quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Leonardo Alkmin, a voz do Nonoyama
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Conversa com Christina Rodrigues
Foi em 1985, na Álamo. Eu tinha ido até a empresa “me dublar” em um filme que fiz chamado Asa Branca – Um Sonho Brasileiro, cujo tema era futebol e contava com o Edson Celulari e a Ewa Wilma no elenco. Fiz o trabalho, sob a direção do Orlando Viggiani, e fui embora. Algum tempo depois, voltei no estúdio para gravar uma rádio-novela do Carlos Alberto Soffredini, e o Líbero Miguel, Coordenador Artístico na época, após as gravações, veio até mim e disse que achava que eu levava jeito para a dublagem. Perguntou se eu não queria ficar até depois do almoço (quando a área técnica voltava ao trabalho) pra fazer um teste. Neste intervalo, fiquei por lá e inclusive conheci o sr. Michael Stoll. Depois do almoço, gravei, contracenando com a Nair Silva, e saí. Algum tempo depois, no meu primeiro dia de trabalho como Administradora Executiva, dentro de uma empresa que fazia a produção de cenários (pertencente ao sr. Cyro Del Nero), recebo uma ligação do sr. Jacinto, que tomava conta do Depto. Financeiro da Álamo, dizendo que o proprietário queria que eu fosse trabalhar para ele, que me pagaria tanto, etc. Como havia começado a trabalhar naquela ocasião, agradeci e descartei a proposta. Passaram-se alguns minutos, e o telefone tocou novamente. De novo o Sr. Jacinto, insistindo. Repeti a minha posição, até porque o salário era bem mais baixo. O Sr. Cyro, cuja sala ficava ao lado, veio até mim e tocou no assunto, pois tinha ouvido a conversa, e nisso, outra vez o telefone tocou. Pela terceira vez, recusei, mas ouvi que “o seu Michael não estava acostumado a receber não como resposta", e que insistia que me queria como funcionária. Mantive minha posição. Então meu patrão, que conhecia o dono da Álamo - uma pessoa extremamente respeitada - me falou que se o Sr. Stoll achava que eu deveria trabalhar pra ele, que era melhor eu repensar, pois ele tinha um feeling gigantesco, e que poderia ser bom pra mim. Mesmo assim resisti e não fui. Passou um tempo e sofri um pequeno acidente, torcendo meu tornozelo. Depois, na rua, uma mulher com um carrinho de bebê passou por cima do meu pé, piorando a situação. Assim, fiquei impossibilitada de desempenhar meu ofício, e indiquei outra pessoa para o trabalho, e me afastei para me cuidar. Cerca de seis meses haviam se passado, eu já tinha me recuperado, e acabei lembrando da dublagem, e fui procurar a empresa. Desta vez, o seu Michael foi categórico, e disse que a proposta tinha sido aquela vez, e que agora, eu teria que passar por um estágio com o Líbero, e ele analisaria se eu estava apta ou não para trabalhar. Eu fui, me dediquei, ele me aprovou, e estou até hoje.
Foi exatamente aí que comecei. Depois de alguns meses de estágio somente assistindo dublagem, o Líbero achou que eu estava pronta e me escalou para algumas pontinhas no Jaspion e Changeman. Em seguida veio o Flashman, e ele já me colocou no meu primeiro papel fixo, a Lú/ Pink Flash. Depois fiz o Zillion. Até o final de 1989, o Coordenador era o Líbero, então ele decidia sobre as escalas. Ele sabia da capacidade e do talento de todos que ali trabalhavam, inclusive quando era hora de dar uma chance para algum iniciante. Foi uma época marcante, onde muita gente boa que ainda está por aí começou. No Flashman mesmo, eu e o Francisco Brêtas estávamos debutando, ao lado do Eduardo Camarão, Carlos Laranjeira e a Lucia Helena, que já dublavam há algum tempo.
Você se lembra de algum fato curioso dos bastidores na época das gravações?
Sou péssima de memória, não consigo guardar muitos detalhes, e tudo acontecia com muita naturalidade. Ficávamos praticamente o dia todo dentro do estúdio, pois tinha muito trabalho. Assim, dava pra conhecer bem os colegas. Muita coisa legal e chata aconteceu dentro daquele prédio da Álamo. Mas é assim na vida da gente, nem tudo são coisas boas, mas são recordações. Lembro que o Líbero, na época do Flashman, costumava chamar o elenco para ir até um barzinho ali perto tomar umas cervejas e comer uns petiscos. Eu tinha outros compromissos e não dava pra ir, mas no dia seguinte, todos comentavam que tinha sido muito divertido.
