriado Flashman, dirigido pelo inigualável Líbero Miguel. Daí pra frente, todas as séries japonesas, com exceção da última, que foi Black Kamen Rider, ele narrou, e muitas delas também dirigiu. Metalder, protagonizado por Tatá Guarnieri e Christina Rodrigues foi um de seus trabalhos na direção. Seu timbre de voz, forte e grave, contava as aventuras dos heróis japoneses no auge deste nicho de produção na TV brasileira, no finzinho dos anos 80 e comecinho dos anos 90.

Após o fim da febre, em 1992, sua voz praticamente desapareceu do cenário da dublagem. Até este ano, vários filmes feitos na Álamo principalmente, mas também em outros estúdios contavam com sua participação, seja num pequeno personagem, numa narração, ou num protagonista/ antagonista. E assim como notei o desaparecimento do Carlos Laranjeira da arte, também sempre indaguei por onde andaria o Amaral.

Dezoito anos se passaram, e ninguém mais sabia do paradeiro deste profissional. Muitos o davam como falecido, como faziam com o José Carlos Guerra, que está firme e forte de saúde, e o melhor: dublando.

Em 2009, um rapaz postou na comunidade dedicada ao dublador esta foto que coloquei no post, dizendo que ele estava bem, na ativa, e trabalhando numa Rádio da cidade de São José dos Campos. Fiquei extremamente feliz, e saí em busca de uma forma de contatá-lo, pois o trabalho dele marcou de maneira positiva minha infância e adolescência. Não demorou muito e consegui o seu telefone. E liguei.

Confesso, sem vergonha alguma, que fiquei muito nervoso ao discar seu número, pois no fundo eu relutava em acreditar que era o mesmo Amaral dos anos 80/ 90, e não fazia nem idéia de qual seria sua posição relativo à um fã de trabalhos de quase duas décadas. Mas não exitei, e mesmo nervoso e com a voz "trêmula", liguei.

Ele me atendeu com a maior boa vontade do mundo, e eu fiquei muito contente e senti uma coisa inexplicável ao ouvir sua voz depois de tantos anos. Era como se eu tivesse entrado num túnel do tempo! Conversamos por uns 20 minutos, sobre muita coisa, e peguei seu e-mail/ MSN para papearmos mais vezes.

Falei pra ele que era fã do trabalho dele, que marcou minha vida, perguntei se ele lembrava das séries japonesas, ele respondeu que "claro", e quando comentei que a Focus Filmes estava lançando os seriados em DVD, ele ficou muito feliz e disse que "queria isso pra guardar e mostrar para os netos". Falou um pouco sobre a sua vida após o afastamento da Dublagem, e me contou que estava trabalhando naquilo que mais gostava, que era no rádio.

Assim, adicionei-o no Messenger e papeamos por umas cinco ou seis vezes. Tinha dificuldade na digitação, mas nada que atrapalhasse nossa comunicação. Maquei então de fazer uma entrevista com ele, focado na sua carreira e especialmente nos seus trabalhos em dublagem. E essa entrevista aconteceu, mas infelizmente, por um desleixo meu na época, eu parei de contatá-lo por alguns motivos pessoais, mas sonhava um dia em terminar essas perguntas. Mesmo inacabada, o teor do bate papo ficou interessante, e estou preparando esse texto para publicar no blog em breve.

Abro um parêntese inclusive pra contar que havia comentado com ele que hoje em dia os fãs - além de conhecerem - idolatram os dubladores, e que existem eventos que são alavancados somente pela aparição dos atores em público, conversando, contando fatos, relembrando, enfim, todo o cenário atual que tirou os dubladores do anonimato e literalmente os colocou na mídia. Cheguei até a indagar se ele gostaria de participar de um evento desses, tipo o Anime Friends, e ele me respondeu que "Acho que seria legal, poderia ir sim, sem problemas." Fecho o parêntese com peso na consciência por não ter feito a conexão entre ele e os organizadores do evento prontamente.

Pois bem, passados mais de hum ano e meio desde nosso último contato, que aconteceu no dia 06/08/2009, com a confirmação de que a série Jiban seria lançada em DVD, e que a distribuidora que importou a série nos anos 90 não tinha mais a posse das fitas que ficaram com a Rede Manchete, automaticamente pensei nos últimos dois capítulos que a emissora nunca exibiu e que provavelmente receberiam uma nova dublagem, pra não deixar o seriado inacabado. Imaginei: "o Amaral tem que participar disso!", e novamente fui tentar falar com ele.

Primeiramente, número de telefone não existe (desligado). Em seguida, comecei a me lembrar que havia um bom tempo que ele nunca mais aparecera on line no MSN, e nem respondia meus e-mails. Também lembrei que há mais ou menos dois meses, postaram no Orkut perguntando se era verdade que ele havia falecido. Já comecei a me preparar pelo pior...