No finzinho de 1990/ comecinho de 1991, eu parei por um tempo. Acho que foi logo que terminei o Metalder. Estava enjoada com alguns acontecimentos na minha vida e desanimei. Na verdade, também sou Astróloga, e sempre adorei isso. Nessa época, me dediquei a este trabalho, e atendia em casa, onde consegui uma clientela grande e fiel. Não queria nem mais ouvir falar em dublagem. Lá pelo começo de 1994, a Lucia Helena – cujo contato nunca perdemos - dublava bastante na Megassom, e começou a insistir para eu voltar a dublar, que achava que tinha espaço pra mim, e devagarzinho ela me seduziu. Fui gravar uma coisa aqui, outra ali, mas sem compromisso. E desta forma, continuava atendendo meus clientes. Gradativamente ia pintando mais e mais escalas, e quando vi, sem perceber, já estava de volta, só que meus clientes não queriam que eu os deixasse, e eu não conseguia conciliar as duas coisas, infelizmente. Tive que parar de consultar. Daí pra frente, só dublagem.
Tenho dublado bastante, e dei uma parada com a direção. Sou muito focada e dedicada quando pego alguma obra pra dirigir, e me envolvo demais, o que gera um cansaço muito grande. Dirigi por um bom tempo na Centauro, em seguida na Lexx, e depois, até cerca de um ano atrás, na Sigma. Já dublar, isso eu faço em muitos estúdios. Uma das coisas que gostei de fazer é o Lie to Me. Faço também a Candice Olson em dois programas, o Design Divino (na Vox Mundi) e O Estilo de Candice (na DPN). Ambos passam na Discovery Home & Health, em vários capítulos diários. Fiz uma série chamada Dance Moms (exibida no canal BIO) e S.O.S Babá, junto da Gessy Fonseca e Alna Ferreira, que vai ao ar pelo Viva. Adoro trabalhar com a voz.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
30 anos da Rede Manchete
terça-feira, 28 de maio de 2013
Tereza Marinho, a voz da Junko
sábado, 11 de maio de 2013
Conheçam Marcelo Coutinho
quarta-feira, 28 de março de 2012
70 Anos de Gilberto Baroli
Há algumas semanas, a sua filha mais nova, Luciana Baroli entrou em contato comigo, comentando o que planejavam fazer, e se eu tinha algum material de trabalhos dele pra montarem um vídeo; pedido este que foi prontamente atendido, pois eu gosto muito dos trabalhos do Baroli, e venho consumindo (e colecionando) muita coisa do que ele faz há mais ou menos 20 anos. Eis que não só fiquei radiante por poder ajudar a proporcionar esta homenagem, mas também recebi o convite para participar da festa!
Fiquei muito lisonjeado com essa consideração por parte dos familiares, mas era fato que pra mim, que moro há 120 Km da capital, ficava complicado. Mas como ainda tinha tempo, fui amadurecendo a idéia, analisando trajetos pelo Google Mapas, e, vendo que não era um bicho de 7 cabeças - pois fica já na entrada da capital, na Marginal Tietê - e ainda tendo uma colher de chá no dia seguinte, já que dia 19 de Março é dia de São José, feriado, Padroeiro de minha cidade, resolvi criar coragem e participar deste evento.
Chegamos (eu e minha esposa) por volta das 19:30 horas, após algumas "doideiras" do GPS. Toda a família já estava por lá na espreita do aniversariante, que chegaria às 20:00 hs. Cumprimentei a Zodja Pereira e o Hermes Baroli, conhecidos de longa data. Em seguida encontrei a Luciana e seu marido Judô, junto com o Elcio Sodré. Elcio já é um dos meus contatos há algum tempo, inclusive fizemos juntos a gravação de uma entrevista especial para o Grupo Tokusatsu, conforme esta postagem. Pudemos finalmente nos conhecer pessoalmente. Depois cumprimentei o Hiram, o filho mais velho da Zodja com o Gilberto. Assim, procuramos um lugar e nos sentamos, enquanto a Luciana e o Robson Kumode faziam alguns ajustes no vídeo que iriam exibir.