... e era verdade. Pouco mais de 3 meses depois que nos falamos pela última vez, no dia 19/11/2009, falecera Carlos Alberto Amaral. Foi um choque, pois ele parecia tão bem, e de repente, 90 dias depois tinha falecido? Não me conformei. Mas assim é a vida, e esta é a única certeza que temos dela.

Nos últimos anos ele era um dos âncoras do Jornal da Manhã da Rádio Metropolitana de São José dos Campos, também conhecida como Rádio Eldorado. Ao lado de Lando Brito e Florivaldo Rocha, prestavam serviços à comunidade e se inteiravam de tudo o que acontecia na cidade, e botavam em pauta - em sua maioria - os assuntos políticos, sempre buscando alertar o cidadão das atitudes do poder público do Município.

Consegui contato com o Florivaldo, que também me atendeu com uma boa vontade de um anjo, pra falar sobre o falecimento do amigo.

"Ivan, foi um choque para todos nós, pois ele estava bem de saúde, e de uma hora pra outra foi internado e faleceu. Até hoje sentimos sua falta, e não conseguimos acreditar nisso tudo. É notável a falta que ele faz no programa, basta ouvir a rádio. Muito daquilo era característica dele", conta.

Justamente no inverno de 2009, Amaral adoeceu por causa de uma forte gripe, que atacou seus pulmões. E foi uma gripe mal curada, daquelas que não chegam a sarar e voltam com maior intensidade. Paralelo à doença "sem importância", havia o fato de que ele fumava demais. Demais mesmo. O médico já havia alertado sobre o risco do excesso do cigarro em sua vida, mas ele se negava a abandonar a nicotina. Era um fumante inveterado, incapaz de controlar seu vício. Fumava, inclusive, nos pequenos intervalos de dois à três minutos do programa, que era o suficiente pra ele se aproximar da janela do estúdio e acender mais um, conta Florivaldo. "Ele mesmo dizia que preferia morrer do que parar de fumar. Que ele não abdicava do prazer do vício".

A gripe voltou mais forte e aliada à deficiência dos pulmões pelo excesso de uma vida inteira de um fumante, ele foi internado as pressas em São José. Deu uma leve melhorada, mas uma nova recaída o atacou. Foi transferido para a Capital, mas já sem muitas chances de sobrevivência. Faleceu de forma relâmpago, e foi cremado e sepultado imediatamente. Inclusive o próprio Florivaldo não foi avisado a tempo e não pode comparecer ao seu funeral.

Eu acompanhei por vários meses o Jornal da Manhã, só pra ouví-lo, e cheguei até a gravar um trecho do programa com a voz dos três apresentadores. Clique aqui e ouça.

Já no começo do segundo semestre de 2009, quando papeávamos, ele havia me contado que estava se aposentando, e ia realizar um sonho de infância, o de ir morar na roça. Um dos apresentadores, o Brito, depois que ele saiu, vivia mandando recados em tom de brincadeira para ele e sua atual esposa. E numa das vezes que eu ouvi, ele disse "Fátima, segura o Amaral com esse bendito vício do cigarro dele, senão já viu, hein?".

Foi uma grande perda. Uma pena. Quem pôde ouvir sua voz inesquecível, vai sempre se lembrar do lendário Narrador dos Tokusatsu.

Carlos Alberto do Amaral, esteja com Deus.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Flashman Box 2 da Focus - Pré-Lançamento

Daqui praticamente um mês, se não houver nenhum atraso, acontecerá o lançamento do segundo box do Comando Estelar Flashman, contendo os episódios 26 ~ 50, fechando assim mais um lançamento de uma série tokusatsu pelo selo Focus Filmes.

Tudo indica que não vai atrasar, pois inclusive o Submarino já está com o produto no site, mas ainda não existe preço disponível e nem possibilidade de compra pela pré-venda.

Embora o primeiro lançamento tenha tido algumas ressalvas, previamente abordadas aqui, podemos dizer que foi um bom lançamento. Agora, fica a expectativa para a segunda etapa, e novas perguntas assolam os fãs. "Será que tal coisa será consertada? Será que farão isso ou aquilo?" Etc, etc...

Afim de tentar esclarecer o máximo possível de interrogações, contatei novamente o Sr. Afonso Fucci, que me atendeu prontamente, agradecendo o apontamento de algumas "anomalias" que existiram no Box 1, e indicando atitudes que podem fazer diferença e deixar todo mundo satisfeito no lançamento seguinte. Ou pelo menos a maioria. Conversando, chegamos às seguintes questões, que, segundo o profissional, acontecerá da seguinte forma:

1º - Imagem: exatamente igual aos 25 capítulos iniciais, uma vez que a fonte é a mesma: Imagem enviada pela TOEI. Inclusive foi feito um comparativo de imagem por mim, e que depois foi levantado no Fórum Tokubrasil uma suspeita de que a imagem seria dos Filmes da série, que possuem uma qualidade superior, então peguei a imagem da Focus e comparei com a imagem do DVD da Toei, ao qual tive acesso apenas ao disco 01. São EXATAMENTE iguais. A versão brasileira não deve em nada a versão nipônica, confiram:

2º - Áudio: como de costume, será usada a dublagem retirada da fita U-Matic do Toshi, que depois de limpa, demonstra uma qualidade estupenda. Todos os áudios foram analisados e possuem qualidade padrão, sem falhas ou chiados, evitando o que houve com os capítulos 05 e 18 da primeira parte da coleção;

3º - Eyecatches: as famosas vinhetas do comercial, que tanta falta fizeram, estarão presentes nesta caixa. Foram editadas a pedido da própria Focus, uma vez que levou-se em consideração não apenas os fãs nostálgicos da série, mas também os demais consumidores que possivelmente queriam ver o capítulo como um filme, do começo ao fim sem interrupções. Em Jaspion, Changeman, etc, não houve esse corte, deste modo, em Flashman também não tinha o porque fazer, mas infelizmente aconteceu, e como não dá pra voltar atrás, pelo menos ficamos contentes em saber que deixarão de lado esta ação;

4º - Mídias: a ordem dos personagens na impressão dos discos também será revisada. Se existe dentro da própria série esta hierarquia (1 - Vermelho; 2 - Verde; 3 - Azul; 4 - Amarelo e 5 - Rosa), não há motivos pra não seguir o correto;

5º - Legendas: será redobrada a atenção para que não haja casos como o do capítulo 18, onde mesmo desabilitado a opção no Menu principal, a legenda era obrigatória. Provavelmente ela também não aparecerá na abertura e nem no encerramento, a não ser que seja habilitada pelo usuário;

6º - Capítulos: estão estudando a possibilidade de autorar o disco com seleção de capítulos, fato inédito até então nas séries japonesas. A formatação existente é de apenas um título por episódio, o que dificulta quando queremos ir direto para alguma parte específica do episódio, uma vez que pra chegar até lá, é preciso avançar o video como se fosse um video cassete, através do recurso fast forward. Provavelmente sairá em 5 partes: Abertura, Parte A, Parte B, Encerramento e Preview;

7º - Previews: ... ah esses previews dublados... é um caso sério. Amigos, é com grande dor que comunico-os que novamente não vai sair NENHUM preview dublado no segundo Box. Acontece o seguinte:

Foram analisadas TODAS as fitas do Toshi, e NENHUMA tem preview do capítulo seguinte. Ninguém sabe o por quê. Eu tenho uma teoria não comprovada:

Pelas fotos divulgadas através do portal Tokusatsu.com.br quando do início do processo de lançamento do Esquadrão, dava pra ver algumas datas escritas a mão nas caixas das U-Matic. As datas referem-se a época em que a Rede Record exibia a série, nas tardes de segunda à sexta. O caso é que a Record NUNCA exibiu nenhum preview, fato. Pra mim, essas fitas já eram um backup das originais exibidas pela Rede Manchete a partir de 1988. E a Manchete sim exibia os Previews. Com certeza o Toshi fez uma cópia, e nessa cópia, acabaram deixando de fora um "pequeno" detalhe, que eram os últimos 30 segundos de cada episódio...

Aí vem a pergunta: "E por que a Focus não pegou as originais?"

Talvez por causa do estado de conservação. Todos sabemos que o Toshi não é um exemplo de qualidade ao guardar material, e que as fitas de Jaspion e Changeman estavam em estado deplorável de bolor, devido ao mal armazenamento. Com certeza preferiram pegar as mais novas, de 1993, pra garantir melhor qualidade. O problema é que tiveram o azar de elas serem editadas...

Como eu disse e friso novamente, esta é uma teoria ÚNICA e EXCLUSIVA minha, pois nem o Afonso Fucci soube precisar esta informação. O caso é que as fitas que o Toshi deu são estas que foram usadas. Se haviam outras, aí é outra história...

Então, infelizmente, nem adianta nutrir nenhuma esperança, pois os techos não vão aparecer. A única parte do capítulo onde a legenda será forçada, será no preview, obviamente por que não há a dublagem.

Pra finalizar, ainda sobre o box 1, as 3 falhas de imagem ocorridas nos capítulos 01 (Dín no Tank Commando), 05 (Néfer/ Urk) e 06 (dentro do Cruzador Imperial) foram percebidas pela equipe de autoração, mas eram falhas nas matrizes japonesas. Optaram por não editar/ cortar com receio de dúvida a respeito da integridade da imagem. Eu acho que foi uma atitude bem tomada.