Na hora combinada, chega a Rosinha junto com o marido, e seguem para o outro lado do recinto. Ele nem olhou para o canto esquerdo, onde todos estávamos. Luciana e sua irmã Leticia Quinto foram buscá-los, de modo que assim que entraram, todos em pé o saudaram com o tradicional 'Parabéns', seguido de um MORRA SEIYA coletivo. Ele ficou muito emocionado, pegou o microfone, e começou a dizer algumas palavras de carinho e gratidão por todos que ali estavam.
Do pessoal que eu já conhecia pessoalmente, ali estavam a Marli Bortoletto (que foi embora cedo), e a Úrsula Bezerra. O Elcio veio até onde estávamos e ficamos um tempo papeando sobre a dificuldade em encontrar fotos e informações de alguns dubladores clássicos que já faleceram. A Zodja também chegou por ali e ficamos conversando, pra variar, sobre coisas do passado. Falamos sobre estúdios que não existem mais, alguns trabalhos dos anos 80 e algumas pessoas que descobri recentemente que fizeram dublagem nesta época. Pedi pra que ela me apresentasse a Letícia, que até então eu só tinha contato por e-mail. Uma pessoa muito educada e agradável.
Em seguida, como ainda tinha estrada pra pegar, começamos a nos despedir das pessoas e agradecer o convite. Neste momento, fiquei conhecendo pessoalmente o Diego Lima, um dos dubladores da nova geração, que eu já conhecia por fotos e seguia no Twitter há algum tempo. Ele me reconheceu quando foi se despedir da Zodja, inclusive elogiou meus textos e o meu Blog, sinalizando a postagem sobre os bastidores de dublagem na TVS. Um cara muito gente fina. Só não consegui falar com a Úrsula; quando percebi, ela já tinha saído.
Pude conversar um tempinho com o anfitrião da festa, que inicialmente não se lembrou de mim. Mas também é complicado, pois ele é ovacionado em todo lugar que frequenta, e dado a quantidade de pessoas que ele tem costume de interagir, é difícil mesmo. Se bem que nos falamos ao telefone por algumas vezes, e nos conhecemos pessoalmente no Anime Friends do ano passado, em Julho. Ele me agradeceu muito por resgatar os vídeos de tantos personagens que ele fez ao longo dos anos, com um abraço generoso. Disse que "até a Vovó do Crime vc encontrou?", personagem no desenho Superman Animated, dublado na Centauro em 1997, sob a direção da Thelma Lucia.
E este foi um pequeno registro escrito dessa festa única na vida de quem lá esteve. Vou ver se consigo o vídeo da homenagem com algum familiar, pra postar por aqui. Houveram muitas fotos antigas, bem interessantes, sem contar alguns testemunhos de fãs, amigos e familiares.
Saúde, sucesso e longa vida, Gilberto Baroli!
Personagens dublados por ele que eu consegui encontrar em meu acervo pessoal:
2ª voz do Robô - Perdidos no Espaço - A.I.C.-SP (agradecimento especial à Marco Antonio dos Santos);
Sargento Ibúki - Changeman - Álamo;
Aigaman - Jaspion - Álamo;
Kekábi - Lion Man - Álamo;
Dokussái - Jiraiya - Álamo;
Jissatsunóide - Jiban - Álamo;
Chefe Sugáta - Maskman - Álamo;
Fantasman - Spielvan - Álamo;
Saga - Cavaleiros do Zodíaco - Gota Mágica;
Coronel Red - Dragon Ball - Gota Mágica;
Ceres - Guerreiras Mágicas de Rayearth - Gota Mágica;
Hudler - Fly, o Pequeno Guerreiro - Gota Mágica;
Scórpio - Samurai Warriors - Gota Mágica;
Kilokhân - Super Human Samurai - Gota Mágica;
Vovó do Crime - Superman Animated - Centauro;
Dodória - Dragon Ball Z - Álamo.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Voltando a ativa
Mais um ano se passou e este espaço já comemorou sua segunda primavera. E, por incrível que pareça, recebo relatórios semanais - mesmo ficando algum tempo sem postar nada - mostrando que o número de visitas são corriqueiras e satisfatórias. Já vinha pensando em algum tipo de “comemoração” deste segundo aniversário (e do terceiro que já não está tão longe...), mas a falta de tempo costumeira não foi revertida em prol do blog. Várias coisas passaram pela cabeça, como, no mínimo, uma reformulação, mas não poderei mexer com isso neste momento.