Assim, o Raio X do que deverá ser o final de Flashman está exposto. Agora nos resta torcer (e muito) para que o Jiban dê certo. Cruzem os dedos...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A história de Carlos Laranjeira

Jose Carlos Laranjeira Marques, ou simplesmente "Carlinhos" - como era carinhosamente chamado por seus familiares - foi um ator, dublador, modelo e cantor brasileiro. Natural de Santos - SP e caçula de uma família de 6 irmãos, pôde, por intermédio da dublagem, deixar cravado nos ouvidos das crianças dos anos 80 o sinônimo de herói, em sua maioria, de olhos puxados.

Nasceu em 10/07/1956, e seu trabalho chegou até mim em meados dos anos 80, por intermédio das tão aclamadas séries japonesas importadas pela Everest Video e dubladas na Álamo. Já em 1986, deu vida ao Boomerman, o amigo do Jaspion, interpretando um papel não tão grande, mas digno de admiração. Fez também algumas pontas em Changeman, mas foi na pele do Francês Pierre Bonaparte, do Comando Triplo Dolbuck, que o trabalho do Laranjeira teve mais destaque.


Em seguida, cerca de pouco mais de um ano, foi escalado pelo inigualável Líbero Miguel para co-estrelar mais uma série nipônica, ao lado de jovens talentos que vinham desabrochando nesta época, como Francisco Brêtas e Christina Rodrigues; e assim, ao lado de Lúcia Helena Azevedo e Eduardo Camarão, surgia o Comando Estelar Flashman, série que foi lançada em DVD no finzinho de 2010, e já abordada neste blog.

Com o boom desse nicho de seriado na TV daquela época, mais séries tokusatsu foram chegando, e Laranjeira disseminando seu talento. Mas aqui cabe um parêntese: Em 1989, a Rede Globo, que não tinha um histórico de proximidade com produções oriundas do Japão, estréia um anime chamado Zillion, exibido aos Domingos daquele ano. De um momento para outro, a animação cai no agrado dos "baixinhos", e a qualidade da animação - aliada ao carisma de seu protagonista J.J. - consagram de vez o casamento perfeito entre personagem/ dublador. E quem estrelava o seriado? Sim, o Laranjeira.


Logo, chegaram mais 2 séries na tela da Manchete, desta vez por intermédio de um novo distribuidor, a Top Tape: Jiraiya e Lion Man. Novamente o ator participou ativamente da dublagem, fazendo a voz de um alidado do Ninja Olimpíada e algumas pontas e vozeirios no seriado do Homem Leão. Mas o destino reservara à ele um novo protagonista na próxima série a chegar no Brasil: Jiban, o Policial de Aço, uma espécie de "Robocop" japonês que subitamente caiu no agrado das crianças e marmajos que se deliciavam em frente a telinha da Manchete.


Mais séries desembarcavam, e Laranjeira sempre estava por lá, seja em pequenas pontas (como em Machineman, Goggle V e Metalder) ou personagens coadjuvantes, como o Capitão Gyaban no seriado Sharivan. Nas 3 últimas séries dessa época, co-estrelou novamente Maskman, fazendo o Kênta/ Black Mask, e fez pontas em Spielvan e Black Kamen Rider.


Depois disso, a febre foi cessando, e os seriados foram levados em "banho Maria" na TV, e aos poucos desapareceram. E com eles, a voz do Carlos. Eu, que já tinha meus 12 anos, continuava vendo programas dublados, a maioria pela própria Álamo, local onde o profissional "reinava", mas sentia falta daquele timbre marcante. Vi Doug, Mundo de Bobby, Homem Aranha, Mortal Kombat, Beakman, Street Fighter, os (muitos) animes da Gota Mágica, dentre outros programas, e nada de sua voz.

Mais pra frente, já no final dos anos 90, tive a oportunidade de acessar a internet pela primeira vez. Dentre outros assuntos, dublagem foi um dos que pesquisei, e assim, cheguei a triste informação de que esse dublador já havia falecido. Fiquei triste, mas jamais me contentei com essa informação "vaga". No entanto, naquele momento, nada poderia ser feito.

Muitos anos se passaram, e desde o final de 2006, quando botei na cabeça esse meu projeto individual de pesquisa sobre dublagem, pude amadurecer um pouco esta idéia. Foi então que cheguei onde queria, depois de muito, muito pesquisar.

Encontrei ninguém menos que a Nancy Marques, a sobrinha do Carlinhos. E foi aí que consegui a declaração MARAVILHOSA que tenho a honra de compartilhar com vocês, caros leitores: abrindo as aspas para contar - por intemédio da sobrinha e seus familiares - a vibrante história deste profissional ímpar:

“Meu tio percorreu um longo caminho, nem sempre fácil, mas que lhe permitiu dizer: ”VIVI”.

Ele começou sua carreira ainda muito novo, em meados dos anos 60 como cantor, na Rádio Atlântica, fazendo o teatrinho de brinquedo, ao lado de outro menino do morro, Luiz Américo.O passo seguinte foi a televisão, os programas de Calouros. Meu tio participava de todos e chegava até a final, mas então era desclassificado por ordem de superiores, pois naquele momento não era interessante um desconhecido ser o grande vencedor, assim, sempre tinha algo que o prejudicava no final das contas.

Ele sempre impressionava os maestros porque tinha muita facilidade de cantar qualquer ritmo, mesmo nunca tendo feito aulas de canto. Numa dessas apresentações, Canarinho que na época fazia o Sítio do Pica-Pau Amarelo, viu e gostou. Ele tinha um programa na extinta TV Excelsior - Canal 9, e meu tio foi participar do quadro de calouros (pela minha pesquisa o único que soube aproveitar o talento dele foi justamente o Canarinho), passou por todas as eliminatórias e saiu finalmente vencedor. Após essa vitória, novos convites apareceram, entre eles para fazer “Essa Gente Inocente”, no mesmo canal 9.

Nesta época, Agnaldo Rayol - no auge da carreira – era o Rei da Voz, (pelo que pude descobrir ele tinha um programa na Record, viu meu tio e pediu para convidarem-no para participar do concurso o Rei da Voz Infantil. Meu tio cantou a música “A Tua Voz”, do próprio Rayol. Em determinado momento, Agnaldo entrou em cena, pegou-o no colo, e sob aplausos da platéia, cantaram juntos. Quando ele voltou pro morro, todos queriam dar os parabéns. Ele era realmente um sucesso!!

Em 1970, começou a fazer teatro amador, primeiro no colégio, depois no movimento de Ação Secundarista. Decidido que era o que queria para si próprio, voltou para São Paulo afim de se profissionalizar. Fez teste e foi aprovado para trabalhar na peça “Lambe Beiço e Seu Criado Cata Farelo”, dirigida por Amilton Monteiro, e que tinha no elenco atores da consagrada TV Tupi. Atuou também nas peças “Flauta Mágica”, dirigida por Kleber Afonso, “A Verdadeira História de Pinocchio" (onde obteve a indicação para o Prêmio Revelação do Ano), “A Bela e a Fera” com Laura Cardoso no elenco (em 1987), e um ano antes fez "Evita".

Então, em 1976 ele começou a fazer comerciais para TV, conseguindo projeção com o comercial do Sorvete Copa de Ouro. Neste período, entre 1976 até 1979 fez mais de 70 comerciais. Logo em seguida procurou Alexandre Labianco, mas naquele momento não havia nenhum trabalho, só que pouco tempo depois, como Alexandre já sabia do talento dele, o convidou para participar da telenovela Roda de Fogo, na Tupi. Assim, com a graça de Deus, novas portas começaram a se abrir, e acabou fazendo “O Direito de Nascer”, onde interpretou D. Jorge Luiz Bel Monte, quando jovem. Atuou ao lado de Beth Goulart, Susy Camacho, dentre outros. Paralelamente, fez no teatro “Sexo Furado” (também de Kleber Afonso), com Silvio Rocha e Liza Negri. Nas telenovelas, o coordenador Carlos Zara pretendia criar uma dupla romântica formada pelo Laranjeira e Susy Camacho, mas acabou não acontecendo, uma vez que Zara fora para a Rede Globo, e nesta época ele ficou desempregado, voltando para Santos. Um dia, Claudir Guimarães, o convidou para fazer uma remontagem de Pinocchio, e nesta mesma época outra telenovela, desta vez na TVS, “Anjo Maldito”.

Nas dublagens ele era muito conhecido por sua voz calma e suave, e fez inúmeros trabalhos como dublador, mas ficou realmente conhecido nos seriados japoneses, os chamados tokusatsu. Pegou a “febre” já começo, em 1986, fazendo Jaspion (Boomerman), Flashman (Go/ Blue Flash), Jiraya (Yanin Spyker), Naoto Tumura/ Jiban, Maskman (Kenta/Black Mask) e algumas pontas nos outros seriados do gênero. Nos animes deste período ele também gravava: fez a voz do protagonista J.J. de Zillion e o Pierre, no Comando Triplo Dolbuck.

Falam que ele fez o Raphael em As Tartarugas Ninjas - O FILME, mas não sei se esta informação é verídica.

Meu tio era um batalhador e adorava o que fazia, e tudo o que se propunha a fazer, era com imenso e intenso amor. Um eterno apaixonado pelas artes, seja ela em qual ramificação fosse.

Quero agradecer em nome de toda minha família, a todos os fãs do meu tio, e sei que onde quer que ele esteja, ele se sentirá muito feliz em saber que é lembrado ainda hoje por todos. Foi muito bom ter alguém como ele em nossas vidas, só quem o conheceu de verdade sabe o que foi cada sorriso, cada brincadeira, cada abraço, mas infelizmente não o temos mais aqui, e o que nos conforta desde sua partida é saber que muitas e muitas pessoas o admiram tanto quanto nós. Nossa família tem uma estrela, que mesmo longe continua a brilhar intensamente.