Venho passando por várias mudanças na minha vida pessoal e profissional, o que acaba limitando o meu tempo dedicado ao hobby. É sempre bom deixar claro que normalmente a palavra HOBBY é amarrada a algo descolado, sem preocupações ou compromissos, mas sem deixar de lado a seriedade e o bom senso. No meu caso, é exatamente o inverso. Sempre soube, desde que comecei a pesquisar e escrever sobre os assuntos que abordo frequentemente por aqui, que havia campo – e também uma certa necessidade – de desempenhar aquilo que faço. Ao mesmo tempo, sei que não sou indispensável para o mundo da dublagem em si, mas fico contente em poder colaborar, mesmo que pouco, para que a época em que vivi e mais consumi essa arte seja disseminada e explicada. Outra coisa que me deixa animado, é saber que tem gente que, do seu jeito, faz também um ótimo trabalho, pesquisando, analisando, catalogando e conversando com os profissionais que há tanto tempo nos brindam com produções ímpares. Cito um exemplo do amigo Gerson Ferreira e seu site Casa da Dublagem, que faz atualizações frequentes.
Estou focando os tais acontecimentos (todos muito bons, graças a Deus) em minha vida fora da rede, seguindo o curso natural da evolução. Pretendo mudar algumas coisas em um dos meus trabalhos, começar outras e planejar o fim de determinadas funções em médio prazo. Por trabalhar em dois lugares, estou sempre no emprego “A”, acompanhando o que acontece no serviço “B”, e vice versa. Não vou ser hipócrita e dizer que trabalho feito louco, mas os afazeres são constantes, a ponto de passar uma semana e eu não ter tempo nem de dar uma zapeada pelo Facebook. Orkut e Twitter já são praticamente coisas do passado. Só não encerro mesmo por dó. E, tendo um dia de jornada inflexível como os que eu venho tendo, quando chego em casa, normalmente após as 18:00 hs, não dá muita coragem de assumir esse terceiro tempo de minha empreitada.
Já nos fins de semana, existem obrigações que um homem casado (e até mesmo os solteiros) tem que resolver: um chuveiro necessita de uma limpeza aqui, uma troca de torneira ali, um ventilador acolá, enfim. Como bom Taurino que sou, ser sistemático e não ter ânimo pra começar algo que saiba que não vai conseguir terminar, acabo deixando pra outra hora. Até tentei reverter esta situação, me policiando neste sentido, mas se eu dou inicio há alguma coisa e tenho que parar sem concluir, isso resulta num mau humor insuportável, algo que sinto que faz mal pra mim e pra quem está perto – entenda-se esposa.
Mas não estou redigindo este texto pra reclamar não. Só uma pitada do que realmente eu penso e acontece em minha vida. Por este motivo também, acabo não conseguindo dar uma continuidade para conversas com amigos de longa data, novas amizades ou coisa do tipo. E assim vai, e os meus planejamentos para o futuro visam corrigir essas ações falhas, mas seria uma utopia pensar que tudo vai acontecer do jeito que eu vou prever. O Caminho é sempre tortuoso.
No mais, peço desculpas para aqueles que podem estar esperando algo mais de mim, mas estou longe de deixar a peteca cair. Só dei um breque, pra tentar me estruturar melhor, e voltar a pesquisar e postar num ritmo coerente. E essa hora chegou novamente. É hora de recomeçar. Como todos dizem que o Brasil só começa a funcionar após o Carnaval, então vamos lá. E notícias e novidades eu tenho bastante, inclusive novas descobertas, mas falta alguma coisinha pra ficar completo e virar uma publicação. E, fazendo uma jogadinha de marketing, digo-lhes que não perdem por esperar. Estou por aqui, devagar mas sempre. Um e-mail pra dublador aqui, uma ligação telefônica ali, alguns projetos de encontros pessoalmente e novas amizades sendo feitas nas redes sociais. Até a próxima postagem!