Muito obrigada Ivan, por você se esforçar para manter viva a memória do meu Tio Carlos Laranjeira.”

E como um artista nato e dono de uma voz linda, é claro que também foi cantor. Chegou a gravar um disco, com um estilo pop romântico no auge da carreira, lançado em 1991, mas devido ao seu falecimento, no dia 15/05/1993, não pode divulgá-lo e nem desenvolver nenhum tipo de trabalho em cima do álbum. Confiram a capa do Vinil e a lista de músicas contidas no lançamento:

- Bala de Hortelã;
- Coca e Poesia;
- Como uma Luz;
- Debaixo das Cobertas;
- Eletrizando;
- Luzes Neonescas;
- Rock B - à - Bá;
- Sinceramente.

Ouça um pot-pourri com um trecho de cada canção clicando aqui!

Veja a interpretação de Carlos Laranjeira na série Jiban, dialogando com sua inseparável amiga Lúcia Helena Azevedo:



Quero deixar registrados o meu ETERNO agradecimento a Nancy, que se propôs a levantar essas informações com seus tios da família Laranjeira, para que eu pudesse realizar esse sonho em saber e poder contar um pouquinho mais sobre a vida e a carreira desse marcante profissional que foi o Carlos Laranjeira. Sucesso eterno aí no Céu, Carlinhos.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Cast de dublagem de Flashman

Que o primeiro Box do Comando Estelar Flashman foi lançado no Brasil pela Focus Filmes todo mundo já sabe. E se não houver atrasos, o segundo Box deve sair no final de Março, segundo a distribuidora. Os frequentadores deste espaço também já estão cientes de que tive a oportunidade de colaborar com a empresa publicando o cast de dublagem do seriado o mais completo possível. Ficaram faltando apenas 3 vozes femininas para que tudo ficasse 100% completo. São elas:

No capítulo 20, a menina Sumíre, suposta irmã do Dan, tem uma voz até então desconhecida. O timbre lembra, de longe, a interpretação da Suzana Lakatos. Esta mesma voz apareceu também no episódio 24, fazendo a irmã do garoto Kazú. Na minha concepção, essa atriz dublou pouco e somente nesta época, pois em todas as produções que tive acesso até então, além do Flashman, ela apenas foi escalada em alguns capítulos do anime Zillion;



A partir do capítulo 31, a filha dos Tokimúra, Kaôri, é assumida por outra mulher, cujo nome continua em aberto. Essa dubladora fez alguns vozerios e o menino Kiyóshi no episódio 33. Também participou de Jaspion, dublando a menina Yuríko, no clássico "O Monstro do Século". Além disso, não achei mais nenhuma interpretação dela;



Por último, do episódio 44 adiante, uma terceira voz assume a menina Kaôru. Também fez muitos vozerios além da voz do Dan criança no capítulo 41. Essa profissional trabalhou em várias séries japonesas nesta época, fazendo vozes no Jiraiya, Jiban, Machineman e Goggle V, onde teve até personagem fixo, dublando a voz do Computer Boy do Goggle Black.



Essas são as 3 pendências de dublagem no seriado. No entanto, no já citado capítulo 24, a voz do menino Kazú era outra interrogação, uma das que jamais achei que conseguiria descobrir. Perceptivelmente uma voz de criança que, assim como muitos, provavelmente havia dublado somente na época e parado em seguida, o que impossibilitaria de alguém lembrar-se dele mais de 20 anos depois. Mas eis que, mais uma vez, Angélica Santos me deu um palpite certeiro: disse que poderia ser o "Fabinho", irmão do Mauro Eduardo e da Márcia Regina.


E fazia sentido. Mauro Eduardo começou a dublar em 1985, mas a aparecer mesmo em papéis maiores e protagonistas um pouco depois. Flashman foi a sua porta de entrada para o mundo do tokusatsu, onde permaneceu dublando quase todas as séries que vieram em seguinda, inclusive protagonizando o fenômeno Jiraiya. Já a Márcia Regina começou mais tarde, por volta de 1993.

Com essa bela pista em mãos, saí pesquisando. Encontrei então o "Fabinho" Lima, e indaguei-o a respeito. Ele me perguntou de qual série era esta interpretação, pois a voz dele era extremamente parecida com a do outro irmão, "Paulinho". Isso mesmo, acabei descobrindo duas vozes com uma só busca. Assim, consegui desvendar mais dois nomes para publicar. Durante o bate papo, ele me contou que havia feito o Harú, o Computer Boy do Goggle Blue no Goggle V. Coincidentemente (ou não?), era o auxiliar do personagem do seu irmão, Mauro Eduardo.

Harú, o astuto Computer Boy do Goggle Blue na série Goggle V, que alguns anos depois interpretou o Tetsú em Machineman, desta vez, dublado pelo Hermes Baroli.

Se assistirem o capítulo 24 do Flashman e compararem com a voz do Harú, perceberão uma imensa semelhança. Seria impossível saber quem é quem se não fosse a informação do próprio Fabio. E a(s) voz(es) dele(s) aparece também no Machineman, mas o Fabio não lembra de ter feito esta série, então tudo indica que foi o Paulo que dublou.

Ouça a voz do Paulinho Lima em 1987, clicando aqui.

Segue uma foto atual dos dois profissionais, para efeito de registro.

Paulo Lima e Fabio Lima, respectivamente.










sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Flashman Box 1 - Review

Finalmente o tão aguardado lançamento da Focus Filmes chegou às mãos dos fãs, depois de uma série de atrasos por parte da empresa que faz as cópias dos DVD's. Eu havia prometido um Review, que infelizmente está saindo com um pouco de atraso, por dois motivos: o primeiro é que também fui um dos "contemplados" a não receber a coleção através da compra na pré-venda realizada pelo Submarino há mais de 30 dias do lançamento; e a segunda foi o excesso de trabalho que tive na última semana. Sem mais delongas, vamos analisar esse lançamento:

1º - Aspecto físico: bela lata, embalagem que tornou-se padrão para esse tipo de lançamento. A estampa centralizada, quando divulgada pela primeira vez, parecia um pouco simples demais, mas em mãos, a coisa muda de figura. Pelo menos por mim, está aprovada. Só achei que nessa versão, o box dentro da lata poderia ter uma estampa mais chamativa, com o nome e o símbolo da série, e não apenas uma imagem do Flash King. Também teve a troca da ordem dos personagens nos discos, deixando o Blue Flash no disco 2 ao invés do Green Flash, e idem com a Yellow/ Pink Flash. Não muda em nada, mas pra quem é chato como eu, é um ponto considerável;

2º - Reprodução: Sem frescura - direto e reto. Apenas exibem o Logo da Focus Filmes e já aparece o menu principal. Nada da obrigatoriedade de ver os Traillers como em Jaspion, por exemplo, que chega a irritar;


3º - Menus:
Animados, com trechos dos capítulos, assim como nas séries anteriores. Clichê da Focus, sem nada demais. E convenhamos que isso nem o DVD da Toei é tão diferente;

4º - Extras: uma galeria de imagens, formatada à là Power Point, também como as demais. Algumas fotos são de bastidores, como uma em que o Red Flash está sentado no Red Turbo Laser com a Van da produção aos fundos. Outra, da cena do primeiro pulo com explosão colorida após a transformação no episódio 1, onde pode-se ver os fogos de artifício abaixo dos heróis. Tem também algumas "stand shashin", termo técnico usado em poses para fotos promocionais ou de divulgação;


5º - Extras 2: Comentário de áudio nos capítulos 01, 02, 03 e 15, contanto com a participação do Eugênio "Genninhu" Furbeta, Daniel "Kuroda" Verna e Ricardo Cruz. Um bate papo descontraído, com apaixonados pela obra. Vale a pena ouvir;

6º - Legendas: Aprovadas, com tradução ao pé da letra de Nomes e Golpes, feita pelo Cruz, um ótimo profissional do ramo. Alguns errinhos de timming, mas no geral passa longe da lambança feito nos DVD's de Jiraiya. Faltou apenas uma padronização, pois colocaram legenda fixa - denominada Hard Sub pelos conhecedores - na abertura, encerramento, e depois em alguns títulos e placas. No capítulo 17 - Máquina Enigmática, ela não sai. É exibida o tempo inteiro. Não havia essa necessidade, ela deveria ser selecionável. Se o usuário optou por não ver legendas, ele tem que ter a imagem limpa. E o que sempre me deixa desanimado e que não mudam desde o primeiro lançamento, é a falta da seleção de cenas, os famosos cortes no decorrer do episódio. Tinha que ter pelo menos 5: Abertura, Review, Intervalo, Encerramento e Preview. Você tem que adiantar correndo o tempo no Fast Forward, assim como na época do Video Cassete. Ninguém merece;


7º - Imagem: Ao contrário do que muitos descrentes esperavam, a coleção surpreende. Infelizmente não tenho poder aquisitivo no momento (e nem oportunidade) de comprar o DVD Set nipônico pra comparar, mas peguei duas imagens disponibilizadas pelo amigo Leandro Camargo, o Red Turbo do Fórum Tokubrasil para comparação:

Toei/ Focus


A diferença na nitidez é grande, reparem na iluminação do lado direito do Red Flash. As cores também são mais vivas, além do formato da imagem. O da Focus é mais "esticada" horizontalmente. Enfim, desta vez não temos nenhuma surpresa, todos os capítulos possuem a mesma qualidade, e nada de Toei Channel. Na minha opinião, a imagem está muito boa, mas ainda não supera a primogênita, Jaspion. Achei um pouquinho escura, nada que atrapalhe a diversão, mas talvez este excesso de contraste tenha prejudicado a nitidez.

O Logotipo da Toei Video é apresentado em todos os primeiros (antes da Abertura) e últimos (após o encerramento) capítulos de cada disco, comprovando a origem da imagem.


Outras imagens, desta vez comparando com a versão DV-Cam do Scheider:







8º - Áudios/ Dublagem:
Realmente foram retirados das fitas U-Matic do Toshi, e, como me disse o proprio Sr. Afonso Fucci, "depois de muito trabalho na limpeza, pudemos aproveitá-los". Em todos os 25 capítulos, tivemos problemas em apenas dois áudios: 05 - O Sucesso das Guerreiras e 18 - A Reviravolta do Robô. No primeiro, o áudio está falhado, com pequenos cortes, como se a fita estivesse passando de modo não uniforme no cabeçote da máquina. Já no segundo, as falas estão tremidas, mas a percepção é ainda maior quando se presta atenção nas BGM's, as músicas de fundo. Talvez estas fossem as fitas mais desgastadas/ estragadas, mas uma nova captura poderia resolver o problema. O áudio vai piorando conforme o decorrer do capítulo, o que prova que o fim da fita estava ainda pior, provavelmente com mais mofo/ bolor. Infelizmente isto é resultado da falta de cuidado no armazenamento, levando em consideração que elas ficaram paradas por mais de 15 anos, se contarmos desde a época em que a série foi reprisada pela Rede Record. E também teve um pequeno Delay no final do capítulo 12, com o Vandár jurando vingança contra o Dín;

Ouçam um trecho de áudio dos DVD's genéricos clicando aqui, que continham algumas falhas nos seguintes capítulos:

13 - Guerreiro Intrépido e 23 - Sonho Dourado.

Ouçam um trecho de áudio dos DVD's originais clicando aqui, que não apresentavam as falhas acima, porém, em dois outros capítulos pode-se notar alguns problemas:

05 - O Sucesso das Guerreiras e 18 - A reviravolta do Robô.

9º - Créditos: Tive a oportunidade de participar desta parte do processo, passando para a Focus o Cast mais atualizado possível com todos os nomes dos dubladores conhecidos até o momento através de minhas pesquisas. Desta forma, os equívocos ocorridos em Jaspion, tirados através da comunidade do Orkut com vários erros, não se repetiram. Isso particularmente me deixa muito feliz, podendo contribuir para que os nomes dos Dubladores fiquem registrado na história do seriado. Infelizmente faltaram apenas 3 nomes, de todas as vozes que apareceram em Flashman. A primeira voz da Sumíre (capítulo 20), a voz do Kiyóshi (capítulo 33), e a voz do Dan criança (capítulo 41). Mas uma dessas vozes estou em processo de pesquisa, e pelo jeito, já já vai ser desvendado...




10º - Erros: Além da inibição no Eyecatch, aquela vinhetinha do intervalo comercial - que pelo menos foi bem feita, e quase imperceptível na maioria dos capítulos, em todos os 25 episódios assistidos por mim, percebi apenas duas pequenas falhas na imagem, nos capítulos 05 - O Sucesso das Guerreiras e 06 - A Super Máquina, respectivamente:



E nos áudios, infelizmente não puseram NENHUM Preview dublado. Não entendo o porque desta atitude, sendo que as fitas estavam lá, foram usadas e passadas uma a uma na máquina, e deixaram de "perder" mais 30 segundinhos em cada capítulo pra colocar esse material nos DVD's e deixar tudo - ou quase tudo - 100%.

Resumo da ópera: Pra mim valeu a pena comprar a coleção, e pagar os R$ 99,00. não me arrependo, pois é uma ótima série, com personagens cativantes, trilha sonora ímpar e elenco de dublagem MARAVILHOSO. Eu assisti a todos os capítulos com os fones de ouvido, afim de aproveitar o máximo da dublagem. Os 10 primeiros tem um som grave, nítido, maravilhoso, o que comprova a qualidade do trabalho da Álamo. Do capítulo 11 adiante, existe um pouco de Ramble, o famoso chiadinho da fita, e os agudos são mais expressivos, embora a nitidez não seja comprometida. Mas isso não e por culpa da Focus, e muito provavelmente deve ter ocorrido por causa da mudança de alguma aparelhagem ou até mesmo de um dos vários estúdios da empresa. Nada que desabone. Então, matematicamente falando:

Prós - imagem nota 9, dublagem disponível da melhor forma possível, arte interessante, lata bonita.

Contras - falhas no áudio de dois capítulos, edição sem necessidade nos Eyecatches, legendas fixas desnecessárias, falta da opção de escolha de cenas e o mais grave de todos: não colocar os Previews dublados.

Agora cada um faça sua análise, e façam suas escolhas. Eu não me arrependi. Poderia ter sido melhor, mas...